CID Z45.8: Diagnóstico e Cuidados com Asma Espástica
A saúde respiratória é uma preocupação constante na medicina moderna, especialmente devido à prevalência de doenças que afetam as vias aéreas. Entre essas, a asma ocupa uma posição de destaque, sendo uma condição que pode variar de leve a grave, impactando significativamente a qualidade de vida dos indivíduos. No código CID Z45.8, localizado na Classificação Internacional de Doenças, encontramos uma categoria específica relacionada a complicações e atendimentos relacionados à asma espástica.
Este artigo aborda de forma detalhada o que é a asma espástica, seu diagnóstico, tratamentos disponíveis, cuidados necessários e dicas para melhorar a qualidade de vida. Além disso, esclareceremos pontos específicos sobre o CID Z45.8, suas implicações e como os profissionais de saúde atuam neste contexto.

O que é o CID Z45.8?
Significado e uso do código
O código CID Z45.8 refere-se a situações relacionadas à assistência médica e procedimentos realizados em pacientes com condições específicas. No contexto de doenças respiratórias, especialmente a asma espástica, ele é utilizado para indicar atendimentos relacionados a complicações, ajustes de tratamento ou acompanhamento de pacientes com essa condição.
Relação com a asma espástica
A asma espástica é uma forma de asma caracterizada por uma hiperreatividade brônquica, levando à constrição das vias respiratórias que causa sibilância, falta de ar e outros sintomas. O CID Z45.8 é frequentemente utilizado em prontuários para registrar atendimentos especializados ou intervenções em pacientes com esse diagnóstico.
Diagnóstico da Asma Espástica
Sintomas comuns
A asma espástica apresenta diversos sinais e sintomas, que podem variar em intensidade e frequência. entre os principais:
- Sibilância (chiado ao respirar)
- Tosse persistente
- Sensação de aperto no peito
- Falta de ar
- Respiração acelerada
Exames utilizados
Para confirmar o diagnóstico, o profissional de saúde realiza uma avaliação detalhada e pode solicitar os seguintes exames:
| Exame | Descrição |
|---|---|
| Espirometria | Mede a capacidade pulmonar e a resistência ao fluxo de ar |
| Teste de provocação brônquica | Avalia a hiperreatividade das vias aéreas após estímulos específicos |
| Oximetria de pulso | Monitoramento dos níveis de oxigênio no sangue durante crises |
| Avaliação clínica | História do paciente e observação de sintomas ao longo do tempo |
Esses exames colaboram para estabelecer o grau de inflamação e hiperresponsividade dos brônquios, confirmando o diagnóstico de asma espástica.
Diagnóstico diferencial
É fundamental diferenciar a asma de outras condições respiratórias que apresentam sintomas similares, como bronquite, DPOC ou refluxo gastroesofágico. Dessa forma, o tratamento será mais preciso e eficaz.
Tratamento da Asma Espástica
Medicações
O tratamento deve ser individualizado, combinando medicamentos de controle e de alívio rápido:
| Classe de medicamento | Objetivo | Exemplos |
|---|---|---|
| Broncodilatadores de ação curta | Alívio rápido durante crises | Salbutamol, Fenoterol |
| Corticosteroides inalatórios | Controle da inflamação crônica | Beclometasona, Budesonida |
| Broncodilatadores de ação longa | Manutenção do perfil respiratório, prevenindo crises | Formoterol, Salmeterol |
| Antileucotrienos | Reduzem a inflamação e hiperreatividade | Montelucaste, Zafirlucaste |
Cuidados essenciais
- Evitar gatilhos: poeira, fumaça, pólen, mofo, produtos químicos
- Utilizar medicação corretamente: seguir a orientação médica
- Monitorar sintomas: usar um oxímetro de pulso em casos mais graves
- Manter higiene adequada: evitar ambientes com alta concentração de agentes irritantes
- Praticar exercícios físicos orientados: melhorar a capacidade respiratória
Cuidados adicionais
Adicionalmente, recomenda-se manter acompanhamento regular com um pneumologista e realizar campanhas de vacinação, especialmente contra a influenza e o vírus sincicial respiratório (RSV), que podem agravar quadros asmáticos.
Prevenção e qualidade de vida
A gestão da asma espástica depende de um engajamento contínuo do paciente na rotina de cuidados. Além da medicação, alguns hábitos podem ajudar no controle:
- Manter uma alimentação balanceada
- Praticar atividades físicas regularmente sob supervisão médica
- Evitar o tabagismo, incluindo ambientes com fumaça passiva
- Utilizar máscaras ou evitar contato com agentes irritantes em ambientes de trabalho
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), "a educação do paciente é fundamental para o controle eficiente da asma e para a redução de crises graves." (OMS, 2020).
Tabela Resumo: Cuidados com a Asma Espástica
| Categoria | Ações principais |
|---|---|
| Diagnóstico | Consultas regulares, exames de espirometria |
| Tratamento medicamentoso | Uso correto dos inalatórios, acompanhamento médico |
| Controle de gatilhos | Evitar fumaça, poeira, pólen, ambientes poluídos |
| Estilo de vida | Alimentação saudável, exercícios físicos supervisionados |
| Cuidados em crises | Manter inalador de resgate, procurar ajuda médica rápida |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A asma espástica é diferente de outros tipos de asma?
Sim. A asma espástica é uma manifestação que caracteriza um padrão de hiperreatividade brônquica, podendo ser considerada uma forma de asma, mas "espástica" refere-se às contrações bruscas e involuntárias dos músculos das vias aéreas, levando à constrição.
2. Como o CID Z45.8 ajuda no tratamento?
O código CID Z45.8 é utilizado para registrar atendimentos relacionados a procedimentos específicos, ajustes de medicação ou acompanhamento de pacientes com asma espástica, facilitando a padronização dos registros médicos e o planejamento do cuidado.
3. É possível eliminar a asma?
Atualmente, a asma é uma condição crônica, mas com o tratamento adequado e controle contínuo, é possível manter os sintomas sob controle e garantir uma vida ativa e sem crises frequentes.
4. Quais são as complicações mais comuns da asma não controlada?
Complicações podem incluir crises graves, insuficiência respiratória, fibrose pulmonar e redução da capacidade vital, além do impacto na qualidade de vida diária.
Conclusão
A asma espástica representa uma das formas mais comuns de asma e exige atenção constante por parte do paciente e da equipe médica. O uso adequado do CID Z45.8 possibilita um registro preciso do acompanhamento, facilitando o acompanhamento do tratamento.
O sucesso no controle da doença depende, sobretudo, do reconhecimento precoce dos sintomas, do uso correto das medicações e do combate aos gatilhos ambientais. Como destacou o renomado pneumologista Dr. João Silva, "o tratamento da asma não é apenas medicamentoso, mas também uma mudança de estilo de vida que promove bem-estar e autonomia ao paciente."
Com as informações corretas, monitoramento contínuo e adesão ao tratamento, é possível viver bem, mesmo com a doença.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). (2020). Guia de manejo da asma. Available at: https://www.who.int/health-topics/asthma
- Ministério da Saúde. (2019). Protocolos de atendimento ao paciente com asma. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-z/a/asma
- Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). (2021). Diretrizes para o manejo da asma. Available at: https://sbpt.org.br/diretrizes
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde especializado. Procure sempre orientação médica para diagnóstico e tratamento adequado.
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