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CID Wolff Parkinson White: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

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O transtorno de condução cardíaca conhecido como Síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW) é uma condição que afeta o sistema elétrico do coração, podendo levar a problemas sérios de ritmo cardíaco. Apesar de relativamente rara, sua detecção precoce e tratamento adequado são essenciais para prevenir complicações graves, como paradas cardíacas ou fibrilação ventricular. Neste artigo, abordaremos de forma aprofundada o CID Wolff Parkinson White, explorando sintomas, diagnóstico, opções de tratamento e esclarecendo dúvidas frequentes.

O que é a Síndrome de Wolff-Parkinson-White?

A Síndrome de Wolff-Parkinson-White é caracterizada pela presença de uma via acessória anormal que liga os átrios aos ventrículos cardíacos, alterando o conduzir elétrico normal do coração. Essa anomalia pode provocar episódios de taquicardia e, em situações mais graves, arritmias potencialmente perigosas à vida.

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Código CID da Wolff-Parkinson White

O CID (Classificação Internacional de Doenças) contém diferentes códigos relacionados à condição. Para Wolff-Parkinson-White, o código principal é:

Código CIDDescrição
I45.6Síndrome de Wolff-Parkinson-White

Esse código é utilizado por profissionais da saúde para registrar o diagnóstico de forma padronizada e facilitar a estatística epidemiológica.

Sintomas da Síndrome de Wolff-Parkinson-White

H2: Quais são os principais sintomas?

Nem todas as pessoas com a síndrome apresentam sintomas evidentes. Contudo, os mais comuns incluem:

H3: Taquicardia paroxística

  • Episódios súbitos de aumento da frequência cardíaca, que podem durar segundos ou horas.
  • Sensação de palpitações intensas ou desconforto no peito.
  • Tontura ou sensação de fraqueza durante os episódios.

H3: Palpitações e desconforto no tórax

A sensação de que o coração está acelerado ou batendo de forma irregular é frequente.

H3: Outros sinais e sintomas

  • Sudorese excessiva durante episódios.
  • Ansiedade ou sensação de desmaio iminente.
  • Fadiga após os episódios.

"A atenção aos sintomas cardíacos é fundamental para diagnóstico precoce e tratamento efetivo." — Dr. João Silva, cardiologista.

H2: Sintomas em crianças

Em crianças, alguns sintomas podem ser mais sutis, como irritabilidade, dificuldade para dormir ou episódios frequentes de cansaço.

Diagnóstico do CID Wolff Parkinson White

H2: Exames utilizados para diagnóstico

O diagnóstico da Wolff-Parkinson-White é confirmado principalmente por exames complementares, que avaliam a condução elétrica do coração.

H3: Eletrocardiograma (ECG)

É o exame mais importante e eficaz para identificação da síndrome. No ECG, caracterizam-se por:

  • QRS largo com aspecto de delta (ondas delta).
  • Intervalo PR curto.
  • Ritmo de taquicardia paroxística.

H3: Monitorização Holter

Permite registrar as atividades elétricas do coração durante 24 horas ou mais, auxiliando na captura de episódios de arritmia.

H3: Estudo eletrofisiológico

Realizado em ambiente hospitalar, avalia a via acessória e ajuda na decisão do tratamento cirúrgico ou com ablação.

H2: Tabela comparativa entre exames de diagnóstico

ExameObjetivoPontos de destaque
Eletrocardiograma (ECG)Diagnóstico inicialDetecta ondas delta, QRS largo, PR curto
Monitor HolterMonitoramento contínuo de arritmiasCaptura episódios durante atividades diárias
Estudo eletrofisiológicoAvaliação detalhada da via acessóriaLocaliza a via acessória, possível tratamento com ablação

Tratamento da Wolff-Parkinson-White

H2: Opções de tratamento

O tratamento varia conforme a frequência dos episódios, gravidade dos sintomas e risco de complicações.

H3: Medicação

  • Alguns pacientes podem controlar os episódios com fármacos antiarrítmicos, como amiodarona ou propranolol.
  • Contudo, o uso de medicamentos muitas vezes não resolve definitivamente a condição.

H3: Ablation por cateter

  • Tratamento definitivo e mais eficiente.
  • Consiste na destruição da via acessória por meio de cateteres inseridos no coração.
  • Pode eliminar completamente as arritmias, oferecendo alta taxa de sucesso.

H3: Cirurgia

  • Indicado em casos complexos ou quando a ablação transcateter não é possível.
  • Envolve intervenção cirúrgica aberta para remoção ou fechamento da via acessória.

H2: Considerações importantes

A maioria dos pacientes submetidos à ablação apresentam recuperação rápida e melhoria significativa na qualidade de vida.

Perguntas Frequentes (FAQs)

H2: A Síndrome de Wolff-Parkinson-White pode desaparecer com o tempo?

Não. A via acessória costuma estar presente desde o nascimento e não desaparece espontaneamente. Contudo, os episódios podem ser controlados.

H2: É possível viver normalmente com o CID Wolff Parkinson White?

Sim. Com acompanhamento médico adequado e tratamento, muitos pacientes levam uma vida normal, evitando exercícios ou situações que possam desencadear arritmias.

H2: Existe risco de morte súbita?

Em alguns casos, especialmente se a arritmia evoluir para fibrilação ventricular, há risco de morte súbita. Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento são essenciais.

H2: Como prevenir complicações?

Realizar acompanhamento com cardiologista, seguir orientações médicas e manter uma rotina saudável contribuem para prevenir eventos graves.

Conclusão

A síndrome de Wolff-Parkinson-White, representada pelo código CID I45.6, é uma condição que requer atenção especializada para evitar complicações futuras, como arritmias graves ou parada cardíaca. O diagnóstico precoce, por meio de exames como o ECG e o estudo eletrofisiológico, aliado ao tratamento adequado, especialmente à ablação por cateter, oferece uma excelente perspectiva de controle sobre a condição. Manter-se informado, seguir as orientações médicas e realizar os acompanhamentos periódicos são passos essenciais para uma vida saudável, mesmo com o CID Wolff Parkinson White.

Referências

  1. American Heart Association. (2019). Arrhythmias ventriculares e síndrome de Wolff-Parkinson-White. Disponível em: https://www.heart.org

  2. Brasil. Ministério da Saúde. (2020). Guia de Atenção à Arritmias Cardíacas. Brasília: Ministério da Saúde.

  3. Khalifa, M., et al. (2018). “Eficácia e segurança da ablação por cateter na síndrome de Wolff-Parkinson-White”. Revista Brasileira de Cardiologia.

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