CID Tendinopatia Glútea: Diagnóstico e Tratamento Eficaz
A tendinopatia glútea é uma condição que tem ganhado atenção crescente na área da medicina esportiva e ortopedia, principalmente devido à sua prevalência em pessoas ativas e na população idosa. Trata-se de uma alteração nos tendões dos glúteos, responsáveis por sustentar e movimentar a região pélvica, causando dor, desconforto e limitação de movimentos. Compreender o CID (Código Internacional de Doenças) relacionado e as estratégias de diagnóstico e tratamento é fundamental para uma abordagem eficaz e que melhore a qualidade de vida do paciente. Neste artigo, abordaremos detalhadamente o tema "CID Tendinopatia Glútea", explorando seus aspectos clínicos, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e, ainda, respondendo às dúvidas mais frequentes.
O que é CID Tendinopatia Glútea?
O CID, ou Código Internacional de Doenças, é um padrão utilizado pelo sistema de saúde mundial para classificar e codificar doenças e condições de saúde. No caso da tendinopatia glútea, o CID mais utilizado é o M75.4 – Tendinite do músculo glúteo, embora a classificação possa variar dependendo do aspecto específico da patologia.

A tendinopatia glútea consiste em uma disfunção dos tendões do glúteo médio, glúteo máximo e glúteo mínimo, frequentemente associada à sobrecarga, envelhecimento ou traumatismo. Essa condição é responsável por causar dor na região lateral do quadril, muitas vezes confundida com bursite trocantérica.
Diagnóstico da Tendinopatia Glútea
Avaliação clínica
A primeira etapa do diagnóstico envolve uma anamnese detalhada, onde o médico pergunta sobre os sintomas, atividades que agravaram ou aliviaram a dor, além de histórico clínico do paciente. A dor geralmente se apresenta na região lateral do quadril, podendo irradiar para a coxa ou até para o joelho.
Sinais comuns na avaliação:- Dor ao subir escadas ou ficar de pé por longos períodos- Sensibilidade na região trocantérica- Dor ao presionar o ponto lateral do quadril
Exames complementares
Para confirmar o diagnóstico, são utilizados exames de imagem:
| Exame | Descrição | Vantagens | Limitações |
|---|---|---|---|
| Ultrassonografia | Avalia tendões, bursas e presença de rupturas ou inflamações | Ribeiro rápido, acessível e dinâmico | Pode ter limitações na avaliação de áreas profundidade |
| Ressonância Magnética (RM) | Detalha a estrutura tendinosa e tecidos adjacentes | Diagnóstico preciso, identifica rupturas ou inflamações | Mais caro e menos disponível |
Diagnóstico diferencial
A principal confusão é com a bursite trocantérica, que muitas vezes apresenta sintomas similares. A diferenciação é feita por exames de imagem e avaliação clínica cuidadosa.
Tratamento da Tendinopatia Glútea
Abordagem conservadora
Na maioria dos casos, o tratamento conservador é suficiente para a resolução dos sintomas. As principais estratégias incluem:
- Repouso relativo: Evitar atividades que agravem a dor.
- Fisioterapia: Fortalecimento dos músculos estabilizadores do quadril, alongamentos e técnicas de liberação miofascial.
- Medicação: Uso de anti-inflamatórios e analgésicos para controle da dor.
- Técnicas de infiltração: Aplicação de corticosteroides na bursa ou ao redor dos tendões, quando indicado.
Tratamento cirúrgico
Quando o tratamento conservador não apresenta melhora após 6 meses ou há rupturas tendinosas significativas, é considerado o procedimento cirúrgico. As opções incluem:
- Tenodese: Fixação do tendão no osso.
- Reparação tendinosa: Sutura e reconstrução do tendão lesado.
- Procedimentos artroscópicos: Menos invasivos, com recuperação mais rápida.
Fatores que influenciam na recuperação
Diversos fatores podem afetar o sucesso do tratamento, como idade, nível de atividade física, grau de lesão e adesão às recomendações médicas.
Tabela: Fatores que influenciam na recuperação da tendinopatia glútea
| Fator | Influência | Ação recomendada |
|---|---|---|
| Idade | Pode reduzir a capacidade de regeneração | Programa de fisioterapia adaptado |
| Grau da lesão | Lesões mais extensas exigem abordagem mais complexa | Avaliação detalhada por especialista |
| Nível de atividade | Atividades de alto impacto podem piorar o quadro | Modificação do estilo de vida e atividades físicas |
| Adesão ao tratamento | Essencial para a recuperação | Orientação adequada e acompanhamento contínuo |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Qual é a principal causa da tendinopatia glútea?
A principal causa é a sobrecarga dos tendões glúteos, muitas vezes relacionada a movimentos repetitivos, desequilíbrios musculares, envelhecimento, obesidade ou traumatismos na região.
2. Quanto tempo leva para recuperar da tendinopatia glútea?
O tempo de recuperação varia conforme a gravidade da lesão, adesão ao tratamento e fatores individuais. Em geral, tratamentos conservadores podem levar de 4 a 12 semanas para melhorar os sintomas, enquanto procedimentos cirúrgicos podem demandar um período de recuperação mais prolongado.
3. É possível prevenir a tendinopatia glútea?
Sim. Manter uma rotina de exercícios de fortalecimento muscular, alongamentos, evitar sobrecarga excessiva e cuidar da postura são estratégias eficazes para prevenir o surgimento da condição.
4. Quando procurar um especialista?
Procure um ortopedista ou fisioterapeuta se apresentar dor persistente na região lateral do quadril, especialmente se ela piorar com atividades físicas ou impactar suas atividades diárias.
Conclusão
A tendinopatia glútea, representada pelo CID M75.4, é uma condição comum que impacta significativamente a qualidade de vida de quem sofre com dores no quadril e região lateral. Com diagnóstico precoce, avaliações por imagem precisas e uma abordagem terapêutica adequada — que inclui fisioterapia, medicações e, em casos mais graves, cirurgia — é possível alcançar excelentes resultados e retorno às atividades normais. O conhecimento atualizado e a prevenção são essenciais para evitar que o quadro se torne crônico ou limitante.
Como disse o cirurgião ortopédico Dr. José Eduardo de Andrade, "A combinação de diagnóstico preciso e uma abordagem multidisciplinar é a chave para o sucesso no tratamento das tendinopatias."
Referências
- Brasil. Ministério da Saúde. CID-10. Organização Mundial da Saúde, 2019.
- Bisset L, et al. "Management of gluteal tendinopathy." BMJ Open Sport & Exercise Medicine, 2020.
- Cook JL, et al. "Tendon pathology and tendinopathy." Best Practice & Research Clinical Rheumatology, 2014.
- Saúde.gov.br – Guia de Musculoesqueléticos.
Este conteúdo visa fornecer informações completas e atualizadas sobre a "CID Tendinopatia Glútea", promovendo um entendimento aprofundado para profissionais e pacientes interessados na condição.
MDBF