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CID Teratoma de Ovário: Entenda Tudo Sobre Este Tumor

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O teratoma de ovário, conhecido pelo código CID-10 como D27 (neoplasia benigna do ovário), é um dos tumores mais comuns em mulheres jovens e adolescentes. Apesar de sua aparente benignidade, sua compreensão, diagnóstico e tratamento adequados são essenciais para garantir a saúde e o bem-estar da paciente. Este artigo tem como objetivo explorar de forma detalhada o que é o teratoma de ovário, suas causas, sintomas, diagnósticos, tratamentos e questões relacionadas, trazendo informações atualizadas e relevantes para profissionais da saúde, pacientes e interessados no tema.

O que é o Teratoma de Ovário?

Definição

O teratoma de ovário é um tipo de tumor que se origina nas células germinativas do ovário e contém diferentes tipos de tecidos, como pele, cabelo, tecido neural, cartilagem e outros. Pode ser classificado como benigno, semi-não (com potencial de malignidade) ou maligno, dependendo de suas características microscópicas e comportamento clínico.

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Classificação dos Teratomas Ováricos

Tipo de TeratomaDescriçãoPotencial de malignidade
Teratoma Míxto ou Cístico (dermoide)Tumor benigno mais comum; contém tecido adiposo, cabelo, peleBaixo (benigno)
Teratoma ImaturoContém tecidos imaturos de origem neural; maior risco de malignidadeAlto
Teratoma MalignoTumor com características claramente malignas e potencial de metástaseMuito alto

Causas e Fatores de Risco

Embora a causa exata do teratoma de ovário não seja completamente compreendida, alguns fatores podem estar associados ao seu desenvolvimento:

  • Presença de células germinativas nos ovários que se diferenciam de forma anormal.
  • Alterações genéticas e mutações podem favorecer o desenvolvimento de certos tipos de teratomas.
  • Idade: mais comum em mulheres jovens, especialmente na faixa etária de 10 a 30 anos.
  • Histórico familiar de tumores ovarianos ou de células germinativas.

Sintomas do Teratoma de Ovário

Sintomas mais comuns

Na maioria dos casos, os tumores são assintomáticos e descobertos incidentalmente em exames de rotina. Quando apresentam sintomas, podem incluir:

  • Dor abdominal ou pélvica: geralmente de leve a moderada, agravada por aumento do volume tumoral.
  • Inchaço abdominal: sensação de plenitude ou peso.
  • Aparecimento de massa palpável: observada em exames clínicos.
  • Alterações no ciclo menstrual: em alguns casos.
  • Sintomas de torção ovariana: dor súbita intensa devido à torção do ovário, potencialmente emergencial.

Sinais de complicações

  • Torção do ovário
  • Ruptura do tumor
  • Transformação maligna

Diagnóstico do CID Teratoma de Ovário

Exames complementares necessários

ExameFunção
Exame físico ginecológicoAvaliação de massa pélvica, sensibilidade ou irregularidades
Ultrassonografia transvaginalIdentificação de massa cística ou sólida, suas dimensões, calcificações e anexos
Tomografia Computadorizada (TC)Detalhamento da extensão e características do tumor
Ressonância MagnéticaVisualização detalhada, especialmente em casos complexos
Marcadores tumoraisRelacionados ao câncer de células germinativas, como AFP, LDH, CA-125, β-hCG

Importância dos exames de imagem

A ultrassonografia é o exame de primeira linha na investigação de tumores ovarianos. A presença de uma massa cística com componentes sólidos, cabelo ou tecido calcificado é indicativa de teratoma. Para avaliação definitiva, a tomografia ou ressonância podem fornecer detalhes adicionais sobre extensão e características do tumor.

Tratamento do CID Teratoma de Ovário

Opções terapêuticas

O tratamento preferencial é cirúrgico, visando a retirada do tumor e conservação da fertilidade, sempre que possível.

Cirurgia

  • Ovariectomia: remoção do ovário afetado, indicada em casos de tumores grandes ou suspeitos de malignidade.
  • Cistectomia: remoção do cisto teratoma com preservação do restante do ovário, indicada em jovens pacientes que desejam preservar a fertilidade.
  • Histerectomia e apendicectomia: em casos associados a outros fatores ou tumores mais complexos.

Tratamento adicional

  • Quimioterapia: geralmente indicada em casos de teratoma imaturo ou maligno.
  • Monitoramento pós-operatório: exames de imagem periódicos e marcadores tumorais.

Prognóstico

O prognóstico do teratoma benigno é excelente após a cirurgia adequada. Teratomas imaturos ou malignos podem exigir tratamentos adicionais, porém, quando detectados precocemente, possuem boas chances de cura.

Prevenção e Acompanhamento

Apesar de não haver formas específicas de prevenir o teratoma de ovário, o acompanhamento regular com exames ginecológicos e ultrassonografias é fundamental para detecção precoce. Mulheres jovens devem estar atentas a qualquer alteração abdominal ou pélvica e procurar orientação médica ao notar sintomas.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O teratoma de ovário é cancerígeno?

A maioria dos teratomas ováricos é benigna (tipo dermoide), mas há tipos imaturos e malignos que podem evoluir para câncer. A distinção é feita por avaliação histopatológica.

2. Como é feito o diagnóstico do teratoma de ovário?

O diagnóstico é baseado em exames de imagem (ultrassonografia, TC ou RM), marcadores tumorais e avaliação cirúrgica, com confirmação histopatológica.

3. O tratamento do teratoma de ovário altera a fertilidade?

Depende do tamanho do tumor, do tipo e da cirurgia realizada. Em muitos casos, a preservação da ovulação e fertilidade é possível, especialmente com técnicas conservadoras.

4. Quais os sinais de que o tumor pode estar maligno?

Dor intensa, aumento rápido do volume abdominal, presença de sintomas sistêmicos, sinais de torção ovariana ou rompimento, além de alterações nos exames de imagem e marcadores tumorais.

Conclusão

O teratoma de ovário é um tumor complexo, com diferentes possibilidades de apresentação, diagnóstico e tratamento. Sua maior incidência em mulheres jovens reforça a importância de exames periódicos e acompanhamento médico adequado. Com diagnóstico precoce e intervenção cirúrgica adequada, o prognóstico costuma ser favorável, proporcionando às pacientes uma vida normal e com chances de preservação da fertilidade.

Para uma compreensão mais aprofundada, profissionais podem consultar fontes como o Instituto Nacional do Câncer (INCA) e o Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBOG).

Referências

  1. Ministério da Saúde. CID-10: Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. 10ª edição. Brasília: Ministério da Saúde, 2019.
  2. Berkowitz RS, Pizzo PA. Ovarian Germ Cell Tumors. In: Cancer Medicine. 8th ed. Saunders; 2020.
  3. National Cancer Institute. Ovarian Germ Cell Tumors. Disponível em: https://www.cancer.gov/types/ovarian/hp/ovarian-germ-cell-treatment-pdq

Referências adicionais

  • Organização Mundial da Saúde. Diagnóstico e tratamento de tumores ovarianos. Geneva: OMS; 2022.
  • Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Guia de conduta em tumores ovarianos. 2023.

Este artigo foi elaborado com o objetivo de promover o entendimento completo sobre o CID teratoma de ovário, abordando desde suas características até recomendações de tratamento, contribuindo assim para o esclarecimento e incentivo ao diagnóstico precoce.