CID Tendinopatia do Supraespinhal: Diagnóstico, Tratamento e Prevenção
A tendinopatia do supraespinhal é uma condição comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, especialmente aqueles que realizam movimentos repetitivos ou que possuem sobrecarga nos ombros. Conhecida por causar dor e limitação de movimentos, essa condição pode impactar significativamente a qualidade de vida do paciente se não for diagnosticada e tratada corretamente. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que é a CID relacionada à tendinopatia do supraespinhal, seus fatores de risco, diagnóstico, opções de tratamento e estratégias de prevenção.
Introdução
O ombro é uma das articulações mais complexas e móveis do corpo humano, possibilitando uma amplitude de movimento que vai desde tarefas cotidianas até atividades esportivas de alta performance. No entanto, sua complexidade também aumenta a vulnerabilidade a lesões, especialmente na formação de tendinopatias. A tendinopatia do supraespinhal, muitas vezes relacionada à CID M75.1 (Tendinopatias do manguito rotador), é uma condição que merece atenção, pois pode evoluir para impactos mais sérios, como roturas tendinosas.

Segundo estudos recentes, a prevalência da tendinopatia do supraespinhal cresce com a idade e com o aumento da sobrecarga nos ombros, afetando sobretudo adultos jovens e idosos ativos. A sua abordagem multidisciplinar, com diagnóstico preciso e tratamento adequado, é fundamental para evitar complicações e promover a recuperação funcional do paciente.
O que é a Tendinopatia do Supraespinhal?
Definição
A tendinopatia do supraespinhal refere-se a uma condição inflamatória ou degenerativa do tendão do músculo supraespinhal, um dos quatro músculos que compõem o manguito rotador do ombro. Essa condição resulta em dor, fraqueza e dificuldade em movimentos elevados do braço.
Anatomia do Supraespinhal
O supraespinhal é um músculo localizado na fáscia superior da escápula, responsável principalmente pela abdução do braço (elevação do braço lateralmente). Esse músculo passa pelo espaço subacromial, sendo comum sua sobrecarga devido ao atrito com o acrômio, especialmente em movimentos repetitivos.
CID relacionada
De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), a tendinopatia do supraespinhal é categorizada sob o código M75.1 - Tendinopatias do manguito rotador. Esta classificação abrange diversas doenças relacionadas aos tendões do ombro, incluindo a tendinopatia do supraespinhal.
Causas da Tendinopatia do Supraespinhal
Fatores de risco
| Fator de Risco | Descrição |
|---|---|
| Atividades repetitivas | Movimentos contínuos de elevação ou rotação do braço, comuns em determinados esportes e profissões. |
| Idade avançada | Degeneração natural do tendão com o envelhecimento. |
| Alterações anatômicas | Injúrias estruturais, como acromion de formato prognata ou incurvado. |
| Desequilíbrio muscular | Fraqueza ou desequilíbrio entre os músculos do manguito rotador. |
| Má postura | Postura inadequada que aumenta a carga sobre os ombros. |
| Treinamento inadequado | Aumento de carga sem o devido preparo ou alongamento. |
Fatores externos
Além dos fatores internos, fatores externos como uso excessivo de computadores, trabalhos manuais ou esportes de contato também contribuem para o desenvolvimento da tendinopatia.
Sintomas mais comuns
- Dor localizada na região lateral do ombro, que pode irradiar para o braço ou pescoço.
- Dor que piora durante atividades que elevam o braço acima da cabeça.
- Sensação de fraqueza na elevação ou rotação do ombro.
- Dificuldade em realizar movimentos cotidianos, como escovar os cabelos ou vestir uma blusa.
- Dor noturna que interfere no sono.
Diagnóstico da Tendinopatia do Supraespinhal
Avaliação clínica
O diagnóstico inicia-se com entrevista detalhada e exame físico realizado por um profissional de saúde, que pode realizar testes específicos como:
- Teste de Hawkins-Kennedy
- Teste de Neer
- Teste de Jobe
- Teste de velocidade
Estes testes ajudam a identificar a presença de dor e fraqueza na região do manguito rotador.
