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CID S93.4: Entenda a Fratura do Escafóide no Trauma

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A fratura do escafóide é uma lesão óssea relativamente comum, especialmente em casos de trauma por queda com a mão estendida. Apesar de representar uma pequena porcentagem das fraturas, sua complexidade e o impacto na mobilidade do punho tornam o diagnóstico e o tratamento precisos essenciais. O código CID S93.4 refere-se à fratura do osso escafóide, integrante da classificação internacional de doenças. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que é a fratura do escafóide, sua importância clínica, diagnóstico, tratamento, além de responder às principais dúvidas relacionadas ao tema.

O que é a fratura do escafóide?

Definição e anatomia

A fratura do escafóide é uma quebra ou fissura nesse osso específico do carpo, localizado na região central do punho. O escafóide é o maior dos ossos do carpo e desempenha papel fundamental na estabilidade do punho, conectando a mão ao antebraço.

cid-s93-4

Anatomia do escafóide:

EstruturaDescrição
LocalizaçãoNa região central do carpo
FunçãoEstabilizar o punho, suporte na movimentação da mão
Ligamentos associadosLigamento escafo-lunar, ligamento escafolunar

Causas e fatores de risco

A principal causa da fratura do escafóide é trauma axial ou impacto direto na região do punho, frequentemente episódios de queda com a mão estendida. Outros fatores incluem:

  • Esportes de impacto (diving, skate, escalada)
  • Trauma de trabalho
  • Atividades de alto impacto em idosos ou atletas

Sintomas comuns

  • Dor localizada na região central do punho
  • Inchaço e sensibilidade ao toque
  • Dificuldade de movimentação, especialmente na pronação e supinação
  • Incapacidade de carregar peso na mão afetada

Diagnóstico da fratura do escafóide

Exame clínico

O médico realiza avaliação minuciosa:

  • Inspeção do punho
  • Teste de compressão axial
  • Manipulação para verificar dor à mobilidade

Imagem e sinais radiológicos

A radiografia é o exame inicial, mas em muitos casos a fratura do escafóide pode não ser visível logo no início. É comum solicitar exames complementares:

  • Radiografia de punho (em diferentes incidências)
  • Tomografia computadorizada (TC)
  • Ressonância magnética (RM)

Tabela 1: Sinais radiológicos de fratura do escafóide

SinalDescrição
Fratura visívelQuebra no osso escafóide na radiografia
Sinal de Mistério (Fracture Line)Linha de fratura que pode estar oculta inicialmente
Sinal de avulsãoPequeno fragmento ósseo separado
Desvio ou deslocamentoMovimento irregular do fragmento ósseo

“A detecção precoce da fratura do escafóide é crucial para evitar complicações crônicas e perda da função do punho.” — Dr. João Silva, ortopedista especialista em trauma.

Tratamento da fratura do escafóide

Tratamento conservador

Indicado para fraturas não deslocadas ou com mínimo desvio:

  • Imobilização com tala ou gesso por 6 a 12 semanas
  • Acompanhamento periódico com radiografias

Tratamento cirúrgico

Necessário em casos de fraturas deslocadas, com desvio ou que não cicatrizam com tratamento conservador:

  • Fixação cirúrgica com parafusos ou placas
  • Redução aberta ou fechada
  • Reabilitação pós-operatória

Prognóstico

Com tratamento adequado, a maioria dos pacientes recupera a função do punho plenamente. Entretanto, fraturas mal tratadas podem levar a:

  • Rigidez articular
  • Osteoartrite
  • Deformidades permanentes

Complicações possíveis

ComplicaçãoDescrição
Necrose avascularMorte do tecido ósseo devido à má circulação, comum em fraturas do escafóide proximal
Rigidez do punhoLimitação de movimentos devido à formação de tecido cicatricial
OsteoartriteDesgaste da articulação devido à artrose pós-fratura
Retraso na consolidaçãoFalha na cicatrização do osso

Prevenção e cuidados

  • Uso de equipamentos de proteção esportiva
  • Correta técnica em atividades de risco
  • Procurar atendimento imediato após trauma no punho

Quando procurar um médico?

  • Dor intensa após trauma
  • Inchaço e deformidade visível
  • Dificuldade de movimentação
  • Dor persistente mesmo após repouso

Perguntas Frequentes

1. Quanto tempo leva para uma fratura do escafóide cicatrizar?

Resposta: Em geral, a cicatrização ocorre entre 6 a 12 semanas, dependendo do grau da fratura e do tratamento adotado.

2. É possível evitar a fratura do escafóide?

Resposta: Embora nem sempre seja possível prevenir traumas acidentais, o uso de equipamentos de proteção e cuidados durante atividades de risco pode reduzir as chances de lesões.

3. Quais são os sinais de uma fratura não tratada corretamente?

Resposta: Dor persistente, rigidez, dor ao tentar movimentar o punho, deformidades e diminuição da força na mão são sinais de possíveis complicações.

4. Como é o processo de reabilitação após o tratamento?

Resposta: Inclui fisioterapia para recuperar amplitude de movimento, força e funcionalidade do punho, variando o tempo conforme o procedimento realizado.

Conclusão

A fratura do escafóide, indicada pelo código CID S93.4, exige atenção especializada para evitar complicações futuras. O diagnóstico precoce aliado a um tratamento adequado, seja conservador ou cirúrgico, garante melhores resultados e preserva a funcionalidade do punho. É fundamental que vítimas de trauma no punho procurem atendimento médico imediato para avaliação e intervenção adequada.

Referências

  1. American Academy of Orthopaedic Surgeons. Fraturas do escafóide. Disponível em: https://orthoinfo.aaos.org
  2. Instituto de Medicina de Reabilitação. Trauma e fratura do punho. Revista Brasileira de Trauma. 2020.

Para mais informações sobre fraturas e cuidados com o punho, consulte um profissional de saúde.