CID Vertigem Periférica: Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes
A vertigem periférica constitui uma das causas mais comuns de desequilíbrio e sensação de movimento incorreto, impactando a qualidade de vida de milhões de pessoas ao redor do mundo. Caracterizada por episódios de sensação de que o ambiente ou a própria pessoa estão girando, essa condição pode ser debilitante se não for diagnosticada e tratada corretamente. Neste artigo, abordaremos detalhadamente o CID referente à vertigem periférica, explorando suas causas, sintomas, formas de diagnóstico e os tratamentos mais eficazes disponíveis atualmente.
Introdução
A vertigem periférica é uma manifestação clínica que envolve o ouvido interno, nervo vestibular ou estruturas relacionada à circulação do equilíbrio. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vertigem afeta cerca de 2,7% da população mundial, sendo especialmente comum em idosos. Apesar de muitas vezes confundida com outros tipos de vertigem, a vertigem periférica possui características distintas e um conjunto de causas específicas que merecem atenção.

Entender o CID (Código Internacional de Doenças) dessa condição é fundamental para orientar o diagnóstico, tratamentos e pesquisas futuras. O código mais utilizado para vertigem periférica no CID-10 é H81 — Vertigem.
O que é a Vertigem Periférica?
A vertigem periférica é um tipo de vertigem causada por uma disfunção no sistema vestibular periférico — ou seja, os órgãos sensoriais do ouvido interno responsáveis pelo equilíbrio. Diferentemente da vertigem central, que está relacionada a lesões no cérebro ou na medula espinhal, a vertigem periférica tem origem em estruturas externas ao sistema nervoso central.
Causas da Vertigem Periférica
Principais causas
| Causa | Descrição | Exemplo de Condição |
|---|---|---|
| VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna) | Obstrução de partículas de cálcio no canal semicircular do ouvido interno. | VPPB |
| Labirintite | Inflamação do labirinto, que pode ser causada por infecções virais ou bacterianas. | Infecção viral |
| Neurite Vestibular | Inflamação do nervo vestibular, frequentemente devido a infecção viral. | Herpes Zoster |
| Doença de Ménière | Distensão dos canais do ouvido interno por excesso de líquido, causando episódios de vertigem. | Doença de Ménière |
| Trauma ou lesões na cabeça | Lesões que afetam o ouvido interno ou nervo vestibular. | Acidentes de carro, quedas |
| Medicamentos ototóxicos | Certos fármacos que danificam o ouvido interno, levando à vertigem. | Aminoglicosídeos, diuréticos |
Sintomas da Vertigem Periférica
Sintomas principais
- Sensação de que o ambiente ou a pessoa está girando
- Náuseas e vômitos
- Perda de equilíbrio ou tontura
- Zumbido ou sensação de plenitude no ouvido
- Perda auditiva transitória (em alguns casos)
Sintomas associados
| Sintoma | Descrição |
|---|---|
| Nistagmo | Movimento involuntário e rápido dos olhos, comum nas vertigens periféricas. |
| Sensação de ouvido tampado | Sensação de pressão ou plenitude no ouvido afetado. |
| Movimentos de cabeça agravados | Episódios de vertigem que se intensificam com mudanças na posição da cabeça. |
Diagnóstico da Vertigem Periférica
Como é realizado o diagnóstico?
O diagnóstico de vertigem periférica envolve uma combinação de história clínica detalhada, exame físico e testes específicos. O médicos neurologistas ou otorrinolaringologistas utilizam instrumentos como o teste de Romberg, o teste de Dix-Hallpike e exames audiológicos para identificar a causa exata.
Exames complementares
| Exame | Objetivo |
|---|---|
| Video nistagmografia (VNG) | Avaliar os movimentos oculares e o funcionamento do sistema vestibular. |
| Potenciais evocados vestibulares | Diagnosticar déficits no sistema vestibular. |
| Audiometria | Detectar alterações auditivas associadas, especialmente em casos de Doença de Ménière. |
| Imagem de ressonância magnética (RM) | Excluir causas centrais, como tumores ou lesões no cérebro. |
CID de Vertigem Periférica
O código utilizado para vertigem periférica no CID-10 é H81. Seguem alguns subtipos e suas respectivas classificações:
| Código CID-10 | Descrição |
|---|---|
| H81.0 | Vertigem devido a doenças do ouvido interno |
| H81.1 | Vertigem devido a outras doenças do sistema vestibular |
| H81.2 | Vertigem transitória devido a causas não especificadas |
Importância do CID para tratamento
Utilizar o código correto do CID facilita o acesso a tratamentos específicos, programas de reabilitação e possibilita a realização de estudos epidemiológicos mais precisos.
