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CID: Síndrome Coronariana Aguda - Diagnóstico e Tratamento Eficaz

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A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) representa uma das principais causas de morbidade e mortalidade mundial, sendo responsável por uma grande parcela de óbitos relacionados às doenças cardiovasculares. Compreender o CID que a identifica, suas manifestações, diagnóstico e tratamento é fundamental para profissionais de saúde e para a população em geral. Este artigo oferece uma análise aprofundada do CID relacionado à SCA, com foco em estratégias eficientes de diagnóstico e intervenção, buscando otimizar os cuidados médicos e melhorar os desfechos dos pacientes.

O que é a Síndrome Coronariana Aguda?

A Síndrome Coronariana Aguda é um termo que engloba um espectro de condições clínicas caracterizadas por uma diminuição súbita do fluxo sanguíneo ao coração, devido à formação de um trombo ou à ruptura de uma placa de aterosclerose nas artérias coronárias. Essa condição pode evoluir de forma silenciosa ou manifestar-se com dor torácica intensa, levando a complicações graves, incluindo infarto do miocárdio.

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Classificação da Síndrome Coronariana Aguda

A SCA é dividida em três principais categorias:

  • Infarto do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAM com supra).
  • Infarto do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAM sem supra).
  • Angina instável.

Cada uma dessas categorias possui características específicas, que influenciam no diagnóstico e no tratamento.

CID e sua Relação com a Síndrome Coronariana Aguda

O que é o CID?

O CID (Código Internacional de Doenças) é uma codificação padronizada utilizada para registrar doenças e condições de saúde, facilitando a coleta de dados epidemiológicos, registros clínicos, pesquisa e faturamento de serviços de saúde.

CID relacionado à SCA

A classificação da SCA no CID varia conforme a apresentação clínica:

Código CIDDescriçãoCategoria
I21Infarto agudo do miocárdioInfarto do miocárdio
I20.0Angina instávelAngina instável
I22Infarto do miocárdio recorrenteReinfarto

A seguir, uma explicação detalhada de cada código.

Diagnóstico da Síndrome Coronariana Aguda

O diagnóstico precoce da SCA é vital para evitar complicações fatais. A seguir, abordaremos os principais métodos utilizados.

Anamnese e Exame Clínico

A primeira etapa consiste na coleta detalhada da história clínica, com ênfase na dor torácica, que deve ser:

  • Repentina e intensa
  • De localização retroesternal
  • Que irradia para o braço esquerdo, pescoço ou mandíbula
  • Associada a sudorese, náusea ou dispneia

Exame físico pode revelar sinais como taquicardia, hipertensão ou alterações de ritmo.

Exames Complementares

Eletrocardiograma (ECG)

O ECG é essencial na avaliação inicial:

  • IAM com supra: presença de elevação do segmento ST ≥ 1mm em duas ou mais derivações contíguas.
  • IAM sem supra: alterações do segmento ST ou inversões de ondas T.

Marcadores de Necrose Miocárdica

Os principais marcadores incluem:

  • Troponina I e T
  • CK-MB

Elevação desses marcadores em sangue confirma o diagnóstico de infarto do miocárdio.

Outros Exames

  • Angiotomografia coronariana
  • Cineangiocoronariografia (angioTC)
  • Testes de esforço

Tabela de Critérios Diagnósticos

ExameCritérioResultado
ECGElevação do segmento STConfirmado para IAM com supra
Troponina I/TElevação acima do limite superior do valor de referênciaIndica lesão miocárdica aguda
Dor torácicaDor característica de angina ou infartoConfirmatório na história clínica

Tratamento da Síndrome Coronariana Aguda

O tratamento eficaz deve ser iniciado imediatamente para reduzir o dano miocárdico e preservar funções cardíacas.

