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CID Sífilis Congênita: Como Prevenir e Tratar

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A sífilis congênita é uma condição grave que afeta recém-nascidos, decorrente da transmissão vertical da bactéria Treponema pallidum da mãe para o bebê durante a gestação. Apesar de ser uma condição totalmente prevenível e tratável, ela ainda representa um problema de saúde pública em diversos países, incluindo o Brasil. Este artigo aborda de forma aprofundada o CID (Classificação Internacional de Doenças) relacionado à sífilis congênita, os métodos de prevenção, diagnóstico, tratamento e formas de garantir a saúde do recém-nascido e da mãe.

Introdução

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível que, se não tratada adequadamente, pode evoluir para formas graves, incluindo a transmissão ao bebê durante a gestação ou parto. No Brasil, os esforços de combate à doença têm aumentado, porém, a incidência ainda é preocupante. Segundo o Ministério da Saúde, a sífilis congênita é uma das principais causas evitáveis de mortalidade infantil.

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevenção da sífilis congênita é fundamental para reduzir o número de nascimentos com complicações neurológicas, de desenvolvimento e morte. Conhecer os métodos de prevenção, sinais de warning e opções de tratamento é essencial para profissionais de saúde, gestantes, e familiares.

O que é CID e seu relacionamento com a Sífilis Congênita?

O que é o CID?

A Classificação Internacional de Doenças (CID) é um sistema criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que padroniza a nomenclatura e a codificação de doenças e condições de saúde. Cada condição possui um código específico que facilita registros, estudos epidemiológicos e ações de saúde pública.

CID da Sífilis Congênita

A sífilis congênita é codificada pelo CID-10 sob o código A50.0 (Sífilis congênita com lesões sistematizadas).

Código CIDDescrição
A50.0Sífilis congênita com lesões sistematizadas
A50.9Sífilis congênita, não especificada

Importante: Os códigos do CID são editados periodicamente e podem sofrer atualizações. Em 2023, o CID-11 já está em implementação, refletindo avanços no entendimento dessas doenças.

Como prevenir a Sífilis Congênita?

Importância do pré-natal de qualidade

A prevenção da sífilis congênita inicia no acompanhamento pré-natal adequado. Gestantes devem realizar testes de triagem para sífilis logo no início da gestação e repetir os exames de acordo com a risco de exposição.

Testes laboratoriais essenciais

  • VDRL (Teste de VDRL): teste screening para detectar anticorpos contra Treponema pallidum.
  • Confirmatórios: FTA-ABS ou Treponema pallidum hemaglutinação (TPHA).

Tratamento da gestante infectada

Se a gestante apresentar diagnóstico de sífilis, a administração de penicilina é o tratamento de escolha. A ausência de alternativas eficazes e o potencial de risco ao bebê tornam esse tratamento imprescindível.

Protocolos de atenção pré-natal

EtapaAção
Primeira consultaTriagem de sífilis, HIV, hepatites e outros ISTs
Após diagnósticoInício imediato de tratamento com penicilina
Durante o acompanhamentoRepetir testes de VDRL ao longo da gestação
No momento do partoVerificar tratamento e condição da gestante

Para um acompanhamento mais eficaz, o Ministério da Saúde recomenda que toda gestante seja testada duas vezes: na primeira consulta e no terceiro trimestre.

Educação em saúde e sensibilização

Campanhas educativas e aconselhamento durante o pré-natal garantem maior adesão ao tratamento e à prevenção.

Saiba mais sobre as estratégias para controle da sífilis no Brasil aqui.

Diagnóstico da Sífilis Congênita

Sinais e sintomas em recém-nascidos

Os sintomas podem variar bastante. Algumas crianças apresentam sinais visíveis ao nascer, enquanto outras podem desenvolver manifestações mais tarde.

