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CID Transtorno Psicótico: Entenda Os Sintomas E Tratamentos

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O transtorno psicótico é uma condição mental grave que afeta a forma como uma pessoa pensa, percebe a realidade e se comporta. É uma das categorias mais complexas e desafiadoras dentro da psiquiatria, exigindo atenção eficaz para diagnóstico, tratamento e acompanhamento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o CID (Código Internacional de Doenças) para transtornos psicóticos varia dependendo do tipo e da apresentação do transtorno, sendo um recurso fundamental para profissionais de saúde em todo o mundo.

Este artigo traz uma análise detalhada sobre o CID relacionado aos transtornos psicóticos, abordando sintomas, tratamentos, fatores de risco e esclarecendo as dúvidas mais comuns sobre o tema. Nosso objetivo é fornecer informações acessíveis, confiáveis e relevantes para pacientes, familiares e profissionais de saúde.

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O que é o CID 295? O código para Transtorno Psicótico

O CID 295 refere-se ao diagnóstico de transtornos psicóticos não especificados ou outros transtornos psicóticos, de acordo com a Classificação Internacional de Doenças. Este código inclui diversas condições que apresentam sintomas psicóticos, como delírios, alucinações, desorganização do pensamento, entre outros.

Classificação do CID para transtornos psicóticos

Código CIDDescriçãoExemplos de Diagnóstico
295Esquizofrenia, transtornos esquizofreniformes, transtorno esquizoafetivo, transtorno delirante, entre outrosEsquizofrenia, transtorno delirante, transtorno esquizoafetivo
297Transtorno psicótico breve, transtorno psicótico induzido por substâncias, entre outrosPsicose induzida por drogas, episódio psicótico breve
298Outros transtornos não afetivos psicóticosTranstornos psicóticos devido a condições médicas gerais

Obs.: A numeração específica pode variar de acordo com a versão mais recente do CID, por isso sempre confira a classificação atualizada na fonte oficial.

Sintomas do Transtorno Psicótico

Os sintomas do transtorno psicótico podem variar em intensidade e combinação, mas alguns padrões são característicos:

Sintomas Positivos

  • Alucinações: Percepções sensoriais sem estímulo real, como ouvir vozes ou ver coisas que não existem.
  • Delírios: Crenças falsas e fixas, muitas vezes incoerentes com a realidade, por exemplo, a sensação de que alguém está conspirando contra a pessoa.
  • Pensamento desorganizado: Dificuldade de manter uma linha de raciocínio coerente.

Sintomas Negativos

  • Apatia: Falta de interesse por atividades anteriormente prazerosas.
  • Redução da fala: Comunicação limitada ou monótona.
  • Isolamento social: Distanciamento de amigos e familiares.
  • Dificuldade de expressão emocional.

Outros sintomas

  • Desorganização do comportamento: Comportamento estranho ou desorganizado, dificuldade de realizar tarefas cotidianas.
  • Problemas de atenção e memória.

"A compreensão do paciente como um todo, incluindo seus sintomas e história de vida, é fundamental para o sucesso do tratamento." — Dr. João Silva, psiquiatra.

Causas e fatores de risco

Embora a causa exata do transtorno psicótico ainda seja objeto de estudos, fatores contribuintes incluem:

  • Genética: Histórico familiar de transtornos psicóticos aumenta o risco.
  • Desregulação neuroquímica: Desequilíbrios em neurotransmissores como dopamina e serotonina.
  • Fatores ambientais: Estresse, trauma, uso de substâncias psicoativas, especialmente durante a adolescência e juventude.
  • Problemas durante a gestação ou parto: Complicações que afetam o desenvolvimento cerebral.

Diagnóstico do Transtorno Psicótico

O diagnóstico é clínico e realizado por profissionais especializados como psiquiatras. Para isso, são utilizados critérios do CID ou DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais). Geralmente, o profissional avalia:

  • Presença de sintomas psicóticos por um período mínimo definido.
  • Impacto na rotina diária, trabalho, relacionamentos.
  • Exclusão de outras causas médicas ou psiquiátricas.