Cuidados iniciais

  1. Repouso absoluto e administração de oxigênio quando necessário.
  2. Acesso venoso para medicamentos.
  3. Analgesia com opioides, preferencialmente morfina.
  4. Monitoramento contínuo do ritmo cardíaco.

Terapia medicamentosa

Antiagregantes plaquetários

  • AAS (ácido acetilsalicílico): administração imediata
  • Clopidogrel ou outros antiplaquetários

Anticoagulantes

  • Heparina de baixo peso molecular ou heparina não fracionada.

Vasodilatadores

  • Nitratos sublinguais ou intravenosos para aliviar a dor e melhorar a perfusão.

Beta-bloqueadores

  • Quando não há contraindicações, para diminuir a necessidade de oxigênio do coração.

Revascularização

  • Angioplastia primária: indicado em IAM com supra.
  • Cirurgia de revascularização: em casos complexos ou fail de intervenção percutânea.

Protocolos de Tratamento

Seguindo recomendações internacionais, o tratamento deve ser individualizado, considerando fatores como idade, comorbidades e extensão da doença.

Reabilitação e Monitoramento

Após a fase aguda, a reabilitação cardiovascular tem papel importante na recuperação e prevenção de novos eventos. Inclui:

  • Mudanças no estilo de vida
  • Controle rigoroso da pressão arterial, colesterol e diabetes
  • Uso de medicamentos de manutenção como betabloqueadores, IECA e estatinas

Prevenção e Educação do Paciente

Prevenir a SCA envolve controle de fatores de risco, tais como:

  • Hipertensão
  • Tabagismo
  • Dislipidemia
  • Sedentarismo
  • Obesidade
  • Diabetes

A educação do paciente sobre sintomas de emergência também é essencial para buscar cuidados precocemente.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Qual a diferença entre IAM com supra e IAM sem supra?

O IAM com supra apresenta elevação do segmento ST no ECG, indicando uma oclusão completa da artéria, enquanto o IAM sem supra apresenta alterações menos pronunciadas, permitindo uma zona de isquemia menor ou mais localizada.

2. Quanto tempo leva para realizar a angioplastia em caso de IAM?

Idealmente, a rotina é fazer a angioplastia em até 90 minutos a partir do primeiro contato com os serviços de emergência, em protocolos conhecidos como "door-to-balloon time".

3. Quais fatores aumentam o risco de SCA?

Fatores de risco incluem hipertensão, colesterol alto, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo, história familiar de Doença Arterial Coronariana.

4. Como prevenir uma nova crise após o episódio de SCA?

Seguir as orientações médicas, manter a medicação em dia, adotar hábitos saudáveis, evitar o tabagismo e controlar fatores de risco.

5. Quais os sinais de que a dor torácica pode ser uma SCA?

Dor súbita, intensa, que não melhora com repouso, associada a sudorese, náusea, falta de ar, sensação de morte iminente.

Conclusão

A Síndrome Coronariana Aguda representa uma emergência cardiovascular que requer diagnóstico rápido e tratamento eficaz para reduzir o risco de óbito e sequelas. O entendimento do CID relacionado, a implementação de protocolos diagnósticos precisos e a utilização de terapias modernas são essenciais para otimizar os resultados. A integração de educação em saúde, prevenção de fatores de risco e reabilitação reforça a luta contra as doenças cardiovasculares e melhora a qualidade de vida dos pacientes.

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo de atenção às doenças cardiovasculares. Brasília: Ministério da Saúde; 2020.
  2. Smith SC Jr., et al. AHA/ACC Guidelines for the Management of Patients with ST-Elevation Myocardial Infarction. Circulation. 2019.
  3. World Health Organization. Cardiovascular diseases (CVDs) Fact Sheet. 2021.
  4. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes Brasileiras de Infarto do Miocárdio. 2022.

Para mais informações sobre a prevenção de doenças cardíacas, acesse Sociedade Brasileira de Cardiologia, e para dicas de gestão de fatores de risco, visite Ministério da Saúde.