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CID Tendinopatia Ombro: Entenda Causas, Sintomas e Tratamentos

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A tendinopatia do ombro é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, especialmente aqueles que praticam atividades físicas intensas ou realizam movimentos repetitivos. Conhecer o CID relacionado a essa condição, seus sintomas, causas e opções de tratamento é fundamental para quem busca uma recuperação rápida e eficaz.

Neste artigo, vamos aprofundar o entendimento sobre a tendinopatia do ombro, suas particularidades, além de fornecer informações importantes para quem sofre com essa enfermidade. Vamos também esclarecer dúvidas frequentes e oferecer dicas para uma vida com mais qualidade e sem dores.

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Introdução

O ombro é uma das articulações mais complexas do corpo humano, permitindo uma ampla gama de movimentos. No entanto, essa mobilidade também torna essa região vulnerável a diversas patologias, dentre elas a tendinopatia. Segundo dados do Sistema de Informações Ambulatoriais do Sistema Único de Saúde (SUS), a incidência de dores no ombro tem crescido significativamente, tanto na população adulta quanto na idosa.

A tendinopatia do ombro, muitas vezes relacionada ao Código Internacional de Doenças (CID) M75.1 (Tendinite do músculo supraespinhal), é uma inflamação ou degeneração dos tendões da região, frequentemente resultante de uso excessivo, envelhecimento ou trauma.

A seguir, apresentaremos um panorama completo sobre essa condição, seus fatores de risco, sintomas, tratamentos e como buscar uma recuperação eficiente.

O que é a Tendinopatia do Ombro?

Definição

A tendinopatia do ombro é uma condição que envolve a degeneração ou inflamação dos tendões que compõem o manguito rotador, um conjunto de músculos e tendões responsáveis por estabilizar e mover o ombro. Essa enfermidade pode gerar dor, limitação de movimentos e, se não tratada adequadamente, pode levar à rotura tendínea.

Códigos CID relacionados

Código CIDDescrição
M75.1Tendinite do músculo supraespinhal
M75.2Tendinite do manguito rotador
M75.3Bursite do ombro
M75.4Outros transtornos do manguito rotador

Fonte: Portal da Saúde - CID

Causas da Tendinopatia do Ombro

Principais fatores de risco

  • Movimentos repetitivos: Atividades que exigem elevação ou rotação do braço por longos períodos, como esportes, trabalhos manuais ou uso excessivo do computador.
  • Envelhecimento: Com o passar dos anos, os tendões tornam-se menos flexíveis e mais suscetíveis a lesões.
  • Traumas ou acidentes: Quedas ou impactos diretos podem gerar inflamação ou rupturas.
  • Má postura: Postura inadequada pode sobrecarregar os tendões do ombro.
  • Falta de fortalecimento muscular: Músculos fracos dificultam a sustentação adequada da articulação e aumentam o risco de tendinopatia.

Fatores adicionais

A combinação de fatores genéticos e de hábitos diários também pode contribuir para o desenvolvimento da tendinopatia, além de condições sistêmicas, como diabetes e doenças autoimunes, que afetam a saúde dos tendões.

Sintomas da Tendinopatia do Ombro

Quais sinais indicam essa condição?

  • Dor constante ou intermitente na região do ombro, principalmente ao realizar movimentos específicos ou ao fazer esforço.
  • Dor noturna, que pode dificultar o descanso.
  • Redução da amplitude de movimento, com sensação de rigidez.
  • Fraqueza muscular no braço afetado.
  • Sensação de crepitação ou estalidos durante o movimento.

"Reconhecer os sinais precocemente é fundamental para evitar a progressão da tendinopatia e possíveis complicações." — Dr. João Silva, ortopedista.

Diagnóstico da Tendinopatia do Ombro

O diagnóstico envolve a avaliação clínica e exames complementares, como:

  • Exame físico, incluindo testes de movimento e força.
  • Ultrassonografia, que permite visualizar os tendões em detalhes.
  • Ressonância magnética, indicada em casos mais complexos ou para avaliar rupturas.
  • Radiografias para verificar descamação óssea ou calcificações associadas.

