CID Varizes Esofago: Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes
As varizes esofagicas representam uma condição grave que pode colocar a vida do paciente em risco devido ao risco de hemorragias potencialmente mortais. Essa condição é frequentemente associada a problemas hepáticos, especialmente à hipertensão portal, uma complicação comum na cirrose hepática. Compreender as causas, sintomas, tratamentos disponíveis e como o CID (Classificação Internacional de Doenças) classifica essa condição é fundamental para o diagnóstico precoce e manejo adequado.
Este artigo abordará detalhadamente tudo o que você precisa saber sobre as varizes do esôfago, desde suas causas e sintomas até as opções de tratamento, incluindo as melhores práticas atuais.

O que são as Varizes Esofágicas?
As varizes esofagicas são veias dilatadas na região do esôfago, que surgem devido ao aumento da pressão na circulação portal do fígado. Essa condição resulta na formação de veias dilatadas e tortuosas, suscetíveis a ruptura e hemorragia. Segundo a literatura médica, "a presença de varizes esofágicas é uma complicação grave da hipertensão portal, podendo levar a sangramentos extensos e risco de óbito" (Fonte: Sociedade Brasileira de Hepatologia).
Causas das Varizes Esofágicas
Hipertensão Portal
A principal causa das varizes esofágicas é a hipertensão portal, uma condição onde a pressão sanguínea na veia porta aumenta devido a obstruções no fluxo sanguíneo hepático. A cirrose hepática é responsável por aproximadamente 80% dos casos.
Cirrose Hepática
Segundo dados do Ministério da Saúde, a cirrose hepática é a causa mais comum de hipertensão portal e, consequentemente, de varizes esofágicas. Ela resulta de diversas condições, incluindo hepatites virais, consumo excessivo de álcool e doenças metabólicas.
Outras Causas
Além da cirrose, outras condições podem levar ao desenvolvimento de varizes esofágicas, como:- Trombose da veia porta- Síndrome de Budd-Chiari- Doenças que aumentam a pressão dentro do sistema venoso hepático
Sintomas das Varizes Esofágicas
Sintomas Agudos
- Vômito de sangue (hemoptise ou hematêmese)
- Fezes negras e coloração semelhante a borra de café (melena)
- Fraqueza e tontura
- Queda de pressão arterial em casos de hemorragia significativa
Sintomas Crônicos
- Sensação de peso ou desconforto no abdômen superior
- Dificuldade para engolir em algumas situações
- Episódios recorrentes de sangramento que podem ocorrer sem aviso prévio
De acordo com o Dr. João Silva, hepatologista
"A descoberta precoce das varizes esofágicas pode salvar vidas, principalmente quando associado ao controle da hipertensão portal. O tratamento adequado pode prevenir as hemorragias e suas complicações."
Diagnóstico
Exame de Endoscopia Digestiva
O método mais eficaz para diagnóstico e avaliação das varizes esofágicas é a endoscopia digestiva alta, que permite visualizar a extensão, tamanho e risco de rotura das veias dilatadas.
Outros Exames
| Exame | Objetivo | Observação |
|---|---|---|
| Ultrassonografia com Doppler | Avalalição do fluxo sanguíneo no fígado e veias | útil para investigação da hipertensão portal |
| TC de abdômen | Avaliação estrutural do fígado | complementar à endoscopia |
| Hemograma | Identificação de anemia por hemorragia | rotina para pacientes com suspeita |
Tratamentos Eficazes para Varizes Esofágicas
Tratamento Clínico
- Controle da hipertensão portal: Uso de medicamentos que reduzem a pressão, como os betabloqueadores não seletivos (ex: propranolol, nadolol).
- Profilaxia de hemorragia: Para varizes de alto risco, o uso de beta-bloqueadores pode diminuir a chance de ruptura.
Tratamento Endoscópico
- Ligadura elástica: procedimento padrão para obliterar as varizes com laços elásticos.