Exames de imagem
Para confirmação e avaliação da gravidade, podem ser solicitados exames de imagem, tais como:
| Exame | Descrição | Vantagens |
|---|---|---|
| Ultrassonografia | Avaliação dinâmica do tendão em movimento | Econômico, fácil acesso, pode detectar alterações degenerativas e inflamatórias. |
| Ressonância magnética | Imagem detalhada das estruturas do ombro | Ideal para identificar rupturas, degeneração avançada e outras patologias. |
Segundo o ortopedista Dr. João Silva, "o diagnóstico preciso é fundamental para orientar o tratamento adequado e evitar que a tendinopatia evolua para uma rotura maior do tendão."
Tratamento da CID Tendinopatia do Supraespinhal
Abordagem conservadora
A maioria dos casos de tendinopatia do supraespinhal responde bem ao tratamento conservador. Inclui:
- Reabilitação física: exercícios específicos de fortalecimento e alongamento do manguito rotador.
- Repouso e modificação das atividades: evitar movimentos que agravem a dor.
- Medicamentos: Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para reduzir a inflamação e a dor.
- Terapias físicas: modalidades como laser, ultrassom, estímulo elétrico e terapia manual.
Intervenções invasivas
Quando a dor persiste ou há alterações estruturais, podem ser indicadas:
- Infiltrações de corticosteroides com orientação médica.
- Procedimentos minimamente invasivos, como a liberação do osso ou acromioplastia.
- Cirurgia (em casos avançados), na qual o tendão é reparado ou a área inflamada é removida.
Importante
Recomenda-se a busca por um fisioterapeuta especializado em reabilitação do ombro para um programa de exercícios personalizado, que promove recuperação funcional e prevenção de recidivas.
Mais informações sobre reabilitação do ombro podem ser encontradas aqui.
Prevenção da Tendinopatia do Supraespinhal
Dicas para evitar a condição
- Realizar alongamentos e exercícios de fortalecimento antes de atividades físicas.
- Manter postura adequada no trabalho e nas atividades diárias.
- Evitar movimentos repetitivos ou, se necessário, fazer pausas frequentes.
- Controlar o peso corporal para reduzir a sobrecarga nos ombros.
- Buscar orientação profissional ao iniciar atividades físicas intensas ou novos esportes.
Importância da avaliação precoce
Detectar sintomas precocemente e procurar tratamento adequado pode evitar a progressão para lesões mais graves.
Perguntas frequentes (FAQs)
1. Qual a diferença entre tendinopatia e ruptura do tendão do supraespinhal?
A tendinopatia refere-se à inflamação ou degeneração do tendão, enquanto a ruptura implica na rotura parcial ou total do tendão. A tendinopatia é uma condição inicial e pode evoluir para uma rotura se não tratada.
2. Quanto tempo leva para recuperar de uma tendinopatia do supraespinhal?
O tempo de recuperação varia com a gravidade, tratamento utilizado, e adesão às orientações médicas, podendo levar de algumas semanas a vários meses.
3. É possível prevenir a tendinopatia do ombro?
Sim, por meio de exercícios de fortalecimento, alongamento, melhor postura e evitar atividades repetitivas sem descanso adequado.
4. Quando procurar um médico?
Sempre que houver dor persistente, fraqueza ou limitação de movimento no ombro, é importante procurar um ortopedista para avaliação adequada.
Conclusão
A CID relacionada à tendinopatia do supraespinhal, classificada principalmente como M75.1 na CID-10, é uma condição que pode ser manejada com sucesso quando diagnosticada precocemente. É crucial compreender os fatores de risco, sintomas e opções de tratamento para garantir uma recuperação efetiva e prevenir complicações. A abordagem integrada entre médico, fisioterapeuta e o próprio paciente faz toda a diferença na evolução do quadro.
Investir na prevenção por meio de postura adequada, fortalecimento muscular e cuidados ao realizar atividades físicas é a melhor estratégia para evitar essa condição que, embora comum, pode impactar significativamente a qualidade de vida.
Referências
- Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Organização Mundial da Saúde. 2016.
- Reabilitação do ombro: técnicas e exercícios. Sociedade Brasileira de Fisioterapia.
- Milani, L., et al. (2020). "Tratamento conservador da tendinopatia do manguito rotador", Revista Brasileira de Ortopedia.
- Ministério da Saúde. Protocolos de tratamento para patologias do ombro. Disponível em: https://saude.gov.br.
Nota: Este artigo tem fins informativos e não substitui uma avaliação médica especializada.
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