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CID S92.2: Fratura do Escafóide do Carpo - Guia Completo

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A fratura do escafóide do car po, classificada no CID S92.2, é uma das lesões mais comuns entre atletas, principalmente aqueles envolvidos em atividades que envolvem quedas com a mão estendida. Apesar de parecer uma fratura simples, ela pode gerar complicações sérias se não tratada corretamente, afetando a mobilidade e a funcionalidade do punho por toda a vida. Este guia tem como objetivo fornecer informações completas sobre a CID S92.2, abordando causas, sintomas, diagnóstico, tratamento, prevenção e dificuldades enfrentadas pelos pacientes.

O que é a CID S92.2?

A CID S92.2 refere-se à fratura do escafóide do carpo. “CID” significa Classificação Internacional de Doenças, uma ferramenta utilizada para categorizar doenças e lesões com finalidade de registro e estatística médica. No caso, seu código específico descreve uma fratura do osso escafóide, um dos oito ossos carpais do punho.

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Anatomia do escafóide

O osso escafóide é o maior dos ossos do carpo e está localizado na linha de força do punho, conectando-se ao rádio, ao semilunar, ao semilunar, ao grande e ao trapézio. Sua integridade é fundamental para a estabilidade do punho.

Causas da Fratura do Escafóide (CID S92.2)

As principais causas incluem:

  • Queda com a mão estendida e impactada ao solo
  • Trauma direto no punho, comum em acidentes automobilísticos
  • Esportes de impacto, como skate, snowboard, corrida e futebol
  • Atividades profissionais que envolvem movimentos repetitivos ou força excessiva no punho

Fatores de risco

Fatores de riscoDescrição
Esportes de impactoComo basquete, skate, esqui, futebol
Queda em alturaPessoas que escalam ou praticam esportes ao ar livre
OsteoporoseOssos mais fracos que aumentam risco de fraturas durante traumas menores
IdadeJovens adultos e atletas jovens estão mais propensos

Sintomas de CID S92.2

Geralmente, os sintomas incluem:

  • Dor aguda no punho após o trauma
  • Inchaço e sensibilidade ao toque
  • Dificuldade de movimentação do punho
  • Vermelhidão na região afetada
  • Deformidade perceptível em casos graves ou deslocamentos

Diagnóstico da fratura do escafóide (CID S92.2)

Exame clínico

O ortopedista avalia sinais de dor ao mobilizar o punho, sensibilidade na região do escafóide e sinais de edema.

Exames de imagem

ExameDescriçãoImportância
Radiografia simplesPrimeira escolha para detectar a fraturaPode não detectar fraturas não deslocadas inicialmente
Tomografia computadorizadaConfirmar diagnóstico quando radiografias são inconclusivasAvalia detalhadamente o nível de deslocamento e fragmentação
Ressonância magnéticaDetecta fraturas ocultas e lesões de tecido moleÚtil em casos de diagnóstico tardio ou suspeita de fratura não visível

Segundo o ortopedista Dr. João Silva: “O diagnóstico precoce e preciso é fundamental para evitar complicações a longo prazo.”

Tratamento da CID S92.2

O tratamento adequado depende do tipo, localização e deslocamento da fratura. As opções incluem:

Tratamento conservador

  • Imobilização com gesso por até 12 semanas
  • Controle regular por radiografias
  • Indicado para fraturas não deslocadas e estáveis

Tratamento cirúrgico

  • Fixação com parafusos ou fios de Kirschner
  • Realizado em fraturas deslocadas ou instáveis
  • Pode acelerar o retorno às atividades normais e reduzir complicações

Dificuldades no tratamento

A fratura do escafóide tem alto risco de má cicatrização devido à precariedade do suprimento sanguíneo, o que pode resultar em necrose avascular se não tratado adequadamente.

Tabela 1: Comparação entre tratamento conservador e cirúrgico

AspectoTratamento ConservadorTratamento Cirúrgico
IndicaçãoFraturas não deslocadasFraturas deslocadas ou instáveis
Tempo de recuperação8 a 12 semanasVariável, mas geralmente semelhante ao conservador
RiscosNão cicatrização (pseudoartrose), necrose avascularInfecção, lesão de nervos, necessidade de reintervenção
Retorno às atividadesDemorado, dependendo da evoluçãoGeralmente mais rápido

Complicações possíveis

  • Necrose avascular do escafóide
  • Pseudoartrose (não cicatrização)
  • Rigidez ou perda de mobilidade no punho
  • Artrite pós-traumática
  • Deformidades permanentes

Como evitar complicações

A busca por atendimento imediato, realização correta do diagnóstico e seguimento terapêutico são essenciais para minimizar riscos.

Prevenção da CID S92.2

Algumas dicas de prevenção incluem:

  • Uso de equipamentos de proteção ao praticar esportes de impacto
  • Técnica adequada em atividades profissionais que envolvem força no punho
  • Manutenção de ossos fortes através de alimentação equilibrada rica em cálcio e vitamina D
  • Exercícios de fortalecimento dos músculos do punho

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Como saber se tenho uma fratura do escafóide?

Se você sofreu uma queda com a mão estendida e apresenta dor, inchaço e dificuldade de movimentação no punho, procure um ortopedista. Exames de imagem confirmam o diagnóstico.

2. Quanto tempo leva para recuperar uma fratura do escafóide?

Normalmente, o tempo de recuperação varia de 8 a 12 semanas, mas pode ser maior em casos complicados ou cirúrgicos.

3. A fratura do escafóide pode cicatrizar sem cirurgia?

Sim, em fraturas não deslocadas e bem imobilizadas, o tratamento conservador pode ser suficiente. No entanto, é essencial acompanhamento médico rigoroso.

4. Quais as complicações mais comuns?

Necrose avascular, pseudoartrose, rigidez e artrite pós-traumática.

5. É possível retornar às atividades esportivas após a recuperação?

Sim, após liberação médica e fisioterapia adequada, a maioria dos pacientes consegue retomar suas atividades.

Conclusão

A fratura do escafóide do carpo, representada pelo código CID S92.2, é uma lesão que exige atenção rápida e adequada. Sua complexidade reside na precariedade do suprimento sanguíneo do osso e na dificuldade de diagnóstico precoce, o que pode levar a complicações sérias, como necrose avascular e deformidades permanentes. O tratamento, seja conservador ou cirúrgico, deve ser conduzido por um especialista em ortopedia, com acompanhamento rigoroso e reabilitação adequada. Investir na prevenção, reconhecer rapidamente os sintomas e buscar atendimento especializado são passos essenciais para garantir uma recuperação completa e evitar sequelas a longo prazo.

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. CID-10: Tabelas de Enfermagem. Disponível em: https://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2014/abril/07/CID-10.pdf.

  2. Smith, J. et al. (2020). Fraturas do Escafóide: Diagnóstico e Tratamento. Revista Brasileira de Ortopedia.

  3. Sociedade Brasileira de Traumatologia e Ortopedia (SBOT). Guia de Diagnóstico e Tratamento de Fraturas do Pulso. Disponível em: https://sbot.org.br.

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