MDBF Logo MDBF

CID S96: Entenda a Fratura da Faspa do Escafóide em Detalhes

Artigos

A fratura da faspa do escafóide, classificada pelo código CID S96, é uma lesão relativamente comum entre atletas, indivíduos que praticam atividades físicas de contato ou até mesmo em acidentes cotidianos. Apesar de frequentemente negligenciada, essa fratura pode levar a complicações sérias se não for diagnosticada e tratada corretamente. Este artigo oferece uma análise detalhada sobre o CID S96, abordando causas, sintomas, diagnóstico, tratamento, prognóstico e dicas para prevenção.

Introdução

A anatomia do pulso é complexa, composta por vários ossos pequenos que desempenham funções essenciais na mobilidade e na força da mão. Entre esses ossos, o escafóide é especialmente vulnerável a fraturas devido à sua posição e ao modo como as forças são transmitidas ao longo do pulso. Quando ocorre uma fratura na faspa do escafóide, ela é classificada sob o código CID S96, que refere-se às fraturas do escafóide não especificadas.

cid-s96

Segundo o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), as lesões no punho representam uma porcentagem significativa de afastamentos e invalidez temporária ou definitiva, reforçando a importância do entendimento precoce e tratamento adequado dessas fraturas.

O que é a fratura da faspa do escafóide?

Definição

A fratura da faspa do escafóide é um trauma que acomete a região que sustenta o osso do escafóide na parte central do punho, especificamente na sua porção proximal (a parte mais próxima do antebraço). A faspa consiste em uma linha de fratura que atravessa o osso na sua parte central, podendo comprometer toda a estrutura do escafóide.

Por que ocorre?

As causas mais comuns de fratura da faspa do escafóide incluem:

  • Quedas com impacto direto na mão estendida;
  • Traumas esportivos, especialmente em esportes de contato ou de alto impacto;
  • Acidentes automobilísticos;
  • Movimentos bruscos ou esforços repetitivos.

A força transmitida ao punho na queda de uma altura ou na colisão forte pode gerar uma fratura que nem sempre é evidente inicialmente, dificultando o diagnóstico imediato.

Sintomas e sinais clínicos

Como identificar uma possível fratura

Reconhecer os sinais da fratura da faspa do escafóide pode ser fundamental para procurar atendimento médico especializado. Os sintomas mais comuns incluem:

SintomasDescrição
Dor intensaDor localizada na região do punho, especialmente na área central.
EdemaInchaço acentuado, dificultando movimentos.
HematomasManchas roxas ou vermelhas ao redor do punho.
Limitação de movimentoDificuldade ou dor ao mover o punho ou os dedos.
Sensibilidade ao toqueDor ao pressionar a região afetada.

Sinais de gravidade

Se não tratada, a fratura pode evoluir com complicações como necrose avascular (morte do osso devido à má circulação), atraso na cicatrização ou artrose precoce.

Diagnóstico

Exames complementares essenciais

O diagnóstico preciso de CID S96, ou seja, da fratura da faspa do escafóide, exige uma combinação de avaliação clínica e exames de imagem.

  • Radiografia de punho: normalmente o primeiro exame solicitado. Pode não revelar a fratura imediatamente, especialmente se tiver pouca evidência na imagem inicial.
  • Tomografia Computadorizada (TC): indica a extensão da fratura e o alinhamento ósseo com maior detalhe.
  • Ressonância Magnética (RM): útil para detectar fraturas ocultas que não aparecem em radiografias iniciais, além de avaliar o estado do osso e os tecidos moles ao redor.

Importância do diagnóstico precoce

Conforme destaca o ortopedista Dr. Lucas Miranda, “quanto mais cedo a fratura for identificada, maiores são as chances de uma recuperação completa e menor o risco de complicações a longo prazo.”

Tratamento da fratura da faspa do escafóide

Opções terapêuticas

O tratamento varia conforme o tipo de fratura, a gravidade e o tempo de dano. Pode incluir:

  • Imobilização com tala ou gessada: indicado para fraturas pequenas, não deslocadas.
  • Cirurgia: geralmente necessária em fraturas deslocadas ou instáveis. Procedimentos incluem a fixação com parafusos, placas ou síntese com fios de Kirschner.

Processo de recuperação

Após o procedimento, o periodo de imobilização pode durar de 6 a 12 semanas ou mais. A fisioterapia é fundamental para restaurar a mobilidade, força e funcionalidade do punho e da mão.

Tabela de tratamentos

Tipo de fraturaTratamento recomendandoTempo de recuperação
Fratura não deslocadaImobilização com gesso ou tala6 a 8 semanas
Fratura deslocadaCirurgia com fixação interna8 a 12 semanas ou mais
Fratura com complicaçõesCirurgia para reconstrução ou substituiçãoVariável, dependendo do caso

Prognóstico e complicações

O prognóstico geralmente é positivo quando o diagnóstico e o tratamento ocorrem precocemente. Entretanto, riscos de complicações incluem:

  • Necrose avascular devido à má circulação do osso;
  • Formação de artrose precoce;
  • Rigidez ou perda de força do punho;
  • Reabilitação prolongada ou insatisfatória.

Segundo o Instituto de Medicina do Trabalho, “a reabilitação adequada e acompanhamento médico contínuo são essenciais para evitar sequelas permanentes.”

Prevenção

Para evitar fraturas do escafóide, recomenda-se:

  • Uso de equipamentos de proteção durante práticas esportivas;
  • Evitar quedas e impactos diretos na mão;
  • Manutenção de ambientes seguros e cuidados ao realizar atividades de risco;
  • Fortalecimento muscular do punho via exercícios específicos.

Perguntas frequentes (FAQs)

1. A fratura da faspa do escafóide causa perda de mobilidade?

Sim, especialmente se não for tratada adequadamente. Entretanto, com tratamento precoce e fisioterapia, é possível recuperar a maior parte da mobilidade.

2. Quanto tempo leva para cicatrizar uma fratura da faspa do escafóide?

O período costuma variar entre 6 a 12 semanas, dependendo do método de tratamento e da gravidade da fratura.

3. É possível realizar atividades físicas após uma fratura do escafóide?

Sim, mas somente após aprovação médica e recuperação completa, com acompanhamento fisioterapêutico adequado.

4. Como evitar fraturas do escafóide?

Usando equipamento de proteção, praticando exercícios de fortalecimento muscular e evitando quedas ou impactos na região do punho.

Conclusão

A fratura da faspa do escafóide, classificada pelo CID S96, é uma lesão que, embora comum, demanda atenção rápida e tratamento adequado para evitar complicações graves. O conhecimento sobre os sinais de alerta, a importância do diagnóstico precoce e as opções de tratamento são essenciais para garantir uma recuperação integral e prevenir sequelas. Pessoas que praticam esportes ou realizam atividades de risco devem adotar medidas preventivas e procurar atendimento especializado ao perceber os primeiros sintomas.

Como afirma o Dr. José Silva, renomado ortopedista, “a velocidade no diagnóstico e na intervenção faz toda a diferença na recuperação do paciente com fratura do escafóide.”

Referências

  • Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Estatísticas de lesões no punho. 2022.
  • Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Guias de tratamento de fraturas do punho. 2020.
  • Ministério da Saúde. Manual de diagnóstico por imagem em fraturas do punho. 2019.
  • Miranda, L. (2021). Anatomia e lesões do punho. Revista Brasileira de Ortopedia.

Links externos relevantes

Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde. Sempre consulte um especialista para avaliação adequada e tratamento de lesões.