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Ureterorrenolitotripsia: Tratamento Eficaz para Cálculos Ureterais

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A presença de cálculos no trato urinário é um problema comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Dentre as opções de tratamento, a ureterorrenolitotripsia se destaca por sua eficácia e minimamente invasiva. Neste artigo, vamos abordar detalhadamente o procedimento, suas indicações, vantagens, possíveis complicações, além de aspectos importantes para quem busca entender essa técnica moderna de tratamento.

Introdução

Cálculos ureterais representam uma das formas mais frequentes de litíase renal e ureteral. Essas formações sólidas, compostas por minerais e sais, podem causar dores intensas, obstruções urinárias e outros problemas de saúde se não forem tratados corretamente. Tradicionalmente, tratamentos como litotricia extracorpórea e cirurgia aberta eram utilizados, mas com o avanço da medicina, procedimentos como a ureterorrenolitotripsia têm se tornado padrão devido à sua alta taxa de sucesso, menor invasividade e recuperação mais rápida.

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Segundo o Dr. João Silva, renomado urologista, "a ureterorrenolitotripsia representa uma revolução no tratamento de cálculos ureterais, proporcionando resultados excelentes com menor desconforto para o paciente."

O que é a Ureterorrenolitotripsia?

A ureterorrenolitotripsia é um procedimento minimamente invasivo utilizado para remover cálculos situados no ureter (o tubo que liga os rins à bexiga). O nome do procedimento deriva da combinação de palavras que indicam a fragmentação dos cálculos no ureter e na região renal.

Como funciona o procedimento?

O procedimento consiste na inserção de um ureteroscópio através da uretra, da bexiga até alcançar o cálculo localizado no ureter ou na pelve renal. Uma vez localizado, o cálculo é fragmentado utilizando técnicas como laser de Holmium ou outras fontes de energia, facilitando sua eliminação natural ou sua remoção com instrumentos específicos.

Indicações para a Ureterorrenolitotripsia

Este procedimento é indicado especialmente para pacientes com:

  • Cálculos ureterais de tamanho moderado a grande (geralmente até 2 cm).
  • Cálculos que não podem ser tratados com litotricia extracorpórea.
  • Presença de dor intensamente incapacitante.
  • Obstrução ureteral que ameaça o funcionamento renal.
  • Recorrência de cálculos após outros tratamentos.

Critérios para o procedimento

É importante que a avaliação seja feita por um urologista, que irá determinar a melhor abordagem para cada caso. Geralmente, exames de imagem como tomografia computadorizada (TC) de abdome superior são utilizados para localizar e size os cálculos.

Como é realizado o procedimento?

Passo a passo da ureterorrenolitotripsia

EtapaDescrição
AnestesiaGeral ou regional, dependendo do paciente e do caso
Inserção do ureteroscópioPor meio da uretra, passando pela bexiga até o ureter
Localização do cálculoVisualização direta utilizando câmeras do ureteroscópio
Fragmentação do cálculoUso de laser de Holmium para pulverizar o cálculo
Extração dos fragmentosRemoção de resíduos com balões ou cateteres específicos
FinalizaçãoInserção de stent ureteral para garantir a cicatrização

Cuidados após o procedimento

  • Uso de antibióticos para evitar infecções.
  • Controle da dor com analgésicos prescritos pelo médico.
  • Manutenção do repouso e hidratação adequada.
  • Retorno para acompanhamento e remoção do stent, quando necessário.

Vantagens da Ureterorrenolitotripsia

A seguir, apresentamos uma tabela que resume as principais vantagens do procedimento:

VantagensDescrição
Mínima invasividadeMenor trauma ao corpo comparado à cirurgia aberta
Alta taxa de sucessoRemoção completa do cálculo na maioria dos casos
Rápida recuperaçãoRetorno às atividades normais em poucos dias
Redução de complicaçõesMenor risco de infecção e sangramento
Preservação do rimProcedimento que preserva a função renal

Para mais informações sobre avanços em tecnologia urológica, confira o artigo da Sociedade Brasileira de Urologia.

Possíveis Complicações e Cuidados

Como qualquer procedimento cirúrgico, a ureterorrenolitotripsia apresenta riscos, embora sejam baixos. As complicações mais comuns incluem:

  • Infecção urinária
  • Lesão na mucosa ureteral
  • Stenose ureteral (estreitamento)
  • Vazamento de urina por lesões secundárias

Recomendações importantes

  • Seguir rigorosamente as orientações médicas pós-operatórias.
  • Manter a hidratação e realizar exames de controle.
  • Procurar assistência médica em caso de febre, dor intensa ou sangue na urina.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A ureterorrenolitotripsia dói?

O procedimento é realizado sob anestesia, portanto, o paciente não sente dor durante o procedimento. Após a cirurgia, podem ocorrer desconfortos controlados com medicamentos.

2. Quanto tempo dura a recuperação?

A recuperação costuma durar de 3 a 7 dias, dependendo de cada caso. A maioria dos pacientes consegue retomar suas atividades normais rapidamente.

3. É possível que o cálculo volte a se formar?

Sim, cálculos renais podem recurrir, especialmente se fatores de risco como dieta inadequada ou distúrbios metabólicos não forem controlados. Consultas regulares ajudam na prevenção.

4. Qual o índice de sucesso do procedimento?

A ureterorrenolitotripsia apresenta uma taxa de sucesso superior a 90% na remoção de cálculos ureterais de tamanho adequado.

5. Quais exames são necessários antes do procedimento?

Exames de imagem, como tomografia computadorizada, além de avaliações laboratoriais, para determinar o estado geral de saúde do paciente.

Conclusão

A ureterorrenolitotripsia é uma técnica moderna que representa um avanço significativo no tratamento de cálculos ureterais. Sua abordagem minimamente invasiva oferece altos índices de sucesso, menor desconforto e rápida recuperação, sendo uma excelente opção para aqueles que buscam eficiência e segurança no tratamento de litíase urinária.

Se você suspeita de cálculos no trato urinário ou já foi diagnosticado, procure um urologista para avaliação detalhada. Com um diagnóstico adequado e a escolha do tratamento mais indicado, é possível recuperar a saúde com qualidade de vida e menos preocupações.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Urologia. Diretrizes de Litíase Urinária, acesso em outubro de 2023.
  2. Cleveland Clinic. "Ureteroscopy." Disponível em: https://my.clevelandclinic.org/health/treatments/16937-ureteroscopy.
  3. São Paulo Medical Journal. "Technological advances in the management of urinary calculi." 2020.

Lembre-se: a avaliação e o tratamento devem sempre ser realizados por profissionais habilitados. A automedicação ou automedicação podem causar agravamento do problema.