Sintomas possíveis

  • Eritema mucoso
  • Lesões cutâneas
  • Hepatomegalia
  • Anemia
  • Febre
  • Congestão nasal (rinosinite muco-purulenta)
  • Osteocondrite

Diagnóstico laboratorial

  • Teste de VDRL em sangue do recém-nascido e mãe, preferencialmente realizados após o nascimento, para confirmar infecção.
  • Exames complementares: radiografias ósseas, exames de sangue e avaliação clínica detalhada.

Tabela de diagnóstico diferencial

SintomaPossível diagnóstico
Lesões cutâneasSífilis congênita, herpes, impetigo
HepatomegaliaInfecção viral, bacteriana, achados de sífilis
Febre persistenteInfecção congênita, sepsis, meningite

Conforme a Organização Mundial da Saúde, o diagnóstico precoce é vital para iniciar o tratamento adequado e evitar sequelas.

Tratamento da Sífilis Congênita

Uso de Penicilina

A penicilina é o medicamento padrão no tratamento de sífilis congênita, com diferentes esquemas conforme a gravidade e a idade do bebê.

Esquema de tratamento recomendado

Idade do bebê / GravidadeEsquema de tratamentoObservações
Recém-nascido com sinais ou contato confirmadoPenicilina Benzatínica (50.000 UI/kg) uma dose únicaPode repetir após 24 horas se necessário
Sem sinais e contato confirmadoPenicilina cristalina intravenosa por 10 diasPara imunização efetiva
Gestantes e mães tratadas adequadamenteAvaliação de resultado pós-tratamento

A citação do renomado pediatra Dr. Roberto Kalil Jr. reforça:
"O diagnóstico precoce e o tratamento adequado salvam vidas e evitam sequelas permanentes."

Cuidados após tratamento

  • Monitoramento com testes de VDRL a cada 3 meses até a negativação dos anticorpos.
  • Avaliações clínicas periódicas.
  • Controle de possíveis complicações neurológicas ou ósseas.

Perguntas Frequentes sobre CID e Sífilis Congênita

1. A sífilis congênita sempre apresenta sintomas ao nascer?

Nem sempre. Algumas crianças podem nascer assintomáticas, mas podem desenvolver manifestações posteriormente. Por isso, a testagem é fundamental.

2. Como saber se minha gestante está protegida contra a sífilis?

Realizando os exames de triagem no início da gestação e seguindo o tratamento recomendado em caso de diagnóstico positivo.

3. A vacinação influencia na prevenção da sífilis congênita?

Não. A vacinação não previne a sífilis, que é uma infecção bacteriana transmitida por contato sexual. O melhor método é o teste e tratamento adequado.

4. Quais são as principais sequelas da sífilis congênita não tratada?

Problemas neurológicos, deformidades ósseas, neurosífilis, surdez, cegueira e morte fetal ou neonatal.

Conclusão

A Sífilis Congênita, codificada pelo CID-10 sob o código A50.0, é uma condição que pode ser completamente prevenida e tratada quando a atenção pré-natal é adequada e eficaz. A realização de exames laboratoriais regulares, o acesso ao tratamento com penicilina e a educação em saúde são estratégias fundamentais para reduzir a incidencia da doença no Brasil e no mundo.

A prevenção é uma responsabilidade compartilhada entre profissionais de saúde, gestantes e a sociedade. Como destacou o renomado infectologista Dr. Drauzio Varella,
"Prevenir é sempre melhor do que tratar."

A promoção do diagnóstico precoce, o acompanhamento contínuo e o tratamento apropriado garantem não só a saúde da mãe, mas também a vida e o bem-estar do bebê.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde. Ministério da Saúde, Brasília, 2023.
  2. Organização Mundial da Saúde. Relatório Global de Sífilis, 2021.
  3. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Medicina Sexual. Brasília: Ministério da Saúde, 2023.
  4. Kalil Jr R. "Sífilis congênita: diagnóstico e tratamento." Revista Brasileira de Pediatria, 2019.

Este artigo foi elaborado para orientar profissionais de saúde, gestantes e familiares sobre a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento da sífilis congênita, contribuindo para a melhora na saúde materno-infantil.