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CID Tinea: Guia Completo Sobre Esta Infecção Cutânea

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A tinea, popularmente conhecida como fungo na pele, é uma infecção cutânea altamente comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Sua presença pode causar desconforto, coceira e alterações na aparência da pele, além de representar um desafio diagnóstico para muitos profissionais de saúde. No Sistema de Classificação Internacional de Doenças (CID), a tinea é representada por códigos específicos, facilitando o seu registro, monitoramento e tratamento adequado. Entender os aspectos relacionados ao CID Tinea é fundamental para médicos, estudantes, pacientes e todos interessados na saúde cutânea.

Este artigo apresenta um guia completo sobre o tema, abordando desde sua definição, classificação, causas, sintomas, diagnóstico, tratamentos disponíveis, até perguntas frequentes. Além disso, disponibilizamos uma tabela resumida e referências confiáveis para ampliar seu conhecimento.

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O que é a Tinea?

A tinea é uma infecção causada por fungos dermatófitos que acometem diferentes regiões do corpo, como pele, cabelo e unhas. Os fungos responsáveis pela infecção prosperam em ambientes quentes e úmidos, tornando a exposição e a higiene fatores importantes na sua prevenção.

Causas da Tinea

Os principais agentes etiológicos incluem espécies do gênero Trichophyton, Microsporum e Epidermophyton. Essas espécies podem ser transmitidas pelo contato direto com pele infectada, objetos contaminados, animais ou ambientes úmidos.

Classificação da Tinea Segundo o CID

A classificação da tinea no CID varia de acordo com a localização da infecção. Os códigos mais utilizados são:

Código CIDTipo de TineaDescrição
B35.0Tinea corporisInfecção na pele do corpo
B35.1Tinea crurisInfecção na virilha
B35.2Tinea pedisPé de atleta
B35.3Tinea capitisInfecção no couro cabeludo
B35.4Tinea unguiumInfecção das unhas
B35.5Tinea barbaeInfecção na barba

Tinea Corporis (B35.0)

Também conhecida como micose do corpo, caracteriza-se por lesões arredondadas, eritematosas, com bordas elevadas e descamação central. Pode acontecer em qualquer idade, especialmente em locais de contato frequente.

Tinea Cruris (B35.1)

Popularmente chamada de "frieira", acomete a região inguinal, interiores das coxas e nádegas, causando prurido intenso e lesões avermelhadas.

Tinea Pedis (B35.2)

Comumente chamada de "pé de atleta", afeta principalmente os pés, causando descamação, queimação, ardor e fissuras nas regiões afetadas.

Tinea Capitis (B35.3)

Aparece no couro cabeludo, sendo comum em crianças, causando queda de cabelo, lesões escamosas e inflamatórias, além de formação de quelóides em casos mais graves.

Tinea Unguium (B35.4)

Também conhecida como onicomicose, caracteriza-se pela participação das unhas, levando a descoloração, espessamento e deformidade.

Tinea Barbae (B35.5)**

Inflamação na barba causada por fungos, podendo gerar lesões pustulosas, dolorosas e coçantes.

Sintomas e Diagnóstico

Sintomas Gerais

  • Lesões em forma de anéis ou placas
  • Coceira ou queimação
  • Descamação ou fissuras
  • Alteração na textura da pele ou unhas
  • Perda de cabelo em locais afetados

Diagnóstico

O diagnóstico é geralmente clínico, baseado na observação das lesões. Para confirmação, podem ser realizados:

  • Exame de lâmina sob microscopia após coloração (KOH)
  • Cultura de fungo para identificação específica
  • Biópsia da pele, em casos complexos

Quais exames podem ser realizados?

Confira uma tabela resumida:

ExamePropósitoConsiderações
Exame de KOHDetectar fungos na amostra de pele ou cabeloRápido, barato e eficiente
Cultura micológicaIdentificar a espécie de fungoMais demorado, mas preciso
BiópsiaExcluir outras causas ou complicaçõesQuando necessário

Tratamento da Tinea

O tratamento varia conforme a localização, extensão da infecção e o paciente. Geralmente, combina abordagens tópicas e sistêmicas.

Tratamentos tópicos

  • Antifúngicos em creme, loção ou pomada, como clotrimazol, miconazol, terbinafina
  • Uso de shampoos medicinais no caso de tinea capitis
  • Manter a pele seca e higienizada

Tratamentos sistêmicos

  • Antifúngicos orais, como terbinafina, itriazole ou serves para casos graves ou resistentes
  • Durabilidade do tratamento pode variar de 2 a 8 semanas

Cuidados adicionais

  • Evitar compartilhar objetos pessoais
  • Manter a pele limpa, seca e ventilada
  • Utilizar roupas de algodão e trocar roupa de banho e roupas íntimas diariamente

"A prevenção e o tratamento adequado da tinea dependem de um diagnóstico preciso e de uma adesão rigorosa às recomendações médicas." – Dr. Carlos Souza, dermatologista.

Como Prevenir a Tinea?

  • Manter a higiene pessoal adequada
  • Secar bem a pele após banho, especialmente em áreas de dobras
  • Evitar andar descalço em locais úmidos públicos
  • Usar roupas leves e arejadas
  • Não compartilhar roupas, toalhas ou objetos pessoais

Para maiores informações sobre prevenção, acesse Ministério da Saúde

Perguntas Frequentes sobre CID Tinea

1. A tinea é contagiosa?

Sim, a tinea é altamente contagiosa, podendo ser transmitida por contato direto ou indireto com objetos contaminados.

2. Quanto tempo leva para tratar a tinea?

O tratamento pode durar de 2 a 8 semanas, dependendo da severidade da infecção e do tratamento adotado.

3. É possível prevenir a tinea?

Sim, com práticas de higiene adequadas e cuidados em ambientes públicos e compartilhados, a prevenção é eficaz.

4. Quando procurar um médico?

Sempre que notar lesões de aparência suspeita, aumento da coceira ou progressão da lesão, procure um profissional de saúde.

Conclusão

A tinea, representada por diversos códigos do CID, é uma infecção fungica comum, mas tratável. O diagnóstico precoce, aliado a um tratamento adequado e às medidas preventivas, é fundamental para eliminar a infecção e evitar recidivas ou complicações. Conhecer os tipos de tinea e seus sintomas permite que pacientes e profissionais de saúde ajam com mais segurança e eficiência.

Lembre-se: a higiene e os cuidados pessoais são suas maiores armas contra essa infecção. Consultar um dermatologista é o passo mais seguro para orientar o tratamento adequado.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Guia de Manejo das Infecções Fúngicas Cutâneas. Disponível em: https://www.sbd.org.br
  2. Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID). Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
  3. Ministério da Saúde. Prevenção e Controle das Infecções de Pele. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br

Obs.: Este artigo foi elaborado para fins informativos e não substitui a orientação de um profissional de saúde qualificado.