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CID Úlcera de Decúbito: Cuidados, Tratamento e Prevenção

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A úlcera de decúbito, também conhecida como escara ou úlcera de pressão, representa uma das complicações mais comuns em pacientes acamados ou com mobilidade reduzida. Essa condição se caracteriza pela formação de lesões na pele e nos tecidos subjacentes devido à compressão prolongada, que compromete a circulação sanguínea e leva à necrose tecidual. Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID), a úlcera de decúbito está associada ao código L89.

A compreensão dos fatores de risco, métodos de prevenção e os melhores tratamentos são essenciais para melhorar a qualidade de vida desses pacientes e evitar complicações graves. Neste artigo, exploraremos detalhadamente o CID relacionado à úlcera de decúbito, abordando cuidados, opções de tratamento e estratégias de prevenção eficazes.

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O que é CID Úlcera de Decúbito?

Definição de Úlcera de Decúbito

A úlcera de decúbito é uma lesão que surge na pele e nos tecidos subjacentes devido à pressão contínua ou frequente sobre uma área específica do corpo. Essas lesões geralmente ocorrem em regiões de pontos de pressão, como calcanhares, sacro, quadris, cotovelos e tálus, especialmente em pacientes de idades avançadas ou com mobilidade limitada.

Código CID

De acordo com a CID-10, a úlcera de decúbito é classificada sob o código L89, que abrange diversos tipos de escaras e úlceras de pressão, subdivididos de acordo com o local e gravidade da lesão.

Fatores de Risco e Causas

Principais fatores que contribuem para o desenvolvimento da úlcera de decúbito:

Fatores de RiscoDescrição
Imobilidade ou Mobilidade ReduzidaPacientes acamados, com paralisia ou sedação prolongada
Má nutriçãoDéficit nutricional que prejudica a regeneração tecidual
Idade avançadaPele mais frágil e menor resistência a lesões
Alterações sensoriaisPerda de sensibilidade ao desconforto de pressão
Condições médicasDoenças crônicas como diabetes, insuficiência vascular e doenças neurológicas
Higiene inadequadaMaior vulnerabilidade a infecções e pior cicatrização
Uso de dispositivos médicosÓrteses ou dispositivos que repuxam ou pressionam a pele

Causas principais

A causa primária da úlcera de decúbito é a pressão prolongada sobre uma mesma região do corpo, reduzindo o fluxo sanguíneo e causando isquemia. Além disso, o atrito, o trauma e as forças de cisalhamento agravam a lesão.

Estágios da Úlcera de Decúbito

O reconhecimento do estágio da úlcera é fundamental para determinar o tratamento adequado. A classificação costuma seguir o sistema de estágios:

H2 - Estágios da úlcera de decúbito

Estágio 1:

  • Pele intacta
  • Vermelhidão, não desaparecendo ao aliviar a pressão
  • Pode apresentar calor, edema e dor

Estágio 2:

  • Perda parcial da pele
  • Formação de uma úlcera superficial, semelhante a uma abrasão ou bolha
  • Vermelhidão com possível produção de exsudato

Estágio 3:

  • Perda de tecido subcutâneo
  • Lesão profunda, com possível necrose
  • Pode apresentar exsudato, tecido necrosado ou infecção

Estágio 4:

  • Perda extensa de tecidos, incluindo músculo, osso ou estruturas de suporte
  • Grande risco de infecção
  • Necessidade de intervenção cirúrgica imediata
EstágioCaracterísticas principaisTratamento recomendado
Estágio 1Vermelhidão que não desaparece ao aliviar a pressãoMudanças de posição, proteção da área
Estágio 2Perda parcial de pele, bolhas ou erosõesLimpeza, curativos específicos
Estágio 3Perda de tecido, necrose baseando-se na profundidadeDesbridamento, controle da infecção
Estágio 4Perda de tecidos profundos, risco de infecção generalizadaCirurgia, antibióticos, suporte nutricional

Cuidados essenciais na prevenção e tratamento

Cuidados de prevenção

Prevenir é sempre melhor do que remediar. Algumas medidas eficazes incluem:

  • Mudança frequente de posição: Recomendado alterar a posição do paciente ao menos a cada 2 horas.
  • Utilização de colchões especiais: Colchões e suportes que redistribuem a pressão.
  • Higiene adequada: Manter a pele limpa, seca e livre de umidade.
  • Nutrição adequada: Alimentação balanceada rica em proteínas, vitaminas A, C e zinco.
  • Avaliações periódicas da pele: Inspeções diárias, especialmente em áreas de risco.
  • Tecnologias de alívio de pressão: Almofadas, toalhas ou dispositivos combinados.

