CID Tireoidectomia: Guia Completo Sobre a Cirurgia de Tireoide
A tireoidectomia é uma cirurgia que envolve a retirada total ou parcial da glândula tireoide, uma glândula essencial localizada na região anterior do pescoço, responsável pela produção de hormônios que regulam o metabolismo, o crescimento e o funcionamento de outros órgãos do corpo. Quando indicadas, as cirurgias de tireoide podem ser essenciais para o tratamento de condições como câncer de tireoide, bócio ou hipertireoidismo. Este artigo aborda tudo o que você precisa saber sobre a CID tireoidectomia, incluindo indicações, tipos, procedimentos, riscos e cuidados pós-operatórios.
O que é a CID tireoidectomia?
A expressão CID tireoidectomia refere-se à classificação na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) relacionada às condições que levam à realização da cirurgia de tireoide ou ao procedimento em si. Ainda que "tireoidectomia" seja um procedimento, muitas vezes ela é listada na CID sob condições clínicas específicas, como o câncer de tireoide (C73), hipertireoidismo (E05), ou bócio multinodular (E04). Assim, a “CID” associada ao procedimento ajuda na documentação, planejamento e registros de saúde.

Introdução
A cirurgia de tireoide é uma das intervenções mais comuns na endocrinologia cirúrgica. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Endócrina, o número de procedimentos de tireoidectomia vem crescendo anualmente, impulsionado pelo aumento no diagnóstico de cânceres e doenças benignas da tireoide através de exames de imagem e biópsias.
A realização da tireoidectomia demanda uma avaliação cuidadosa, um planejamento detalhado e uma equipe especializada para minimizar riscos e garantir bons resultados para o paciente. Este artigo visa orientar quem está considerando ou precisa realizar esse procedimento, esclarecendo as principais dúvidas e informações essenciais.
Indicações para a tireoidectomia
A necessidade de uma tireoidectomia é determinada pelo médico endocrinologista ou cirurgião de cabeça e pescoço, com base em diversos fatores clínicos, laboratoriais e de imagem. A seguir, principais indicações:
Condições que justificam a tireoidectomia
| Condição | Descrição | CID-10 relacionado |
|---|---|---|
| Câncer de tireoide | Presença de tumores malignos na glândula, como carcinoma papilífero ou folicular. | C73 |
| Bócio multinodular | Aumento difuso ou nodular da tireoide, que causa sintomas ou complicações estéticas. | E04 |
| Hipertireoidismo excessivo | Quando o tratamento clínico não é suficiente para controlar a produção hormonal. | E05 |
| Hipotireoidismo severo | Casos em que o tratamento com hormônio não é possível ou não é eficaz. | E03 |
| Nódulos tireoidianos suspeitos | Nódulos com sinais de malignidade em exames de imagem ou biópsia. | C73 |
Quando considerar a cirurgia?
A decisão pela tireoidectomia é complexa e deve seguir critérios estabelecidos por diretrizes clínicas. Entre elas, destacam-se:
- Presença de nódulo suspeito ou confirmado como maligno
- Crescimento rápido do bócio
- Compressão de estruturas adjacentes (como traqueia ou nervo laríngeo)
- Falha do tratamento clínico no caso de hipertireoidismo
- Tumores que envolvem toda a glândula, dificultando o controle hormonal
Tipos de tireoidectomia
A cirurgia de tireoide pode variar de acordo com o escopo da remoção:
Tireoidectomia total
Remoção de toda a glândula tireoide. Geralmente indicada em casos de câncer ou hipertireoidismo de difícil controle.
Vantagens: elimina a maioria dos riscos de recorrência ou malignidade.
Desvantagens: risco de hipocalcemia e alterações na voz.
Tireoidectomia parcial ou lobectomia
Remoção de um lobo da tireoide, preservando parte da glândula.
Quando indicada: nódulos benignos, tumores de menor risco ou suspeitos de serem benignos após investigação.
Vantagens: menor risco de complicações.
Desvantagens: possibilidade de remanescente de tecido que precisa de acompanhamento.
Procedimento cirúrgico: passo a passo
A tireoidectomia é realizada por cirurgiões especializados em cabeça e pescoço, em ambiente hospitalar com anestesia geral.
