MDBF Logo MDBF

CID Troca Valvar: Guia Completo para Entender o Procedimento

Artigos

A saúde do coração é fundamental para garantir uma vida longa e de qualidade. Quando as válvulas cardíacas estão comprometidas, pode ser necessário realizar procedimentos cirúrgicos complexos, como a troca valvar. Este artigo visa explicar detalhadamente tudo o que você precisa saber sobre o CID troca valvar, abordando desde o que é, suas indicações, tipos de válvula, preparação, recuperação, até perguntas frequentes.

Introdução

A troca valvar cardíaca é uma cirurgia que substitui uma válvula do coração por uma prótese artificial ou de origem biológica. Essa intervenção é indicada em casos de insuficiência valvar, estenose ou outras doenças que comprometem a função valvar, levando a sintomas como falta de ar, cansaço extremo e palpitações.

cid-troca-valvar

No Brasil, a Classificação Internacional de Doenças (CID) inclui códigos específicos para doenças valvulares e procedimentos relacionados. Compreender esses códigos é importante para profissionais de saúde, pacientes e familiares, facilitando o entendimento do diagnóstico e do tratamento.

Segundo o cardiologista Dr. João Silva, “a troca valvar é uma cirurgia de grande impacto na qualidade de vida do paciente, mas com avanços tecnológicos e cuidados adequados, os resultados têm sido bastante positivos.”

O que é o CID Troca Valvar?

Definição

CID (Código Internacional de Doenças) refere-se aos códigos utilizados na codificação de diagnósticos médicos. Para procedimentos cirúrgicos, é frequente o uso do CID em combinação com o código de procedimento. No caso da troca valvar, o código CID identifica a doença que levou à necessidade do procedimento e o código do procedimento revela a cirurgia realizada.

Código CID para Troca Valvar

O código mais comum relacionado à troca valvar é:

  • CID-10: I35 — Estenose mitral e outras doenças das válvulas mitrais
  • CID-10: I34 — Insuficiência valvar mitral
  • CID-10: I36 — Estenose aórtica e outras doenças das válvulas aórticas

Esses códigos representam as doenças que podem levar à troca valvar. O procedimento cirúrgico, por sua vez, é frequentemente registrado com códigos de procedimentos do SUS ou da CID-10-PCS.

Importância do Código CID

A utilização correta do CID facilita a padronização dos registros de saúde, o acompanhamento epidemiológico, o planejamento de recursos de saúde e a análise de resultados cirúrgicos.

Indicações para a Troca Valvar

Quando é Necessária?

A troca valvar é indicada em casos de:

  • Estenose (estreitamento) da válvula
  • Insuficiência (relação incompleta do fechamento)
  • Endocardite infecciosa que compromete a válvula
  • Degeneração ou calcificação da válvula
  • Congenital ou adquirida válvula ineficaz

Sintomas que Podem Levar à Consideração do Procedimento

  • Dispneia (falta de ar) progressiva
  • Fadiga intensa
  • Edemas nas pernas e tornozelos
  • Palpitações ou sensação de coração acelerado
  • Dor no peito
  • Desmaios frequentes

Avaliação Pré-operatória

Antes da cirurgia, o paciente passa por exames como ecocardiograma, teste ergométrico, ressonância magnética cardíaca e avaliação clínica detalhada para determinar a complexidade do procedimento e o tipo de válvula a ser implantada.

Tipos de Válvulas Utilizadas na Troca

Existem dois principais tipos de válvula artificial utilizadas na troca valvar:

Tipo de VálvulaCaracterísticasVantagensDesvantagens
Válvula MecânicaFabricada com materiais duráveis, como titânio e carbonoAlta durabilidade, pode durar toda a vidaNecessidade de uso de anticoagulantes por toda a vida
Válvula BiológicaProvenientes de porcos ou vacas, ou humanasMenor necessidade de anticoagulaçãoVida útil mais limitada (10-20 anos)

Considerações na escolha da válvula

A decisão entre válvula mecânica ou biológica deve levar em conta fatores como idade, risco de sangramento, expectativas de vida e preferências do paciente.

Como é Realizada a Troca Valvar?

Etapas do Procedimento

  1. Anestesia: Geral, garantindo que o paciente não sinta dor durante a cirurgia.
  2. Incisão: Realizada no tórax, através de cirurgia a céu aberto ou videotoracoscópica.
  3. Acesso ao coração: Através da cirurgia na cavidade torácica.
  4. Remoção da válvula comprometida: A válvula doente é retirada.
  5. Implantação da nova válvula: A válvula artificial é fixada na posição adequada.
  6. Encerramento: O coração é reconectado ao corpo e o tórax é fechado.

Tempo de Cirurgia

A cirurgia geralmente dura entre 3 e 6 horas, dependendo da complexidade do caso.

Riscos envolvidos

Incluem sangramento, infecção, anestesia adversa, trombose, insuficiência cardíaca, entre outros.

Recuperação Pós-operatória

  • Internação na UTI por 24 a 48 horas
  • Monitoramento contínuo
  • Reabilitação cardiológica
  • Medicação para evitar complicações

Para uma orientação mais detalhada, consulte o site do Hospital Albert Einstein.

Cuidados Pós-Operatórios e Reabilitação

A recuperação envolve cuidados com a ferida cirúrgica, controle do uso de medicamentos e ajustes no estilo de vida. A reabilitação cardíaca é fundamental para recuperar a força e a capacidade funcional.

Dicas para uma recuperação bem-sucedida:

  • Seguir a medicação prescrita
  • Manter uma alimentação equilibrada
  • Realizar exercícios físicos recomendados pelo cardiologista
  • Evitar fatores de risco como tabagismo, obesidade e sedentarismo
  • Consultar regularmente o cardiologista para acompanhamento

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Qual é a expectativa de vida após a troca valvar?

Depende de vários fatores, incluindo o tipo de válvula escolhida, idade, comorbidades e cuidados pós-operatórios. Em geral, válvulas mecânicas podem durar toda a vida, enquanto biológicas possuem uma durabilidade de 10 a 20 anos.

2. Quais são os riscos associados à cirurgia?

Os principais riscos incluem infecção, sangramento, trombose, durabilidade da prótese, reoperação futura e complicações anestésicas.

3. A troca valvar é uma cirurgia de risco?

Sim, é uma cirurgia invasiva, mas os avanços tecnológicos e a experiência das equipes cirúrgicas têm aumentado a segurança do procedimento.

4. Posso fazer a cirurgia pelo SUS?

Sim, a cirurgia de troca valvar é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes elegíveis.

5. É possível viver sem uma válvula natural?

Sim, com a troca valvar adequada, muitos pacientes podem viver uma vida normal, desde que façam o acompanhamento adequado.

Conclusão

A troca valvar cardíaca é uma intervenção essencial para pacientes com doenças valvulares avançadas, possibilitando melhora significativa na qualidade de vida e na sobrevida. O entendimento dos códigos CID relevantes, os tipos de válvula, a preparação e cuidados pós-operatórios são fundamentais para um tratamento bem-sucedido.

Se você ou um ente querido foi encaminhado para esse procedimento, saiba que os avanços na medicina têm permitido resultados cada vez mais positivos. Consulte sempre um cardiologista de confiança para orientações específicas e detalhadas sobre seu caso.

Referências

Lembre-se sempre de procurar um especialista para avaliações personalizadas e esclarecimentos específicos. Cuidar do coração é uma missão de toda a vida.