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CID Tinea Capitis: Sintomas, Tratamento e Prevenção Eficaz

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A Tinea Capitis, popularmente conhecida como micose do couro cabeludo, é uma condição dermatológica que afeta principalmente crianças, embora possa acometer pessoas de todas as idades. Classificada pelo código CID B35.0, essa infecção fúngica representa um desafio considerável tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada os sintomas, tratamentos mais eficazes, estratégias de prevenção e responderemos às dúvidas mais frequentes sobre o tema.

Introdução

A tinea capitis é uma infecção causada por fungos dermatófitos que invadem os fios de cabelo e o couro cabeludo, levando a uma série de sintomas desconfortáveis e potencialmente debilitantes. Mesmo que a doença seja comum, o manejo inadequado pode ocasionar complicações como queda de cabelo permanente, infecções secundárias e propagação para outros membros da família ou colegas de escola. Compreender os aspectos relacionados ao CID Tinea Capitis é fundamental para uma abordagem eficiente e segura.

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O que é Tinea Capitis (CID B35.0)?

Tinea capitis é uma infecção fúngica que acomete o couro cabeludo, causando inflamações, lesões e queda de cabelo. Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID), é identificada pelo código B35.0. É mais comum em crianças até 10 anos, porém, adultos imunossuprimidos também podem ser afetados.

Causas e agentes etiológicos

Os principais agentes causadores incluem fungos dermatófitos como:

FungoNome CientíficoCaracterísticas
Microsporum spp.Microsporum canisGeralmente de origem animal, bastante comum em cães e gatos.
Trichophyton spp.Trichophyton tonsuransMais frequente em humanos, causando formas variadas da micose.

A transmissão ocorre pelo contato direto com pessoas infectadas ou animais contaminados, além do contato com objetos como pentes, toalhas ou capacetes contaminados.

Sintomas de CID Tinea Capitis

Os sintomas podem variar de leves a graves, dependendo da extensão da infecção e do agente causador.

Sintomas comuns

  • Lesões em áreas específicas: áreas com escamações, manchas arredondadas ou irregulares
  • Descamação do couro cabeludo
  • Alterações na textura do cabelo: fios quebradiços, ponto de quebra
  • Perda de cabelo: em algumas áreas, com aparecimento de manchas calvas
  • Coceira intensa
  • Inflamação: presença de pápulas, pústulas ou crostas

Sintomas em diferentes formas clínicas

  • Tinea capitis não inflamatória: apresenta escamação difusa sem sinais de inflamação significativa
  • Tinea capitis inflamatória (Kerion): lesões elevadas, inflamadas, muitas vezes dolorosas, com formação de pústulas e secreção purulenta. Pode deixar cicatrizes permanentes.

Citação: "A compreensão precoce dos sintomas de tinea capitis é fundamental para evitar complicações e promover uma recuperação eficaz." – Dr. Paulo Souza, Dermatologista.

Diagnóstico do CID Tinea Capitis

O diagnóstico é feito através da avaliação clínica e confirmada por exames laboratoriais.

Exames utilizados

  • Lâmpada de Wood: identifica fluorescência de alguns fungos como Microsporum canis
  • KOH (hidróxido de potássio): preparação de escamas do couro cabeludo para visualização de fungos ao microscópio
  • ** Cultura de fungo:** permite identificar o agente específico
  • Biópsia de pele: em casos complexos ou duvidosos

Tratamento eficaz para CID Tinea Capitis

O tratamento deve ser iniciado rapidamente para evitar complicações permanentes. Geralmente, envolve uma combinação de medicamentos tópicos e sistêmicos.

Tratamentos tópicos

  • Shampoos antifúngicos: uso regular de shampoos contendo cetoconazol, sulfeto de selênio ou cetoconazol 2% ajuda a reduzir a carga fúngica e minimizar a transmissão.

Tratamentos sistêmicos

  • Antifúngicos orais: como griseofulvina, terbinafina ou itraconazol, indicados pelo médico após avaliação clínica detalhada.
MedicamentoDosagemDuração do tratamento
Griseofulvina20-25 mg/kg/dia6-8 semanas
Terbinafina6 mg/kg/dia4-6 semanas
Itraconazol200 mg/dia (dividido)2-4 semanas

Importante: o uso de medicamentos sistêmicos deve ser acompanhado por um médico dermatologista devido à necessidade de monitoramento de efeitos colaterais e ajustes na dosagem.

Cuidados durante o tratamento

  • Manter a higiene do couro cabeludo
  • Evitar compartilhar objetos pessoais
  • Lavar roupas, roupas de cama e toalhas com água quente
  • Controlar pets domésticos, caso haja suspeita de infecção animal

Prevenção eficaz de CID Tinea Capitis

A prevenção é a melhor estratégia para evitar a propagação e recorrência da micose capilar.

Medidas de higiene

  • Lavar o cabelo regularmente com shampoos antifúngicos em casos suspeitos ou diagnosticados
  • Não compartilhar pentes, escovas, toalhas ou bonés
  • Manter o couro cabeludo limpo e seco
  • Evitar contato com animais infectados

Cuidados em ambientes escolares e comunitários

  • Desinfecção de objetos e superfícies comuns
  • Educação sobre higiene pessoal
  • Afastar crianças com sintomas até a completa resolução da infecção

Perguntas Frequentes sobre CID Tinea Capitis

1. A tinea capitis é contagiosa?

Sim, ela é altamente contagiosa, principalmente por contato direto ou compartilhamento de objetos pessoais infectados.

2. Quanto tempo leva para a micose do couro cabeludo desaparecer?

Com tratamento adequado, geralmente o controle ocorre em cerca de 4 a 8 semanas. No entanto, o período exato depende da gravidade e do agente causador.

3. A amamentação interfere no tratamento?

Alguns medicamentos podem ser compatíveis com a amamentação, mas deve-se sempre consultar o médico antes de iniciar qualquer terapia.

4. Os pets podem transmitir tinea capitis para humanos?

Sim, cães e gatos podem ser fontes de infecção por Microsporum canis, portanto, a avaliação veterinária é recomendada em casos suspeitos.

Conclusão

A CID Tinea Capitis é uma condição que, apesar de comum, exige atenção rápida e adequada para evitar complicações permanentes. O diagnóstico precoce, aliado a um tratamento adequado e às medidas de prevenção, garante a recuperação do paciente e a redução da propagação. A colaboração entre profissionais de saúde, responsáveis e comunidades é essencial para manter ambientes seguros e livres dessa infecção.

Referências

  1. Briggs, C., et al. (2020). Dermatologia: Guia Prático para Clínicos. Editora Médica.
  2. World Health Organization. (2018). Guia de Controle de Infecções Fúngicas. Disponível em: https://www.who.int
  3. Sociedade Brasileira de Dermanologia. (2022). Guia de Manejo de Microoses Cutâneas. Disponível em: https://www.sbd.org.br

Se você identificou sintomas semelhantes aos descritos ou deseja saber mais sobre cuidados com a saúde do couro cabeludo, procure um profissional de saúde para avaliação completa.