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CID Tuberculose Ganglionar: Guia Completo para Diagnóstico e Tratamento

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A tuberculose ganglionar, também conhecida como tuberculose linfonodal, é uma manifestação da tuberculose que acomete principalmente os linfonodos. Este tipo de tuberculose representa uma forma extrapulmonar da doença, sendo responsável por cerca de 15-20% dos casos de tuberculose em todo o mundo. Seu diagnóstico precoce e tratamento adequado são essenciais para evitar complicações e melhorar o prognóstico do paciente. Neste artigo, apresentaremos um guia completo sobre o CID da tuberculose ganglionar, abordando aspectos epidemiológicos, diagnóstico, tratamento e cuidados adicionais.

Introdução

A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis, que pode afetar múltiplos órgãos do corpo, sendo os pulmões os mais comumente atingidos. No entanto, a forma ganglionar ocorre quando o bacilo infecta os linfonodos, levando ao desenvolvimento de adenopatias específicas. Essa manifestação é mais comum em adultos jovens e em regiões com alta endemicidade da doença.

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O entendimento do CID (Código Internacional de Doenças) relacionado à tuberculose ganglionar é fundamental para a correta codificação do diagnóstico nos sistemas de saúde, além de aprimorar o controle epidemiológico e facilitar estudos de vigilância.

O que é o CID da Tuberculose Ganglionar?

O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é uma ferramenta padronizada utilizada mundialmente para codificar doenças, problemas de saúde e causas de morte. Para a tuberculose ganglionar, o código utilizado é:

CategoriaCódigo CIDDescrição
TuberculoseA15.0Tuberculose do sistema respiratório, confirmada por baciloscopia ou cultura, com envolvimento extrapulmonar
Tuberculose extrapulmonarA18.1Tuberculose dos linfonodos (ganglionar)

Nota: O código específico para a tuberculose ganglionar é A18.1, que faz parte das tuberculoses extrapulmonares.

Epidemiologia da Tuberculose Ganglionar

A tuberculose ganglionar, apesar de ser uma manifestação extrapulmonar, apresenta uma prevalência significativa, especialmente em países em desenvolvimento. Estima-se que:

  • Representa cerca de 15-20% de todos os casos de tuberculose.
  • É mais comum em adultos jovens, particularmente entre 20 e 40 anos.
  • Possui maior incidência em indivíduos com HIV/AIDS, devido à imunossupressão.
  • Pode afetar qualquer grupo etário, embora seja rara em crianças menores de 5 anos.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), fatores como a má condição socioeconômica, a coexistência com HIV, e a convivência em regiões com alta endemicidade aumentam o risco de desenvolver tuberculose ganglionar.

Como a Tuberculose Ganglionar se Manifesta

As manifestações clínicas podem variar dependendo do grau de envolvimento dos linfonodos, mas geralmente incluem:

Sintomas mais comuns

  • Adenopatias: inchaço ou aumento de tamanho dos linfonodos, principalmente no pescoço, axilas ou púbico.
  • Dor ou sensibilidade: em alguns casos, os linfonodos podem estar dolorosos.
  • Consistência: linfonodos rígidos e endurecidos, podendo formar nódulos fistulizados em fases avançadas.
  • Febre baixa, sudorese noturna e perda de peso podem estar presentes em casos avançados.
  • Fistulas: formação de aberturas cutâneas com saída de pus, especialmente na fase crônica.

Diagnóstico diferencial

É importante distinguir a tuberculose ganglionar de outras condições que causam linfonodomegalia, tais quais:

  • Linfomas
  • Doenças granulomatosas não tuberculosas (como sarcoidose)
  • Infecções bacterianas ou virais
  • Metástases ganglionares de tumores de região cervical ou cabeça

Diagnóstico da Tuberculose Ganglionar

Exames clínicos

O primeiro passo é uma avaliação detalhada, incluindo histórico clínico e exame físico, com atenção especial aos linfonodos afetados.

Exames laboratoriais e complementares

ExameDescriçãoImportância
BACILOSCOPIAColoração de bacilos nos linfonodos ou em amostras de pusLimitada, baixa sensibilidade em tuberculose ganglionar
Cultura de Mycobacterium tuberculosisCultura do material de exsudato ou tecidoGold standard, confirmatório
Biópsia do linfonodoAnálise histopatológicaConfirma o diagnóstico, evidencia granulomas típico e bacilos
Kit de reação em cadeia da polimerase (PCR)Detecta DNA do baciloAlta sensibilidade e rapidez
Teste tuberculínico (PPD ou IGRA)Avaliação de resposta imunológicaIndica exposição, não diagnóstica definitiva

Imagem

  • Ultrassonografia: ajuda a identificar características dos linfonodos, como tamanho, forma e estrutura.
  • Tomografia Computadorizada (TC): avalia extensão e relação de linfonodos com estruturas adjacentes.
  • Ressonância Magnética: utilizada em casos complexos ou para avaliação de áreas de difícil acesso.