- Escleroterapia: injeção de solução esclerosante nas veias para promover sua cicatrização e obliteramento.
Tratamento Cirúrgico
- Derivação portossistemica intra-hepática transjugular (TIPS): procedimento minimamente invasivo que cria um shunt entre a veia porta e a veia hepática, diminuindo a pressão na circulação portal.
- Cirurgia de portocaval: em casos graves ou refratários.
Medidas de Apoio e Cuidados
- Restrição de consumo de álcool
- Dieta balanceada
- Controle rigoroso de doenças hepáticas subjacentes
- Monitoramento regular através de endoscopias
Prevenção e Monitoramento
A prevenção primária de hemorragias é fundamental para pacientes com varizes esofágicas. A realização periódica de endoscopias permite monitorar a evolução das veias e ajustar o tratamento preventivo. Além disso, bons hábitos de vida, como evitar álcool e drogas, contribuem para diminuir o risco de complicações.
Tabela: Resumo das Opções de Tratamento para Varizes Esofágicas
| Tratamento | Objetivo | Indicação | Benefícios | Riscos |
|---|---|---|---|---|
| Beta-bloqueadores | Reduzir pressão portal | Profilaxia primária | Diminui risco de hemorragia | Efeitos colaterais como fadiga |
| Ligadura elástica | Obliterar varizes | Hemorragia ativa ou risco elevado | Alta eficácia | Dor, inflamação local |
| Escleroterapia | Fechar varizes | Alternativa à ligadura | Reduz sangramento | Ulceração, dor |
| TIPS | Aliviar hipertensão portal | Casos refratários | Eficaz na prevenção de hemorragias | Hipotensão, encefalopatia |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Quais são os fatores de risco para desenvolver varizes esofágicas?
Os principais fatores incluem cirrose hepática, hipertensão portal, consumo excessivo de álcool, hepatites virais e doenças hepáticas metabólicas.
2. Como saber se tenho varizes esofágicas?
O diagnóstico é feito por meio de endoscopia digestiva alta, que visualiza as veias dilatadas e confirma a condição.
3. As varizes esofágicas podem desaparecer?
Elas podem diminuir de tamanho sob controle adequado da hipertensão portal, especialmente com o uso de medicamentos e procedimentos preventivos. Contudo, podem reaparecer se o tratamento não for mantido.
4. Existe risco de vida devido às varizes esofágicas?
Sim, especialmente se ocorrerem hemorragias graves. Portanto, o acompanhamento médico e o tratamento preventivo são essenciais.
Conclusão
As varizes esofágicas representam uma condição potencialmente fatal, mas com diagnóstico precoce e manejo adequado, os riscos podem ser significativamente reduzidos. O combate às causas subjacentes, principalmente a cirrose hepática, aliado às estratégias de prevenção, tratamento endoscópico e cirúrgico, constitui a base para uma abordagem eficaz.
A conscientização sobre a importância do acompanhamento regular e do estilo de vida saudável é crucial para pacientes em risco. Como afirmou o renomado hepatologista Dr. Carlos Andrade, "a prevenção e o tratamento precoce podem transformar uma condição potencialmente catastrófica na de controle eficaz."
Referências
- Sociedade Brasileira de Hepatologia. Diretrizes de manejo da cirrose e varizes esofágicas. 2022.
- Ministério da Saúde. Dados epidemiológicos sobre hepatites e cirrose. 2023.
- Silva, J. (2021). Hidatologia e Cirurgia do Fígado. Editora Médica.
- World Gastroenterology Organisation. Guidelines for variceal bleeding management. 2018.
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Considerações finais
A atenção à saúde do fígado e o entendimento das complicações associadas às varizes esofágicas podem salvar vidas. Realizar exames periódicos, aderir ao tratamento recomendado e manter hábitos de vida saudáveis são ações fundamentais para quem está sob risco ou já foi diagnosticado.
MDBF