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CID Síndrome Mão-Pé-Beira: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

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A Síndrome Mão-Pé-Beira, também conhecida pelo nome científico Doença de mão-pé-boca, é uma condição viral que acomete principalmente crianças, mas também pode afetar adultos. Conhecida por seus sintomas característicos e pelo impacto na qualidade de vida, ela é uma preocupação comum para pais, responsáveis e profissionais da saúde.

Neste artigo, exploraremos detalhadamente o que é a CID que corresponde à síndrome, seus sintomas, formas de diagnóstico, opções de tratamento, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o tema.

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Introdução

A síndrome mão-pé-boca resulta de infecções causadas por diversos vírus do grupo enterovírus, sendo o mais comum o coxsackievírus A16. Ela caracteriza-se por uma rápida propagação, potencialmente causando epidemias em ambientes escolares, creches e comunidades fechadas. Compreender seus sintomas, formas de diagnóstico e tratamento é fundamental para a contenção de seu avanço e para o cuidado adequado dos pacientes.

Segundo o Instituto Nacional de Saúde dos EUA, “a identificação precoce e a gestão adequada dos casos de mão-pé-boca podem minimizar complicações e reduzir a disseminação entre a comunidade”. Este cuidado é especialmente relevante em tempos de surtos de vírus, incluindo o coronavírus, que podem elevar os riscos de complicações.

O que é a CID que corresponde à Síndrome Mão-Pé-Beira?

A Classificação Internacional de Doenças (CID) atribui códigos específicos para doenças e condições de saúde, facilitando o registro e o tratamento padronizado. Para a síndrome mão-pé-boca, o código CID-10 mais utilizado é o B08.4Infecção pelo vírus Coxsackie do grupo A e outros enterovírus.

CID-10 da Síndrome Mão-Pé-Beira

Código CIDDescriçãoCategoria
B08.4Infecção pelo vírus Coxsackie e outros enterovírusDoenças virais infecciosas e condições relacionadas

Importância do Código CID

Esse código auxilia na documentação clínica, na elaboração de estatísticas epidemiológicas e na definição de estratégias de saúde pública. Além disso, melhora a comunicação entre profissionais de saúde ao fornecer uma nomenclatura padronizada.

Sintomas da Síndrome Mão-Pé-Beira

Os sinais e sintomas da síndrome podem variar de leve a moderado, dependendo da faixa etária, estado imunológico e vírus específico que provocou a infecção.

Sintomas iniciais

  • Febre baixa a moderada
  • Mal-estar geral
  • Dor de garganta
  • Perda de apetite
  • Náuseas ou vômitos (mais comuns em crianças pequenas)

Sintomas específicos

  • Lesões na boca: pequenas úlceras ou máculas (manchas vermelhas) em língua, gengivas, interior das bochechas e lábios
  • Lesões na pele: pápulas ou vesículas (bolhas) nas mãos, pés, nádegas e coxas
  • Irritabilidade (principalmente em crianças pequenas)
  • Dores musculares e calafrios

Tabela de Sintomas

SintomaPode estar presenteDescrição
FebreSimGeralmente moderada, dura cerca de 2 a 3 dias
Lesões na bocaSimÚlceras dolorosas em mucosas bucais
Lesões nas mãos e pésSimVesículas que evoluem para crostas
Mal-estar geralSimSensação de fraqueza e fadiga
Perda de apetiteSimPode ocorrer devido às lesões na boca
IrritabilidadePrincipalmente criançasReação comum devido às dores e desconforto

Diagnóstico da Síndrome Mão-Pé-Beira

O diagnóstico da síndrome mão-pé-boca é majoritariamente clínico, baseado na avaliação dos sintomas e sinais apresentados pelo paciente.

Como é feito o diagnóstico

  • Anamnese detalhada: investigação dos sintomas, contato recente com outros casos e evolução clínica
  • Exame físico: inspeção das lesões na boca e pele
  • Exames laboratoriais: podem incluir testes de PCR (reação em cadeia da polimerase), cultivo viral, ou sorologia para detecção do vírus causador

Quando buscar ajuda médica

Procure atendimento ao notar sinais de febre persistente, lesões na boca que dificultam a alimentação ou sinais de complicação, como desidratação.

