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CID Vaginose Bacteriana: Sintomas, Tratamentos e Cuidados

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A saúde feminina é um tema de grande importância e, muitas vezes, negligenciado. Entre as condições que podem afetar a saúde íntima das mulheres, a vaginose bacteriana (CID N76) ocupa um lugar de destaque devido à sua prevalência e às possíveis complicações que pode acarretar. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que é a vaginose bacteriana, seus sintomas, tratamentos disponíveis e cuidados essenciais para a prevenção e manutenção da saúde vaginal.

Introdução

A vaginose bacteriana é uma infecção que ocorre na vagina devido ao desequilíbrio na flora vaginal, caracterizada por um crescimento excessivo de bactérias anaeróbicas e uma redução das lactobacilos, que são as bactérias benéficas naturais. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), ela é uma das infecções vaginalmente mais comuns entre mulheres em idade reprodutiva, afetando milhões de mulheres ao redor do mundo.

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Apesar de muitas mulheres não apresentarem sintomas explícitos, a vaginose bacteriana pode aumentar o risco de infecções sexuais, complicações na gravidez e até mesmo influenciar na saúde geral do organismo. Por isso, compreender os sinais, saber identificar os sintomas e buscar tratamentos adequados é fundamental para garantir o bem-estar e a qualidade de vida.

O que é a Vaginose Bacteriana (CID N76)?

Definição

A vaginose bacteriana (CID N76) é uma condição caracterizada pelo desequilíbrio da microbiota vaginal, na qual as bactérias bons (lactobacilos) são substituídas por bactérias anaeróbicas, como Gardnerella vaginalis. Essa alteração provoca sintomas desconfortáveis e aumenta o risco de complicações.

Etiologia e fatores de risco

As causas exatas da vaginose bacteriana ainda não são totalmente compreendidas, mas alguns fatores de risco foram identificados:

  • Relações sexuais desprotegidas ou múltiplos parceiros;
  • Uso excessivo de sabonetes e produtos de higiene íntima agressivos;
  • Tabagismo;
  • Compressões hormonais, como o uso de anticoncepcionais;
  • Duchas vaginais frequentes;
  • Microtraumas na região genital.

Fato importante: A vaginose bacteriana não é considerada uma infecção sexualmente transmissível, mas a relação sexual pode facilitar seu desenvolvimento.

Sintomas da Vaginose Bacteriana

Muitas mulheres não apresentam sintomas evidentes, o que pode dificultar o diagnóstico precoce. Entretanto, quando presentes, os sintomas mais comuns incluem:

Sintomas mais frequentes

SintomaDescrição
Corrimento vaginal anormalOutro aspecto comum é um corrimento líquido, de coloração acinzentada ou amarelada.
Odor desagradávelGeralmente de odor forte, semelhante a peixe, especialmente após relação sexual ou uso de absorventes.
Coceira ou irritaçãoPode ocorrer em menor grau, em algumas mulheres.
Ardência ao urinarSensação de queimação ao urinar, embora não seja um sintoma exclusivo.
Vermelhidão ou inchaço na vulvaPode ocorrer em casos mais severos ou sensíveis.

Observação importante: A presença de algum desses sintomas não necessariamente indica vaginose, podendo estar relacionada a outras condições ginecológicas. Sempre procure um profissional de saúde para diagnóstico adequado.

Diagnóstico da Vaginose Bacteriana

O diagnóstico é realizado por meio de avaliação clínica e exames laboratoriais, incluindo:

  • Exame clínico da região vulvar e vaginal;
  • Análise do corrimento vaginal sob o microscópio (exame de Clareira);
  • Teste de pH vaginal (normalmente elevado na vaginose);
  • Teste de aminas (teste do odor de peixe).

Tratamentos para Vaginose Bacteriana

Opções de tratamento

O tratamento adequado é fundamental para resolver o problema e evitar complicações. As opções incluem:

Uso de antibióticos

  • Metronidazol (comprimidos ou creme vaginal): altamente efetivo, geralmente indicado por 7 a 14 dias.
  • Clindamicina (gel ou comprimidos): alternativa ao metronidazol, com duração semelhante.

Cuidados adicionais

  • Evitar duchas vaginais e produtos de higiene agressivos;
  • Manter uma higiene íntima adequada, preferencialmente com água morna e sabonete neutro;
  • Usar roupas íntimas de algodão, evitando roupas apertadas;
  • Manter uma dieta equilibrada para fortalecer a flora vaginal.

Tabela de Tratamentos

TratamentoDuraçãoObservações
Metronidazol (oral ou tópico)7 a 14 diasProcurar orientação médica
Clindamicina (gel ou oral)7 a 14 diasPode causar irritação, seguir orientação médica
Terapia de manutenção (quando necessário)Conforme avaliação médicaPara evitar recidivas

Importante:

Consulte sempre um ginecologista antes de iniciar qualquer tratamento para avaliação correta e acompanhamento.

Cuidados e Prevenção

Algumas medidas ajudam a prevenir a vaginose bacteriana e manter a saúde vaginal:

  • Evitar duchas vaginais frequentes;
  • Utilizar preservativos nas relações sexuais;
  • Evitar produtos de higiene íntima perfumados ou agressivos;
  • Manter alimentação balanceada e hidratação adequada;
  • Não fumar, pois o tabagismo prejudica a flora vaginal;
  • Realizar exames de rotina periódicos.

Perguntas Frequentes

1. A vaginose bacteriana é contagiosa?

Embora não seja considerada uma DST clássica, a vaginose pode se transmitir por meio do contato sexual, especialmente em fatores que facilitam o desequilíbrio da flora vaginal.

2. A vaginose desaparece sem tratamento?

Na maioria dos casos, é importante realizar o tratamento adequado para evitar recidivas e complicações. A automedicação pode não ser eficaz e até prejudicial.

3. A vaginose pode causar infertilidade?

Por si só, a vaginose não causa infertilidade, mas se não tratada, pode aumentar o risco de outras infecções e complicações na gravidez.

4. É possível ter vaginose e ainda assim não apresentar sintomas?

Sim, muitas mulheres são assintomáticas, mas ainda assim podem transmitir a condição ou apresentarem risco de complicações futuras.

5. Como diferenciar vaginose de uma candidíase?

A candidíase geralmente provoca coceira intensa e corrimento espesso, enquanto a vaginose apresenta um corrimento mais líquido e odor de peixe. Sempre consulte um profissional para diagnóstico preciso.

Conclusão

A CID Vaginose Bacteriana é uma condição comum que pode impactar a saúde ginecológica das mulheres se não for diagnosticada e tratada corretamente. Conhecer os sintomas, realizar exames periódicos e adotar práticas de higiene adequadas são passos essenciais para manter a saúde vaginal em dia.

Se você identificar sinais de vaginose ou tem dúvidas sobre sua saúde íntima, procure um ginecologista para orientação adequada. O cuidado preventivo é a melhor estratégia para evitar complicações e garantir o bem-estar.

"A saúde da mulher deve ser prioridade, e o conhecimento é a arma mais poderosa contra qualquer condição adversa." — Anônimo

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). (2020). Infecções vaginais e sua prevalência. Disponível em: https://www.who.int
  2. Ministério da Saúde do Brasil. (2021). Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Infecções Vaginais. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br
  3. Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). (2022). Guia de Condutas em Saúde Feminina.

Lembre-se: A saúde íntima requer atenção dedicada. consulte sempre um profissional em caso de dúvidas ou sintomas persistentes.