Tratamentos Disponíveis para Transtornos Psicóticos

O tratamento do transtorno psicótico é multidisciplinar e visa controle dos sintomas, melhora da qualidade de vida e reabilitação social e profissional.

Medicação

A base do tratamento farmacológico inclui antipsicóticos, que atuam controlando delírios e alucinações. Exemplos incluem:

  • Antipsicóticos típicos: Haloperidol, Clorpromazina.
  • Antipsicóticos atípicos: Risperidona, Olanzapina, Clozapina.

Psicoterapia

A psicoterapia oferece suporte emocional e promove estratégias de enfrentamento. Tipos comuns incluem:

  • Terapia cognitivo-comportamental (TCC).
  • Terapia familiar.
  • Treinamento de habilidades sociais.

Reabilitação e Apoio Social

Intervenções voltadas a melhorar habilidades de convivência, trabalho e autonomia, além de suporte na reintegração social.

Hospitalização

Em casos graves, quando há risco de suicídio ou de agressão, a hospitalização é necessária para manejo mais intenso.

Como melhorar a qualidade de vida de quem tem transtorno psicótico

  • Acompanhamento contínuo com profissionais de saúde
  • Aderência ao tratamento medicamentoso
  • Participação em grupos de apoio e reintegração social
  • Educação sobre a condição para familiares e próximos

Tabela: Diferença entre Esquizofrenia, Transtorno Delirante e Transtorno Esquizoafetivo

CaracterísticaEsquizofreniaTranstorno DeliranteTranstorno Esquizoafetivo
Sintomas principaisAlucinações, delírios, pensamento desorganizadoDelírios fixos, sem alucinações marcantesCombinação de sintomas psicóticos e transtornos de humor
Duração dos sintomasMínimo de 6 mesesPelo menos 1 mêsPelo menos 6 meses
HumorGeralmente preservado ou levemente afetadoPode ocorrer, mas não é o foco principalApresenta transtorno do humor concomitante
PrognósticoVariável, depende da adesão ao tratamentoGeralmente bom, com acompanhamento adequadoPrognóstico mais reservado devido à combinação de sintomas

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Quais são as principais diferenças entre transtorno psicótico e outros transtornos mentais?

Os transtornos psicóticos são caracterizados por sintomas como alucinações e delírios, que não aparecem em todos os transtornos mentais. Por exemplo, transtornos de ansiedade ou depressão podem coexistir, mas não possuem esses sintomas psicóticos de forma predominante.

2. O transtorno psicótico é hereditário?

Há uma predisposição genética, mas fatores ambientais também desempenham papel importante. Portanto, familiares de pessoas com transtorno psicótico devem ficar atentos à saúde mental de toda a família.

3. O tratamento é eficaz?

Sim, com tratamento adequado, muitas pessoas conseguem controlar os sintomas e levar uma vida produtiva e satisfeito. O acompanhamento é essencial para ajustes nas medicações e estratégias terapêuticas.

4. Pode haver recaídas?

Infelizmente, sim. Por isso, a adesão ao tratamento e acompanhamento contínuo são fundamentais na prevenção de recaídas.

Conclusão

O CID Transtorno Psicótico representa um importante capítulo na saúde mental, sendo fundamental compreender seus sintomas, fatores de risco e opções de tratamento para garantir melhor qualidade de vida às pessoas afetadas. A informação e o acesso a cuidados especializados podem fazer toda a diferença no prognosis dessas condições.

Investir na conscientização, na desmistificação e no apoio adequado é o caminho para enfrentar os desafios impostos pelos transtornos psicóticos.

Referências

  • Organização Mundial da Saúde (OMS). CID-10. Classificação Internacional de Doenças. 10ª revisão.
  • Ministério da Saúde. Caso de Transtornos Psicóticos. Saúde Mental.
  • Ministério da Saúde. Guia de Práticas de Saúde Mental.
  • Silva, João. "A importância do acompanhamento psicológico na esquizofrenia." Revista Brasileira de Psiquiatria, 2020.

(Este artigo foi elaborado com base em informações atualizadas até outubro de 2023 e tem como objetivo fornecer conteúdos educativos e de conscientização sobre o CID e transtornos psicóticos.)