Tratamento para a Síndrome Mão-Pé-Beira

Até o momento, não há um tratamento antiviral específico para a síndrome mão-pé-boca. O manejo é principalmente sintomático, visando aliviar os desconfortos do paciente e prevenir complicações.

Medidas gerais de tratamento

  • Repouso: fundamental para recuperação
  • Hidratação adequada: ingestão de líquidos para evitar desidratação, especialmente em crianças
  • Analgésicos e antitérmicos: como paracetamol ou ibuprofeno, para controlar febre e dores
  • Alimentação leve: alimentos macios, líquidos ou gelatinas, evitando alimentos ácidos ou condimentados que agravem as lesões bucais
  • Higiene adequada: lavar as mãos frequentemente para evitar a disseminação do vírus

Cuidados extras

  • Manter as áreas com lesões limpas e secas
  • Isolar o paciente até a febre desaparecer para evitar contágio
  • Monitorar sinais de complicações, como febre alta persistente ou sinais de desidratação

Quando procurar um médico

Se os sintomas persistirem por mais de uma semana, surgirem sinais de desidratação ou complicações, como dificuldade de respirar ou convulsões, buscar atendimento imediato.

Prevenção da Síndrome Mão-Pé-Beira

A prevenção é fundamental para evitar a propagação da doença, considerando seu alto potencial de transmissão.

Medidas preventivas

  • Higiene das mãos: lavar as mãos com água e sabão frequentemente
  • Desinfecção de superfícies: limpar brinquedos, utensílios e ambientes
  • Evitar contato com pessoas infectadas: especialmente durante surtos
  • Cuidados na alimentação: evitar alimentos contaminados ou mal conservados
  • Educação: conscientizar crianças e responsáveis sobre práticas de higiene

Vacinas disponíveis

Até o momento, não há vacina específica contra o vírus causador da síndrome mão-pé-boca, sendo importante reforçar as ações de higiene e isolamento social durante epidemias.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A síndrome mão-pé-boca é contagiosa?

Sim. Ela se transmite principalmente por contato direto com secreções das vias respiratórias, fezes ou lesões de pessoas infectadas. Pode também espalhar-se por superfícies contaminadas.

2. Qual a duração da doença?

Os sintomas geralmente duram de 7 a 10 dias, sendo que os vírus podem permanecer no organismo por algumas semanas.

3. Crianças podem se recuperar sozinhas?

Na maioria dos casos, sim. O tratamento sintomático costuma ser suficiente para a recuperação completa. Contudo, atenção ao aparecimento de complicações.

4. Pode afetar adultos?

Sim, embora seja mais comum em crianças, adultos imunocomprometidos ou que tiveram contato recente podem apresentar sintomas similares.

5. Como evitar o contágio em creches e escolas?

Implementando medidas de higiene, evitando o compartilhamento de objetos pessoais, e mantendo ambientes limpos.

Conclusão

A síndrome mão-pé-boca, representada pelo código CID-10 B08.4, é uma condição viral comum em crianças que, embora geralmente benigna, pode causar desconfortos significativos e risco de complicações. Conhecer seus sintomas, formas de diagnóstico e estratégias de prevenção e tratamento é essencial para uma intervenção eficaz. A higiene adequada, o isolamento em casos ativos e o acompanhamento médico contribuem para a redução da disseminação e para o bem-estar dos pacientes.

Ao profissionais da saúde e responsáveis por crianças, recomenda-se manter-se informado e atento a sinais de doença, garantindo um ambiente mais seguro e saudável.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica. 2019. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br
  2. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Hand, Foot, and Mouth Disease. 2022. Disponível em: https://www.cdc.gov/Hand-Foot-Mouth/index.html
  3. World Health Organization. Enteroviruses. 2020. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/enteroviruses

“A prevenção é a melhor estratégia para evitar doenças infecciosas, especialmente aquelas de rápida propagação, como a síndrome mão-pé-boca.”