CID Trombofilia: Entenda a Condição e Seus Riscos
A trombofilia é uma condição médica que aumenta a predisposição do indivíduo à formação de coágulos sanguíneos, ou tromboses. Quando associada ao código CID (Classificação Internacional de Doenças), a condição é frequentemente abordada por profissionais de saúde com o objetivo de identificar fatores de risco, prevenir complicações e planejar tratamentos eficazes. Neste artigo, você entenderá o que é a CID Trombofilia, suas causas, riscos, diagnóstico, tratamento e as principais dúvidas relacionadas a essa condição.
O que é Trombofilia?
A trombofilia é uma desordem que torna o sangue mais propenso a formar coágulos, podendo afetar veias e artérias. Essa condição pode ser hereditária ou adquirida e, dependendo do caso, requer monitoramento e cuidado contínuo.

Tipos de Trombofilia
Existem dois grandes grupos de trombofilia:
| Tipo | Descrição | Exemplos |
|---|---|---|
| Hereditária | Causada por fatores genéticos herdados | Deficiência de proteína C, protrombina G20210A |
| Adquirida | Desenvolve-se por fatores externos ou condições médicas | Síndrome antifosfolipídica, câncer, uso de anticoncepcionais |
CID Trombofilia: O que Significa?
O CID, sigla para Classificação Internacional de Doenças, é um sistema utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para categorizar as doenças. Quando falamos de CID Trombofilia, estamos nos referindo ao código diagnóstico na classificação oficial que indica a presença dessa condição.
Importância do Código CID
- Facilita a documentação clínica
- Auxilia na estatística de saúde pública
- Permite melhor planejamento de tratamentos e pesquisas
Código CID para Trombofilia: O mais comum é o D75 – Trombofilia, que abrange várias formas dessa condição.
Causas de Trombofilia
Causas Hereditárias
A maioria das trombofilias hereditárias resulta de mutações genéticas que afetam o sistema de coagulação do sangue, aumentando o risco de formação de coágulos. Algumas das mais comuns incluem:
- Mutação no gene da protrombina G20210A
- Deficiência de proteína C
- Deficiência de proteína S
- Deficiência de antitrombina III
Causas Adquiridas
As trombofilias adquiridas podem ser consequência de fatores ambientais, medicamentos ou condições clínicas, tais como:
- Uso de anticoncepcionais orais
- Gravidez
- Câncer
- Doenças autoimunes, como a síndrome antifosfolipídica
- Cirurgias recentes
- Imobilização prolongada
Riscos Associados à Trombofilia
A presença de trombofilia aumenta significativamente o risco de desenvolver complicações graves, como:
- Trombose venosa profunda (TVP)
- Trombose arterial
- Embolia pulmonar
- Complicações na gestação, como aborto espontâneo, pré-eclâmpsia, pré-termos
Como a Trombofilia Pode Impactar a Gestação?
Mulheres com trombofilia têm maior risco de complicações na gestação, incluindo abortos recorrentes, descolamento prematuro de placenta, entre outros. Por isso, monitoramento especial e tratamento adequado podem ser necessários.
Diagnóstico da Trombofilia
O diagnóstico deve envolver uma avaliação clínica detalhada e exames laboratoriais específicos.
Exames Comuns
- Dosagem de proteína C, proteína S, antitrombina III
- Teste genético para mutação G20210A e Leiden
- Testes para anticorpos antifosfolipídeos
- Exames de coagulação, como tempo de protrombina (TP) e tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa)
Quando Solicitar os Exames?
A indicação dos exames depende do histórico clínico do paciente, incluindo episódios de trombose, histórico familiar e fatores de risco.
Dica: Para entender mais sobre os exames de coagulação, acesse Material de Apoio à Hemostasia.
Tratamento da Trombofilia
O objetivo do tratamento é prevenir a formação de novos coágulos e evitar complicações. Geralmente, envolve o uso de medicamentos anticoagulantes, além de mudanças no estilo de vida.
Medicações Comuns
| Medicamento | Indicação | Período de uso |
|---|---|---|
| Heparina | Uso em casos agudos ou gestação | Durante período de risco ou hospitalização |
| Varfarina (WARFARIN) | Tratamento de longa duração | Com acompanhamento médico regular |
| Anticoagulantes orais diretos (DOACs) | Opção moderna em alguns casos | Como prescrição médica |
Outras Recomendações
- Manter-se ativo, evitando imobilização prolongada
- Controlar fatores de risco como obesidade, tabagismo
- Seguir orientações médicas quanto ao uso de medicamentos
Tabela: Fatores de Risco para Trombofilia
| Fatores de Risco | Descrição |
|---|---|
| Histórico familiar de trombose | Presença de familiares com a condição |
| Uso de contraceptivos hormonais | Aumenta risco, especialmente em mulheres com predisposição genética |
| Cirurgias ou procedimentos invasivos | Podem desencadear tromboses |
| Gravidez e puerpério | Períodos de maior risco devido a alterações hormonais |
| Obesidade | Aumenta a viscosidade sanguínea |
| Vida sedentária | Contribui para a formação de coágulos |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A trombofilia é uma doença hereditária?
Resposta: Sim, a maioria das trombofilias são de origem genética, herdadas de familiares.
2. Como sei se tenho trombofilia?
Resposta: O diagnóstico é feito por meio de exames específicos, principalmente se houver histórico de tromboses ou complicações à gestação.
3. A trombofilia é curável?
Resposta: Não há cura definitiva, mas a condição pode ser controlada com medicamentos e mudanças de hábito.
4. A trombofilia causa dor ou outros sintomas?
Resposta: Geralmente, a trombofilia não causa sintomas específicos até que haja uma trombose. Sintomas aparecem quando há complicações, como dor, inchaço ou vermelhidão na região afetada.
Conclusão
A CID Trombofilia representa uma condição de grande relevância na prática clínica, especialmente por seu impacto na saúde vascular e gestacional. Compreender suas causas, riscos e possibilidades de diagnóstico e tratamento é fundamental para prevenir complicações sérias e melhorar a qualidade de vida do paciente.
A atenção aos fatores de risco e o monitoramento contínuo são essenciais para quem possui ou suspeita de trombofilia. O acompanhamento médico, aliado a um estilo de vida saudável, pode fazer toda a diferença na gestão dessa condição.
Referências
Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). 2023. Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
Sociedade Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Antitrombótica. Guia de Diagnóstico e Tratamento da Trombofilia. 2022.
Silva, J. et al. Trombofilia: fatores de risco, diagnóstico e tratamento. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, 2020.
Ministério da Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para o tratamento da trombofilia. 2021.
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