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CID Sofrimento Fetal: Entenda Causas e Prevenções Importantes

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O sofrimento fetal é uma condição que preocupa gestantes, profissionais de saúde e familiares, pois pode afetar significativamente a saúde do bebê e, em alguns casos, levar a complicações graves. Compreender as causas, sinais, procedimentos de diagnóstico e formas de prevenção é fundamental para garantir o bem-estar do recém-nascido. Este artigo aborda de maneira detalhada o CID relacionado ao sofrimento fetal, oferecendo informações valiosas para quem busca compreender melhor esse tema crucial na obstetrícia.

O que é o Sofrimento Fetal?

O sofrimento fetal ocorre quando há uma diminuição do bem-estar do bebê durante a gestação, parto ou na fase final da gravidez, devido à redução do fluxo sanguíneo ou de oxigênio para o feto. Essa condição pode ser transitória ou persistente e muitas vezes é identificada por meio do monitoramento contínuo da frequência cardíaca fetal e de outros sinais clínicos.

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Segundo o Ministério da Saúde, o sofrimento fetal é uma condição que demanda avaliação e intervenção rápidas para prevenir sequelas neurológicas ou óbito do bebê.

Causas do Sofrimento Fetal

As causas do sofrimento fetal podem ser diversas e muitas vezes estão relacionadas a fatores maternos, placentários, fetais ou ambientais. A seguir, detalhamos as principais causas:

Fatores Maternos

  • Hipertensão arterial gestacional
  • Diabetes mellitus gestacional
  • Infecções maternas (como toxoplasmose, citomegalovírus)
  • Anemia severa
  • Uso de drogas ilícitas ou álcool
  • Tabagismo
  • Consumo de medicamentos que afetam a circulação placentária

Fatores Placentários

  • Descolamento prematuro da placenta
  • Placenta prévia
  • Insuficiência placentária
  • Presença de velamento do cordão umbilical

Fatores Fetais

  • Anomalias congênitas
  • Infecções fetais
  • Restrição de crescimento intrauterino (RCIU)
  • Anemia fetal (por exemplo, decorrente de incompatibilidade sanguínea)

Fatores Ambientais e Externos

  • Exposição a agentes tóxicos
  • Radiações
  • Estresse materno excessivo
Fatores de Risco para Sofrimento FetalExemplos
MaternosHipertensão, diabetes, infecções
PlacentáriosDescolamento, insuficiência
FetaisAnomalias, RCIU
AmbientaisToxinas, radiação, estresse

Como é Diagnosticado o Sofrimento Fetal?

O diagnóstico do sofrimento fetal é baseado na combinação de sinais clínicos, exames laboratoriais e exames de imagem. Os principais métodos incluem:

Monitoramento da Freqüência Cardíaca Fetal

  • Fetal Doppler: avalia a variabilidade, desacelerações e acelerações na frequência cardíaca do bebê.
  • Cardiotocografia (CTG): exame que registra a frequência cardíaca fetal e as contrações uterinas simultaneamente.

Ultrassonografia Obstétrica

Permite avaliar o crescimento fetal, fluxo sanguíneo através do Doppler, quantidade de líquido amniótico e identificar alterações anatômicas ou de posicionamento do cordão umbilical.

Testes Adicionais

  • Bioquímica do líquido amniótico
  • Testes de bem-estar fetal: como o teste de estresse com oxitocina ou o perfil biofísico fetal.

Interpretação do CID Relacionado ao Sofrimento Fetal

A Classificação Internacional de Doenças (CID) possui códigos específicos para documentar e registrar casos de sofrimento fetal. O código principal geralmente utilizado é:

Código CIDDescrição
O36.3Sofrimento fetal devido à insuficiência placentária
O36.8Outras complicações relacionadas à gravidez
O36.9Complicação da gravidez não especificada

A diligência na documentação correta é fundamental para registros clínicos, estatísticas e aprimoramento de estratégias de prevenção e intervenção.

Prevenção do Sofrimento Fetal

A prevenção do sofrimento fetal passa por cuidados pré-natais adequados, acompanhamento médico regular, e a adoção de hábitos saudáveis durante a gestação. Algumas ações importantes incluem:

Controle de Condições Maternas

  • Monitorar e administrar hipertensão, diabetes e infecções.
  • Evitar o uso de drogas ilícitas, álcool e tabaco.
  • Alimentação equilibrada e suplementação de vitaminas, como ácido fólico.

Cuidados Durante a Gestação

  • Realizar exames de rotina conforme orientação médica.
  • Detectar e tratar precocemente condições que possam comprometer a oxigenação fetal.
  • Evitar atividades de risco e exposição a agentes tóxicos.

Intervenções na Gravidez Pré-Natal

  • Uso de exames de monitoramento fetal, como o CTG.
  • Indicação de parto por via cesariana ou parto normal, dependendo do grau de risco.
  • Estimulação do parto em situações de risco aumentado.

Cuidados no Trabalho de Parto

  • Monitoramento contínuo do bem-estar fetal.
  • Decisões rápidas e seguras para procedimentos de emergência, como a cesariana, quando necessário.

Perguntas Frequentes

O que causa o sofrimento fetal durante o parto?

As principais causas incluem a redução do fluxo sanguíneo ou oxigenação devido a complicações como a compressão do cordão umbilical, descolamento de placenta, sofrimento por insuficiência placentária, entre outros.

Como posso saber se meu bebê está sofrendo durante o parto?

O monitoramento contínuo por meio de cardiotocografia pode identificar alterações na frequência cardíaca, desacelerações ou irregularidades que indicam sofrimento fetal. O médico avalia esses sinais e toma as providências necessárias.

O sofrimento fetal é sempre grave?

Nem sempre. Muitas vezes, o sofrimento fetal é transitório e resolvido com intervenções médicas. Porém, é importante acompanhar cuidadosamente, pois pode levar a consequências sérias se não tratado a tempo.

Quais são as principais formas de prevenir o sofrimento fetal?

Controle da saúde materna, acompanhamento pré-natal rigoroso, evitamento de fatores de risco e monitoramento contínuo durante o trabalho de parto.

Conclusão

O CID relacionado ao sofrimento fetal é um tema de extrema importância na obstetrícia, pois reforça o impacto de fatores diversos na saúde do bebê. Com o avanço das tecnologias de monitoramento e cuidados perinatais, é possível identificar riscos precocemente e agir rapidamente para proteger a vida e o bem-estar do recém-nascido.

A conscientização e o acompanhamento médico durante toda a gestação são essenciais para minimizar as chances de sofrimento fetal e suas possíveis consequências. A implementação de boas práticas de prevenção, diagnóstico precoce e intervenção adequada fazem toda a diferença na saúde materno-infantil.

Como bem disse o renomado obstetra Dr. José Bento Sampaio, “Prevenir é sempre melhor do que tratar, sobretudo quando se trata da vida de um bebê em formação.”

Referências

  1. Ministério da Saúde. Vigilância do sofrimento fetal: recomendações e protocolos. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br

  2. Sociedade Brasileira de Medicina fetal. Guia de avaliação do bem-estar fetal. Acesso em: 2023.
    https://www.sbmf.org.br

  3. World Health Organization. Fetal Monitoring Guidelines. Disponível em: https://www.who.int

  4. Silva, A. P. et al. Sofrimento fetal e suas implicações na neonatologia. Revista Brasileira de Obstetrícia e Ginecologia, 2019.

Este conteúdo é destinado a fins informativos e não substitui a orientação de um profissional de saúde qualificado.