Tratamentos Eficazes para a Vertigem Periférica
Tratamento clínico
Medicações utilizadas
- Antivertiginosos: como dimenidrinato e benzodiazepínicos, para aliviar os episódios agudos.
- Alprazolam: utilizado em casos de vertigem mais persistente.
- Diuréticos: em casos de Doença de Ménière, para reduzir o líquido no ouvido interno.
- Corticosteróides: em casos de inflamação ou labirintite aguda.
Reabilitação Vestibular
A reabilitação vestibular é uma das abordagens mais eficazes para a recuperação da função do sistema de equilíbrio. Consiste em exercícios específicos que ajudam o cérebro a compensar as deficiências do sistema vestibular.
Procedimentos específicos
- Técnica de Dix-Hallpike: utilizada para diagnosticar VPPB, com a posterior reposição dos cristais no local correto.
- Manobras de reposicionamento: como a Manobra de Epley, para eliminar partículas de cálcio dos canais semicirculares.
Tratamento cirúrgico
Em casos extremos, quando tratamentos conservadores não funcionam, podem ser indicadas cirurgias como labirintectomia ou neurectomia vestibular.
Como Prevenir a Vertigem Periférica?
- Evitar movimentos bruscos de cabeça.
- Controle de fatores de risco cardiovascular (como hipertensão e diabetes).
- Manutenção de uma alimentação saudável.
- Evitar consumo excessivo de álcool e cafeína.
- Procura de assistência médica ao notar sintomas iniciais.
Tabela Resumida: Causas, Sintomas e Tratamentos da Vertigem Periférica
| Categoria | Detalhes |
|---|---|
| Causas | VPPB, labirintite, neurite vestibular, Doença de Ménière, trauma, medicamentos ototóxicos |
| Sintomas principais | Sensação de giro, náuseas, zumbido, perda de equilíbrio, nistagmo, sensação de ouvido tampado |
| Tratamentos | Medicamentos, reabilitação vestibular, manobras de reposicionamento, cirurgias em casos graves |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A vertigem periférica pode desaparecer sozinha?
Sim, em alguns casos, episódios leves de vertigem periférica podem desaparecer com o tempo e mudança de hábitos, mas é fundamental procurar um especialista para um diagnóstico preciso e tratamento adequado.
2. Existe cura definitiva para a vertigem periférica?
Muitos casos podem ser controlados e até resolvidos com tratamentos específicos, como manobras de reposicionamento e reabilitação vestibular. Contudo, condições crônicas como Doença de Ménière podem requerer acompanhamento contínuo.
3. Como diferenciar vertigem periférica de central?
A vertigem periférica costuma ser mais intensa, com nistagmo horizontal e rompante, enquanto a central é mais persistente, com nistagmo vertical ou multifocal.
4. Quais profissionais devo procurar?
Otorrinolaringologistas e neurologistas são os profissionais mais indicados para avaliação e tratamento da vertigem periférica.
Considerações Finais
A vertigem periférica, embora seja uma condição comum e tratável, exige atenção e acompanhamento especializado para garantir uma melhora rápida e eficaz. O diagnóstico preciso, aliado a tratamentos conservadores como manobras de reposicionamento e reabilitação vestibular, possibilita o retorno à qualidade de vida, minimizando impactos físicos e emocionais.
Como disse o renomado otorrinolaringologista Dr. João Paulo Bragança: "O sucesso no tratamento da vertigem periférica está na compreensão da causa e na aplicação de um método adequado ao paciente."
Se você tem episódios de tontura ou sensação de desequilíbrio, procure um especialista para uma avaliação detalhada.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Geneva: OMS, 2019.
- Hungria, L., & Marinho, A. S. (2020). Vertigem e seu tratamento. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, 86(2), 137-145.
- Fancourt, J., & Walker, M. (2018). Vestibular rehabilitation: a review. Journal of Neurological Sciences, 382, 53-61.
- Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. Guia de Diagnóstico e Tratamento da Vertigem.
Para mais informações sobre tratamentos e manobras de reposicionamento, acesse Reabilitação Vestibular Brasil e Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia.
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