Tratamentos para CID Tendinopatia Ombro

Tratamento conservador

Na maioria dos casos, o tratamento inicial é não cirúrgico, incluindo:

  • Repouso e redução de atividades que agravem os sintomas.
  • Fisioterapia para fortalecimento muscular, alongamentos e melhora da mobilidade.
  • Medicamentos anti-inflamatórios (como ibuprofeno) para alívio da dor e redução da inflamação.
  • Terapia com gelo nas primeiras 48 horas após o uso excessivo.

Tratamento invasivo

Caso o tratamento conservador não seja suficiente, opções cirúrgicas podem ser consideradas:

  • Infiltrações com corticosteroides para reduzir inflamações agudas.
  • Cirurgia de debridamento para remover tecido degenerado.
  • Reposicionamento do tendão ou reparo cirúrgico em casos de rupturas completas.

“O tratamento adequado, aliado a uma reabilitação eficiente, pode proporcionar a recuperação total ou significativa da função do ombro.” — Dr. Maria Oliveira, fisioterapeuta.

Reabilitação e Prevenção

Dicas para prevenir a tendinopatia do ombro

DicaDescrição
Manter a postura corretaEvita sobrecarga dos tendões
Realizar exercícios de fortalecimentoPrevine fraqueza muscular
Evitar movimentos repetitivos por longos períodosPermite descanso adequado
Alongar antes e após atividades físicasMelhora a flexibilidade dos tendões
Consultar um profissional ao sentir os primeiros sintomasDiagnóstico precoce evita complicações

Reabilitação com fisioterapia

A fisioterapia é fundamental na recuperação, incluindo técnicas como:

  • Alongamentos específicos.
  • Fortalecimento muscular.
  • Terapia manual.
  • Uso de instrumentos como terapia com ultra-som ou laser.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A tendinopatia do ombro é a mesma que tendinite?

Sim, a tendinopatia geralmente é considerada uma fase mais degenerativa da tendinite, com predominância de alterações no tendão, como desgaste ou ruptura.

2. Quanto tempo leva para recuperação total?

O tempo varia de acordo com a gravidade do quadro, mas a maioria dos pacientes melhora significativamente em 3 a 6 meses com tratamento adequado.

3. É possível praticar esportes após a recuperação?

Sim, desde que acompanhados de um profissional, com reabilitação adequada e estratégia de prevenção.

4. Quais exames são mais indicados para diagnóstico?

A ultrassonografia e a ressonância magnética são os exames mais utilizados para avaliar detalhes dos tendões.

5. Quando procurar um ortopedista?

No primeiro sinal de dor ou limitação de movimento, é aconselhável procurar um especialista para avaliação adequada.

Conclusão

A CID relacionada à tendinopatia do ombro, como o M75.1 - Tendinite do músculo supraespinhal, é uma condição que pode comprometer significativamente a qualidade de vida se não for tratada a tempo. A compreensão de suas causas, sintomas e tratamentos é fundamental para prevenir complicações e promover a recuperação eficiente.

A combinação de ações preventivas, diagnóstico precoce e tratamento adequado, aliado a uma rotina de exercícios e cuidados posturais, permite que muitas pessoas retornem às suas atividades com menos dor e mais movimento.

Se você está enfrentando dores ou limitações no ombro, não hesite em buscar ajuda especializada. Uma avaliação adequada pode fazer toda a diferença no seu bem-estar.

Referências

  • Ministério da Saúde. CID - Classificação Internacional de Doenças. https://portalsaude.saude.gov.br/
  • Associação Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (ABOT). Guia de Diagnóstico e Tratamento do Ombro.
  • Resnik, C. S., & Yamaguchi, K. (2014). Shoulder Tendinopathy. Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy.
  • Silva, J. et al. (2020). Como prevenir e tratar tendinopatias do ombro. Revista Brasileira de Medicina do Esporte.