Quadro de diagnóstico

Critérios para diagnósticoValores
Presença de linfadenopatia persistenteSim
Histopatologia compatívelGranulomas com cápsula necrosada, bacilos presentes
Identificação do baciloPositiva em cultura ou PCR

Tratamento da Tuberculose Ganglionar

Diretrizes gerais

O tratamento da tuberculose ganglionar seguiu as recomendações da Organização Mundial da Saúde e Ministério da Saúde do Brasil, baseado na terapia medicamentosa combinada, para evitar resistência bacteriana.

Esquema terapêutico (6 a 9 meses)

FaseDuraçãoMedicamentosDescrição
Fase intensiva2 mesesRifampicina, Isoniazida, Pirazinamida, EtambutolQuimioterapia de ataque
Fase de manutenção4 a 7 mesesRifampicina, IsoniazidaContinuação para consolidar cura

Considerações especiais

  • Monitoramento regular da aderência ao tratamento.
  • Avaliação de possíveis efeitos colaterais dos medicamentos.
  • Tratamento de comorbidades, como HIV/AIDS.
  • Caso haja formação de fístula ou abscesso, pode ser indicada drenagem cirúrgica.

Taxa de cura

De acordo com estudos internacionais, a taxa de cura com o tratamento padrão chega a 85-90%, desde que haja adesão adequada ao esquema medicamentoso.

Cuidados adicionais

  • Orientação sobre a importância do acompanhamento médico.
  • Realizar exames de rotina para monitorar possíveis efeitos adversos.
  • Educação do paciente sobre sinais de recaída ou complicações.

Como Prevenir a Tuberculose Ganglionar

A prevenção da tuberculose em geral envolve estratégias como:

  • Vacinação com BCG em áreas de alta endemicidade.
  • Detectar e tratar adequadamente os casos ativos.
  • Melhorar condições de saneamento e higiene.
  • Promover campanhas de conscientização sobre a transmissão da doença.
  • Realizar testes de tuberculose em grupos de risco, como HIV positivos.

Para mais informações sobre estratégias de controle, consulte OMS - Tuberculose.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A tuberculose ganglionar é contagiosa?

Sim, a transmissão ocorre principalmente pelo ar, quando o paciente infectado tosse ou espirra. Entretanto, a forma ganglionar é considerada uma manifestação extrapulmonar, com menor potencial de transmissão comparada à tuberculose pulmonar ativa.

2. Quanto tempo dura o tratamento?

O tratamento padrão dura geralmente de 6 a 9 meses, dependendo da resposta clínica e do acompanhamento médico.

3. É possível usar antibióticos diferentes do esquema padrão?

Apenas sob orientação médica, em casos específicos de resistência ao medicamento ou efeitos adversos.

4. Como saber se o tratamento foi bem-sucedido?

A cura é avaliada através da melhora clínica, redução do volume dos linfonodos, ausência de sintomas e testes de monitoramento realizados durante o acompanhamento.

Conclusão

A tuberculose ganglionar, embora seja uma manifestação extrapulmonar, requer atenção clínica e diagnóstica cuidadosa. O reconhecimento precoce, aliado ao diagnóstico laboratorial eficiente e ao tratamento adequado, permite altas taxas de cura e minimiza complicações. Com o avanço das tecnologias diagnósticas, como a PCR, o diagnóstico tornou-se mais rápido e preciso. A educação do paciente e as estratégias de controle epidemiológico são essenciais para reduzir a incidência e disseminação desta doença.

Atingir uma abordagem integrada, multifacetada e baseada em evidências é o caminho para o controle efetivo da tuberculose ganglionar no Brasil e no mundo.

Referências

  1. World Health Organization. Tuberculose. Available at: https://www.who.int/health-topics/tuberculosis. Acesso em: 24 de outubro de 2023.
  2. Ministério da Saúde do Brasil. Manual de recomendações para o controle da tuberculose. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
  3. Organización Mundial de la Salud. Tuberculosis. Guía técnica. 2021.
  4. Sahn, S. A., & Chapman, J. (2015). Tuberculosis of the lymph nodes. Clinical Infectious Diseases, 60(8), 1224-1232.
  5. Silva, R. L., et al. (2018). Farmacoterapia na tuberculose extrapulmonar. Revista Brasileira de Infectologia, 22(4), 200-208.

Lembre-se: A prevenção e o tratamento precoces podem salvar vidas. Procure sempre orientação médica ao perceber sintomas relacionados à tuberculose.