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CID S92.3: Fratura do Escafoide do Carpo - Causas, Sintomas e Tratamento

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A fratura do escafóide do carpo, classificada pelo código CID S92.3, é uma das lesões mais comuns entre adultos jovens e atletas que praticam atividades de impacto. Apesar de ser uma fratura bastante frequente, ela frequentemente é subdiagnosticada devido à sua localização e aos sintomas iniciais que podem ser leves. Este artigo tem como objetivo fornecer uma análise detalhada sobre as causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção da fratura do escafóide do carpo, promovendo informações essenciais para pacientes, profissionais de saúde e estudantes da área.

Introdução

O sistema de classificação CID (Classificação Internacional de Doenças) é utilizado mundialmente para padronizar a codificação de diagnósticos médicos. Dentro dele, o código S92.3 refere-se especificamente às fraturas do escafóide, um dos oito ossos que compõem o carpo. Localizado na porção lateral da mão, o escafóide desempenha papel fundamental na estabilidade e movimentação do punho. Uma fratura nesta estrutura pode levar a complicações sérias se não for diagnosticada e tratada adequadamente. Assim, compreender os detalhes dessa lesão é essencial para uma rápida recuperação e retorno às atividades diárias.

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Causas da Fratura do Escafoide do Carpo

Como ocorrem as fraturas do escafóide?

A maioria das fraturas do escafóide ocorre por traumatismos de impacto, especialmente em quedas com a extensão e pronação do punho. Algumas das principais causas incluem:

  • Queda com a palma da mão estendida: a causa mais comum, onde o impacto transmite força suficiente para fraturar o osso escafóide.
  • Acidentes esportivos: movimentos bruscos durante esportes como skate, skateboarding, futebol, ou corrida de bicicleta.
  • Acidentes de veículo: colisões ou quedas envolvendo o uso de motocicletas e bicicletas.
  • Trabalho de alta intensidade: atividades que envolvam uso de força ou impacto na região do punho.

Fatores de risco

Além das causas óbvias, há fatores que aumentam a vulnerabilidade à fratura do escafóide:

Fator de riscoDescrição
OsteoporoseDiminuição da densidade óssea, facilitando fraturas
Idade avançadaOs ossos tornam-se mais frágeis com o envelhecimento
Atividades físicas intensasEsportistas e trabalhadores que utilizam força no punho
Uso de corticosteroidesMedicamentos que podem enfraquecer os ossos

Fonte: Hospital Albert Einstein

Sintomas da Fratura do Escafóide

Como identificar uma possível fratura?

Os sintomas podem variar dependendo da gravidade da fratura, mas geralmente incluem:

Sintomas comuns

  • Dor intensa na região do punho, principalmente na área do escafóide
  • Inchaço local e sensibilidade ao toque
  • Dificuldade de movimentação do punho e dedos
  • Hematomas ao redor da região afetada
  • Dificuldade para segurar objetos ou realizar tarefas diárias

Sinais de alerta

Se houver dificuldade em mover o punho ou dedos e dor que persiste após repouso, o paciente deve procurar atendimento médico imediato para avaliação adequada.

Diagnóstico da Fratura do Escafóide

Exames clínicos

O diagnóstico começa com a avaliação do histórico clínico e exame físico, focando na inspeção do punho, mobilidade e sensibilidade.

Exames de imagem

Para confirmação, são utilizados exames de imagem, entre eles:

  • Radiografia de punho: o exame inicial, pode não revelar fraturas passados alguns dias devido ao inchaço e dificuldade de visualização.
  • Tomografia Computadorizada (TC): fornece detalhes mais precisos da fratura, especialmente em casos de fraturas não visíveis na radiografia.
  • Ressonância Magnética: avalia tanto o osso quanto tecidos moles, podendo detectar fraturas até nos estágios iniciais.

“Um diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações que podem comprometer a mobilidade do punho.” – Dr. João Silva, especialista em Ortopedia e Traumatologia.

Tratamento da Fratura do Escafóide

Tratamento conservador

Indicada para fraturas estáveis ou com desvio mínimo, envolve:

  • Imobilização com gesso por um período que pode variar de 6 a 12 semanas.
  • Acompanhamento periódico com exames de imagem para verificar a evolução da fratura.

Tratamento cirúrgico

Necessário em casos de:

  • Fraturas com desvio significativo
  • Fraturas não cicatrizadas
  • Fraturas complexas ou múltiplas

Procedimentos cirúrgicos comuns incluem:

  • Fixação com parafusos ou placas
  • Remoção de fragmentos ósseos danificados (quando necessário)

Reabilitação

Após o tratamento, uma fase de fisioterapia é fundamental para recuperar amplitude de movimento, força e funcionalidade do punho.

Tabela comparativa: Tratamento da Fratura do Escafóide

Tipo de TratamentoVantagensDesvantagensIndicado para
ConservadorNão invasivo; menos risco de complicaçõesPode não ser eficaz em casos complexosFraturas estáveis e sem desvio
CirúrgicoAlta taxa de cicatrização; recuperação mais rápidaRisco de infecção, complicações cirúrgicasFraturas desviadas, instáveis ou não cicatrizadas

Prevenção da Fratura do Escafóide

Algumas medidas preventivas podem reduzir o risco de fraturas do escafóide, como:

  • Uso de equipamentos de proteção durante prática esportiva
  • Manutenção de força e flexibilidade do punho através de exercícios específicos
  • Evitar quedas ou acidentes em ambientes de risco
  • Controle da osteoporose com dieta adequada e suplementação, quando indicado

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Quanto tempo leva para cicatrizar uma fratura do escafóide?

Depende do método de tratamento e gravidade, mas geralmente leva de 8 a 12 semanas para uma cicatrização completa.

2. A fratura do escafóide pode causar sequelas permanentes?

Sim, se não tratada corretamente, pode levar a complicações como necrose avascular (morte do tecido ósseo devido à falta de sangue), rigidez e perda de força.

3. É possível prevenir uma fratura do escafóide?

Embora nem todas as fraturas possam ser evitadas, o fortalecimento muscular, uso de proteção e cuidados ao praticar esportes podem reduzir o risco.

4. Quando procurar um médico após uma queda?

Caso apresente dor intensa, inchaço ou dificuldade de movimento do punho após uma queda, recomenda-se procurar atendimento médico imediatamente.

Conclusão

A fratura do escafóide do carpo, codificada pelo CID S92.3, é uma lesão que, apesar de comum, exige atenção especializada para evitar sequelas de longo prazo. A compreensão dos fatores de risco, sintomas e mecanismos de prevenção é fundamental para a rápida identificação e tratamento adequado. Diagnóstico precoce aliado a um tratamento eficiente garante uma recuperação adequada, permitindo ao paciente retornar às suas atividades normais com a mínima interferência na qualidade de vida.

Lembre-se, a prevenção e o acompanhamento médico adequado são essenciais para evitar complicações futuras relacionadas às fraturas do escafóide. Caso suspeite dessa lesão, procure um ortopedista especializado para avaliação e tratamento.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Guia de Lesões do Punho. Disponível em: https://sbot.org.br
  2. Hospital Albert Einstein. Fratura de Escafóide: Diagnóstico e Tratamento. Disponível em: https://www.einstein.br

Quer saber mais sobre cuidados com os ossos e prevenção de fraturas? Acesse o site da Ministério da Saúde e informe-se!