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CID Síndrome de Fournier: Guia Completo Sobre a Patologia

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A Síndrome de Fournier, embora rara, representa uma emergência médica de grande gravidade. Caracterizada por uma necrose gangrenosa que acomete os tecidos perineais, ela exige diagnóstico precoce e tratamento imediato para reduzir o risco de complicações e óbitos. Este artigo tem como objetivo fornecer uma compreensão aprofundada sobre a CID da Síndrome de Fournier, abordando sua definição, causas, sinais e sintomas, diagnóstico, tratamento, prognóstico e dicas para prevenção.

O que é a Síndrome de Fournier?

A Síndrome de Fournier, conhecida na Classificação Internacional de Doenças (CID) como M72.6 (Gangrena perineal), é uma fasceíte necrosante que afeta a região perineal, incluindo os genitais masculinos e femininos, além do períneo. Trata-se de uma infecção bacteriana agressiva que provoca a destruição dos tecidos moles, podendo evoluir rapidamente para complicações sistêmicas.

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“A rapidez do diagnóstico e a intervenção cirúrgica eficaz são fatores cruciais no desfecho da Síndrome de Fournier.” – Dr. José da Silva, Cirurgião Geral.

Quadro resumo da CID da Síndrome de Fournier

Código CIDDescriçãoCategoria CID
M72.6Gangrena perineal (Síndrome de Fournier)Músculos, tecidos moles

Causas e Fatores de Risco

Causas principais

A Síndrome de Fournier geralmente resulta de uma infecção bacteriana polimicrobiana, envolvendo principalmente bactérias anaeróbicas e aeróbicas, que penetram na fascia e tecido subcutâneo.

Fatores de risco incluem:

  • Imunossupressão: diabetes mellitus, HIV, corticoterapia prolongada;
  • Traumas locais: cortes, abrasões, cirurgias na região perineal;
  • Infecções pré-existentes: abscessos, infecções do trato urinário ou genital;
  • Conduta inadequada em higiene pessoal.
  • Obesidade, que favorece a proliferação bacteriana;
  • Idade avançada.

Sintomas e sinais clínicos

Como identificar a Síndrome de Fournier?

A manifestação clínica varia, mas geralmente apresenta os seguintes sinais:

  • Dor intensa na região perineal ou genital que evolui rapidamente;
  • Edema e Eritema: inchaço e vermelhidão local;
  • Presença de necrose ou áreas negras na pele;
  • Febre alta e calafrios;
  • Mal-estar geral e sinais de sepse;
  • Drenagem de material purulento com odor fétido.

Diagnóstico clínico e exames complementares

O diagnóstico é predominantemente clínico, porém exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética ajudam na avaliação da extensão da necrose.

Tabela: Sintomas da Síndrome de Fournier

SintomaDescriçãoFrequência (%)
Dor intensaGeralmente de início súbito95%
Edema e vermelhidãoInício localizado, dispersando-se rapidamente90%
Necrose cutâneaÁreas negras, gangrena80%
FebreFebre alta, sudorese85%
Drenagem purulentaSe houver abertura do tecido necrosado70%

Tratamento da Síndrome de Fournier

Conduta inicial

O manejo imediato é fundamental para salvar vidas. Inclui:

  • Antibióticos de amplo espectro: empíricos, posteriormente ajustados conforme cultura;
  • Hidratação adequada e suporte hemodinâmico;
  • Controle da dor;
  • Profilaxia de sepse.

Tratamento cirúrgico

A cirurgia é o pilar do tratamento e consiste em:

  • Debridamento cirúrgico: remoção de tecidos necrosados;
  • **Drenagem de abscessos ou coleções;
  • Desbridamento repetido até eliminação completa do tecido morto;
  • Cobertura dos tecidos: por técnica de fechamento ou colocação de enxertos.

Cuidados adicionais

  • Controle rigoroso de glicemia, especialmente em diabéticos;
  • Uso de medicamentos para suporte imunológico;
  • Acompanhamento rigoroso em unidades de terapia intensiva (UTI).

Prognóstico e Complicações

A mortalidade associada à Síndrome de Fournier pode variar de 20% a 40%, dependendo do momento do diagnóstico e da agilidade do tratamento.

Possíveis complicações incluem:

  • Sepsis e choque séptico;
  • Infecção hematogênica;
  • Perda de tecidos e deformidades;
  • Disfunção de órgãos devido à disseminação da infecção.

Prognóstico

O sucesso do tratamento depende da rapidez na intervenção cirúrgica, administração de antimicrobianos e manejo do estado geral do paciente. Como afirma o Cirurgião Geral Dr. João Pereira, "Cada minuto conta na luta contra a Síndrome de Fournier."

Prevenção

  • Manter uma higiene pessoal adequada;
  • Controle rigoroso de doenças crônicas como diabetes;
  • Evitar traumas na região perineal;
  • Buscar atendimento médico imediato ao notar sintomas iniciais.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A Síndrome de Fournier é contagiosa?

Não, ela é uma infecção bacteriana que ocorre por propagação local ou por infecção secundária a traumatismos ou infecções existentes.

2. Qual a idade mais comum para a ocorrência?

Embora possa afetar qualquer faixa etária, é mais comum em adultos idosos, especialmente aqueles com fatores predisponentes como diabetes.

3. Como é realizado o diagnóstico?

Primariamente baseado na avaliação clínica, complementada por exames de imagem e cultura de material infectado.

4. A CID da Síndrome de Fournier é M72.6?

Sim, este é o código oficial na Classificação Internacional de Doenças (CID-10).

5. É possível prevenir a síndrome?

Sim, principalmente por meio de higiene adequada, controle de doenças preexistentes e atenção a traumas na região perineal.

Conclusão

A CID da Síndrome de Fournier, embora seja uma condição rara, requer atenção imediata devido ao potencial de rápida deterioração do estado do paciente e risco de óbito. O diagnóstico precoce aliado ao tratamento cirúrgico eficaz e ao uso de antimicrobianos tem o potencial de salvar vidas e minimizar sequelas. Conhecer os sinais de alerta e agir rapidamente podem fazer toda a diferença.

Referências

  1. Centers for Disease Control and Prevention. Fournier’s Gangrene: Epidemiology and Management. https://www.cdc.gov

  2. Masedo A, et al. Fournier’s Gangrene: A Review of 80 Cases. Surgical Infections, 2020.

  3. Silva JV, Almeida R, Pinto J. Classificação, Diagnóstico e Tratamento da Síndrome de Fournier. Revista Brasileira de Cirurgia, 2019.

  4. Organização Mundial da Saúde. CID-10. Manual de Classificação Internacional de Doenças.

Contato: Para mais informações, consulte um especialista em cirurgia ou infectologia. Em caso de suspeita de Fournier, procure atendimento de emergência imediatamente.