Preparação pré-operatória
- Avaliação clínica completa
- Exames de imagem (ultrassom, cintilografia)
- Exames laboratoriais (TSH, cálcio, marcadores tumorais)
- Informar o paciente sobre sinais de complicações pós-operatórias
Durante a cirurgia
- Incisão na base do pescoço
- Identificação e preservação do nervo recorrente laríngeo
- Controle de vasos sanguíneos
- Remoção da tireoide total ou parcial
Pós-operatório imediato
- Monitoramento em enfermaria
- Controle da dor
- Avaliação da voz e sinais de hipócalcemia
- Início da reposição hormonal, se necessário
Cuidados após a tireoidectomia
O período pós-operatório exige cuidados específicos para evitar complicações e garantir uma recuperação satisfatória.
Recomendações gerais
- Repouso relativo nas primeiras semanas
- Uso de medicamentos conforme orientação médica
- Acompanhamento ambulatorial com exames de sangue periódicos
- Verificação de níveis de cálcio, devido ao risco de hipotireoidismo ou hipocalcemia
Complicações possíveis
| Complicação | Descrição | Como prevenir ou tratar |
|---|---|---|
| Lesão do nervo laríngeo | Pode causar alteração na voz ou rouquidão | Perfil cirúrgico adequado e técnica precisa |
| Hipocalcemia | Queda de cálcio no sangue por lesão nas glândulas paratireoides | Suplementação de cálcio, monitoramento |
| Hemorragia | Sangramento no local da cirurgia | Controle adequado durante a cirurgia |
| Infecção | Pode ocorrer mesmo com todos os cuidados | Uso de antibióticos profiláticos |
Tabela: Comparativo entre tipos de tireoidectomia
| Tipo de cirurgia | Indicação | Riscos/Melhorias | Recuperação |
|---|---|---|---|
| Total | Câncer ou hipertireoidismo grave | Maior risco de hipocalcemia, rouquidão | Recuperação em 1-2 semanas |
| Parcial / Lobectomia | Nódulos benignos, suspeitas de benignidade | Menores riscos, recuperação mais rápida | Recuperação em poucos dias |
Perguntas frequentes
1. A tireoidectomia pode causar alteração na voz?
Sim, uma das complicações possíveis é a lesão do nervo laríngeo recorrente, que pode afetar a voz. Contudo, com técnica adequada e equipe experiente, esse risco é minimizado.
2. Quanto tempo leva para recuperar após a cirurgia?
A recuperação inicial costuma durar cerca de uma a duas semanas, mas o acompanhamento a longo prazo é fundamental para monitorar níveis hormonais e possíveis complicações.
3. Após a tireoidectomia, o paciente precisa tomar hormônios?
Na tireoidectomia total, geralmente é necessário reposição hormonal com levotiroxina pelo restante da vida.
4. Quais os riscos de não realizar a cirurgia?
Se a condição indicar cirurgia e ela for adiada ou não realizada, pode haver agravamento do quadro, como crescimento do tumor, compressão de estruturas próximas ou disseminação de câncer.
Conclusão
A CID tireoidectomia é uma intervenção cirúrgica de grande importância no tratamento de diversas condições da tireoide. Apesar dos riscos, quando realizada por profissionais qualificados, oferece excelentes resultados e melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes. O acompanhamento multidisciplinar e o respeito às indicações médicas são essenciais para uma recuperação bem-sucedida.
Se você ou alguém próximo precisa de uma avaliação sobre cirurgia de tireoide, consulte um especialista em cirurgia de cabeça e pescoço ou endocrinologia para receber orientações personalizadas.
Referências
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Endócrina. Diretrizes para o manejo das doenças da tireoide. Disponível em: https://sbce.org.br
- Silva, M. K. et al. Cirurgia de Tireoide: Técnicas e Complicações. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, 2020.
- Ministério da Saúde. Cartilha de orientações sobre cirurgias de tireoide. Disponível em: https://saude.gov.br
"A cirurgia de tireoide, quando realizada de forma cuidadosa e com tecnologia adequada, pode transformar a vida do paciente, proporcionando saúde e bem-estar."
MDBF