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CID TPM: Entenda os Sintomas e Tratamentos da Transtorno Pré-Menstrual

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A Tensão Pré-Menstrual (TPM) é uma condição que afeta muitas mulheres em todo o mundo, trazendo uma série de sintomas físicos, emocionais e comportamentais que ocorrem na fase do ciclo menstrual que antecede a menstruação. Apesar de ser uma condição comum, muitas mulheres ainda têm dúvidas sobre suas causas, sintomas, diagnóstico e tratamentos. Neste artigo, abordaremos detalhadamente o CID TPM, explicando o que é, como identificar os sintomas e quais as possibilidades de tratamento disponíveis, com foco na importância do reconhecimento precoce e do acompanhamento médico.

O que é CID TPM?

CID (Classificação Internacional de Doenças) é um sistema utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para categorizar todas as doenças e condições de saúde. Quando falamos de CID TPM, estamos nos referindo ao código utilizado para identificar a Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDP), uma forma mais severa de TPM.

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CID-10 e CID-11 relacionados à TPM

Na CID-10, o diagnóstico de TPM é classificado sob o código N94, que inclui diferentes formas de Disforia Pré-Menstrual. Já na CID-11, a condição é classificada mais especificamente como 6C81 - Sintomas premenstruais disfuncionais, oferecendo uma classificação mais atualizada e detalhada.

Sintomas da TPM

A TPM apresenta uma variedade de sintomas que podem variar em intensidade e duração de mulher para mulher. Conhecer esses sinais é fundamental para buscar ajuda adequada.

Sintomas físicos

  • Inchaço abdominal
  • Dor de cabeça
  • Sensibilidade nos seios
  • Cãibras e dores musculares
  • Alterações no sono
  • Náusea e diarreia ou constipação
  • Mudanças no apetite (aumento ou diminuição)

Sintomas emocionais e comportamentais

  • Alterações de humor intensas
  • Ansiedade e nervosismo
  • Depressão leve a moderada
  • Irritabilidade e agressividade
  • Dificuldade de concentração
  • Fadiga e falta de energia
  • Crises de choro frequentes

Como é feito o diagnóstico da TPM?

O diagnóstico da TPM é clínico, baseado na descrição dos sintomas pela paciente e na sua relação com o ciclo menstrual. O médico pode solicitar um registro dos sintomas por pelo menos dois ciclos consecutivos para identificar padrões e intensidade.

Critérios diagnósticos segundo a FIGO

A Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) recomenda que os sintomas ocorram na fase lútea do ciclo, desaparecendo após a menstruação, e que afetem significativamente a rotina diária da mulher.

Tratamentos disponíveis para a TPM

Existem diversas abordagens terapêuticas para aliviar os sintomas da TPM, que incluem mudanças no estilo de vida, acompanhamento psicológico e uso de medicamentos.

Mudanças no estilo de vida

  • Dieta equilibrada e rica em nutrientes
  • Exercícios físicos regulares
  • Técnicas de relaxamento, como yoga e meditação
  • Evitar cafeína, álcool e tabaco
  • Manter uma rotina de sono saudável

Tratamentos farmacológicos

Tipo de medicamentoIndicaçãoObservações
Antidepressivos (ISRS)Para sintomas graves de depressão e irritabilidadeUso sob supervisão médica
Analgésicos e anti-inflamatóriosPara dores corporais e dores de cabeçaExemplos: ibuprofeno, paracetamol
Anticoncepcionais hormonaisPara regular o ciclo menstrual e reduzir sintomasAvaliação médica prévia
Suplementos de vitaminas e mineraisMagnésio, zinco, vitamina B6Com orientação profissional

Terapias alternativas

Algumas mulheres relatam melhora com terapias complementares, como fitoterapia, acupuntura e aromaterapia. Embora ainda sejam objeto de estudos, podem ser opções para quem busca abordagens menos invasivas.

CID TPM: Aspecto legal e psicológico

Embora a TPM seja uma condição física, ela também pode impactar significativamente o bem-estar psicológico e social da mulher, levando a episódios de ansiedade, depressão e dificuldades no trabalho e nos relacionamentos. O reconhecimento do CID na categorização médica reforça a necessidade de tratamento especializado e apoio psicológico.

A importância do acompanhamento médico

Procure sempre um profissional de saúde para avaliar seus sintomas e receber orientações específicas. O tratamento adequado pode fazer toda a diferença na qualidade de vida da mulher, minimizando os impactos da condição.

Perguntas frequentes (FAQs)

1. A TPM é a mesma coisa que Disforia Pré-Menstrual (DPM)?

Nem exatamente. A TPM é uma condição comum e de menor intensidade, enquanto a Disforia Pré-Menstrual (DPM) ou Transtorno Disfórico Pré-Menstrual é uma forma mais severa, que interfere significativamente na rotina da mulher e pode necessitar de tratamento mais agressivo, incluindo antidepressivos.

2. A TPM desaparece após a menopausa?

Sim, a maioria das mulheres relata que os sintomas de TPM e DPM diminuem ou desaparecem após a menopausa, devido à mudança hormonal.

3. Existe algum exame que confirme a TPM?

Atualmente, o diagnóstico é clínico, baseado na história do ciclo menstrual e nos sintomas relatados. Não há um exame específico que confirme a TPM.

4. Como diferenciar TPM de transtornos Psiquiátricos?

Alguns sintomas da TPM podem se confundir com transtornos de humor ou ansiedade. Por isso, o acompanhamento de um profissional de saúde mental é essencial para diagnóstico correto e tratamento adequado.

Conclusão

A TPM, especialmente na sua forma mais grave, Disforia Pré-Menstrual, é uma condição que merece atenção e cuidados específicos. Reconhecer os sintomas precocemente, buscar avaliação médica e seguir um tratamento adequado podem promover uma melhora significativa na qualidade de vida das mulheres afetadas. É fundamental entender que a TPM não é apenas uma "fase" passageira, mas um quadro que pode e deve ser tratado para garantir bem-estar físico e emocional.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças (CID). Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
  2. Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO). Guidelines sobre diagnóstico e tratamento da TPM. Disponível em: https://www.figo.org/
  3. Ministério da Saúde. Protocolos de atenção à saúde da mulher. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br

“O conhecimento é a melhor ferramenta para o cuidado com a saúde feminina.”