Cuidados no tratamento

O tratamento adequado da úlcera de decúbito envolve:

  • Desbridamento: Remoção de tecido necrosado para promover a cicatrização.
  • Controle da infecção: Uso de antibióticos conforme orientação médica.
  • Curativos especializados: Produtos que mantêm o ambiente úmido, acelerando o processo de cicatrização.
  • Técnicas de alívio de pressão: Uso contínuo de suporte para redistribuir o peso.
  • Intervenções cirúrgicas: Quando necessário, para remoção de tecido danificado ou fechamento da ferida.

"O cuidado paliativo e a equipe multidisciplinar fazem toda a diferença na recuperação do paciente com úlcera de decúbito." — (Fonte: Ministério da Saúde).

Tratamento de acordo com o estágio

Tabela de tratamento por estágio

EstágioTratamentos ComunsConsiderações
Estágio 1Proteção, mudança de posição, cuidados locaisMonitoramento contínuo
Estágio 2Curativos específicos, alívio de pressãoEncaminhamento para cuidados especializados
Estágio 3Desbridamento, controle de infecçãoPossível necessidade cirúrgica
Estágio 4Cirurgia reparadora, cuidados intensivosPrevenção de infecção sistêmica

Como prevenir a úlcera de decúbito?

A prevenção é a estratégia mais eficaz e econômica. Algumas dicas importantes incluem:

  • Realizar mudança de posição a cada 2 horas
  • Utilizar dispositivos de alívio de pressão
  • Manter a pele limpa e hidratada
  • Avaliar regularmente áreas de risco
  • Garantir uma alimentação equilibrada
  • Incentivar mobilidade sempre possível

Para maiores informações, consulte o site do Ministério da Saúde que oferece orientações detalhadas sobre cuidados com pacientes acamados.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Quais são os principais sintomas de uma úlcera de decúbito?

Resposta: Vermelhidão persistente, dor, calor na região afetada, presença de feridas superficial ou profunda, exsudato, necrose e, em estágios avançados, infecção.

2. Como é feito o diagnóstico da úlcera de decúbito?

Resposta: O diagnóstico é clínico, baseado na inspeção visual da lesão e em sua classificação por estágio. Pode ser complementado por exames de imagem em casos complexos.

3. A úlcera de decúbito pode ser completamente curada?

Resposta: Sim, com tratamento adequado e cuidados contínuos, muitas úlceras podem cicatrizar completamente. Entretanto, a prevenção contínua é fundamental para evitar recidivas.

4. Qual a importância do acompanhamento multidisciplinar?

Resposta: Equipes multidisciplinares, incluindo médicos, enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas, garantem uma abordagem completa, melhorando a cicatrização e prevenindo complicações.

Conclusão

A úlcera de decúbito representa uma condição grave, porém prevenível e tratável com cuidados adequados. Conhecer os fatores de risco, aplicar estratégias preventivas e buscar tratamento precoce são essenciais para evitar a evolução para estágios avançados, que podem comprometer significativamente a saúde do paciente. Como ressaltou Florence Nightingale, que dedicou sua vida ao cuidado com os pacientes:

"A enfermagem significa colocar-se ao lado do paciente, tratar-lhe com compaixão e cuidar para que ele possa se recuperar na sua totalidade."

Portanto, a atenção contínua aos detalhes no cuidado diário faz toda a diferença na prevenção e cicatrização da úlcera de decúbito.

Referências

  • Ministério da Saúde. (2020). Protocolo de Cuidados na Úlcera de Pressão. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br
  • Organização Mundial da Saúde. (2014). Classificação Internacional de Doenças (CID-10).
  • Silva, A. R., & Costa, M.. (2022). Cuidados com feridas e prevenção de úlcera de decúbito. Revista Brasileira de Enfermagem.
  • Pereira, L. F., & Oliveira, T.. (2019). Gestão de cuidados na úlcera de decúbito: uma revisão integrativa. Revista de Gestão em Saúde.

Este artigo foi elaborado para fornecer informações completas e atualizadas, promovendo o bem-estar e a saúde de todos os pacientes sob cuidados especiais.