MDBF Logo MDBF

CID Sonda Vesical de Demora: Orientações e Cuidados Essenciais

Artigos

A utilização de uma sonda vesical de demora é uma prática comum em pacientes que necessitam de monitoramento contínuo da diurese ou que apresentam condições clínicas que impedem a micção normal. Apesar de sua importância, o procedimento pode gerar dúvidas e preocupações, tanto para os profissionais de saúde quanto para os pacientes e seus familiares. Este artigo visa esclarecer o conceito de CID sonda vesical de demora, fornecer orientações e cuidados essenciais, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o tema.

Introdução

A sonda vesical de demora, também conhecida como sonda de Foley, é um dispositivo médico utilizado para drenar a bexiga de forma contínua ou intermitente. Seu uso pode ser indicado em diversas condições, como pós-operatório, distúrbios neurológicos, obstruções do trato urinário, entre outros. No entanto, o manejo inadequado ou ausência de cuidados pode acarretar complicações, como infecção do trato urinário, obstruções ou lesões na uretra.

cid-sonda-vesical-de-demora

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a infecção do trato urinário relacionada à indwelling urinary catheter é uma das complicações mais comuns em ambientes hospitalares, podendo representar até 40% das infecções hospitalares em alguns locais.

Portanto, compreender as orientações necessárias para o uso da sonda vesical de demora é fundamental para garantir a segurança e o bem-estar do paciente.

O que é CID Sonda Vesical de Demora?

Significado de CID

CID significa Classificação Internacional de Doenças, um sistema desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que padroniza a classificação das doenças e condições clínicas em todo o mundo.

CID Relacionado à Sonda Vesical de Demora

Embora o termo "CID" seja uma classificação de patologias, nesta contextuação, geralmente associamos o uso de sonda vesical de demora a condições clínicas específicas, cujo código CID indica a doença que justifica a necessidade do procedimento.

Por exemplo:- N40 – Hiperplasia prostática, que pode levar à retenção urinária- N39.0 – Infeção do trato urinário, que pode exigir a utilização de sonda- G32.0 – Esclerose lateral amiotrófica, em casos de retenção urinária por condição neurológica

Indicações para o uso de Sonda Vesical de Demora

  • Pós-operatório de cirurgias na região pélvica ou abdominal
  • Retenção urinária aguda ou crônica
  • Obstruções do trato urinário
  • Pacientes com doenças neurológicas (por exemplo, lesões na medula espinhal)
  • Insuficiência renal aguda ou crônica que necessita de monitoramento de diurese
  • Imobilidade prolongada

Cuidados e Orientações no Uso da Sonda Vesical de Demora

Manutenção Higiênica e Prevenção de Infecções

A higiene adequada é fundamental para evitar infecções associadas ao uso de sonda. Deve-se realizar a limpeza da região ao redor da cânula com produtos específicos, sempre seguindo protocolos institucionais.

Troca, Limpeza e Fixação da Sonda

  • A troca da sonda deve respeitar o tempo indicado pelo fabricante ou pelo profissional de saúde, geralmente a cada 15 a 30 dias.
  • A limpeza do cateter deve ser realizada com solução de limpeza estéril ou água morna, evitando o uso de substâncias irritantes.
  • A fixação da sonda na pele deve ser firme, mas sem causar desconforto, para evitar deslocamentos ou traumas.

Cuidados com o Sistema de Drenagem

Cuidados EssenciaisDescrição
Verificar a ColocaçãoAssegurar que a cânula está fixa e que o fluxo de urina está livre.
Observar Cor e OdorUrina clara, sem odor forte ou sinais de purulência indicam normalidade.
Manter o Sistema FechadoEvitar que o sistema seja aberto para prevenir infecções.
Aproveitamento do SistemaConferir se a bolsa de captação está limpa e posicionada abaixo da bexiga.

Orientações ao Paciente e Familiares

  • Manter a higiene da área ao redor da cânula diariamente.
  • Evitar puxar ou deslocar o cateter.
  • Comunicar ao profissional de saúde qualquer dor, desconforto ou sinais de infecção.
  • Não esquecer de realizar as trocas e limpezas conforme orientação médica ou de enfermagem.

Cuidados com a Mobilidade do Paciente

Prover conforto e evitar traumas ao movimentar o paciente ajuda na redução de complicações. É importante que o sistema de drenagem esteja bem fixado e posicionado corretamente.

Complicações e Como Preveni-las

Embora o uso da sonda seja necessário em diversas situações clínicas, algumas complicações podem aparecer:

1. Infecção do Trato Urinário (ITU)

  • Mais comum em pacientes com sonda de duração prolongada.
  • Prevenção: higiene adequada, troca periódica da sonda, uso de técnicas assépticas.

2. Obstrução da Sonda

  • Pode ocorrer por sedimentos, coágulos ou obstruções mecânicas.
  • Prevenção: hidratação adequada, troca regular da sonda.

3. Lesões na Uretra ou Bexiga

  • Resultado de manipulação incorreta ou queda do sistema.
  • Prevenção: técnica estéril e fixação adequada.

4. Traumatismos e Deslocamentos

  • Evitar puxões ou tração na cânula, além de verificar diariamente a fixação.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Quanto tempo posso deixar uma sonda vesical de demora inserida?

O tempo de permanência varia conforme a condição clínica do paciente, mas geralmente a troca ocorre a cada 15 a 30 dias, sempre sob recomendação médica ou de enfermagem.

2. Quais sinais indicam uma possível infecção do trato urinário?

Dor ou queimação ao urinar, febre, urina com odor forte, sangue na urina ou aumento do volume de urina são sinais comuns de infecção.

3. É possível remover a sonda sozinho?

A remoção deve ser realizada exclusivamente por profissional de saúde treinado, para evitar complicações. Caso seja necessário, siga orientações médicas específicas.

4. Como prevenir complicações?

Manutenção da higiene adequada, troca periódica da sonda, fixação correta e acompanhamento regular com a equipe de saúde.

Conclusão

O uso da sonda vesical de demora é uma estratégia imprescindível para o manejo de diversas condições clínicas, mas requer cuidados específicos para garantir seu sucesso e prevenir complicações. A adoção de práticas de higiene corretas, higiene adequada, monitoramento constante e troca em tempo adequado contribuem para a segurança do paciente. Lembre-se sempre de buscar orientação de profissionais qualificados e manter um diálogo aberto quanto às dúvidas e preocupações relacionadas ao procedimento.

Como disse Florence Nightingale, uma das pioneiras na enfermagem moderna: “A enfermagem é uma arte que requer não só conhecimento técnico, mas também compaixão e atenção ao ser humano”.

Para informações adicionais sobre cuidados com cateteres e prevenção de infecções, acesse os sites Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Ensino em Urologia.

Referências

  • Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças - CID-10.
  • Ministério da Saúde. Conduta na uso do cateter urinário. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-z/c/conduta-na-uso-do-cateter-urinario
  • Sociedade Brasileira de Ensino em Urologia. Guia de cuidados com cateteres urinários. Disponível em: https://www.sbu.org.br
  • Silva, M. J., & Pinto, L. R. (2020). Cuidados com o paciente portador de sonda vesical. Revista Enfermagem em Foco, 11(4), 56-62.

Este artigo foi elaborado para fornecer informações relevantes e atualizadas, sempre priorizando a segurança e o bem-estar dos pacientes.