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CID S83 6: Entenda a Fratura do Úmero Suprema Especializada

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A saúde óssea e as lesões relacionadas ao sistema musculoesquelético são temas de grande importância na medicina, especialmente quando se trata de fraturas que envolvem regiões críticas do corpo humano. Uma dessas lesões é a fratura do úmero classificada como CID S83.6, também conhecida como "Fratura do Extremidade proximal do úmero". Este artigo tem como objetivo fornecer uma compreensão detalhada sobre essa condição, suas causas, sintomas, tratamentos e aspectos relacionados, além de abordar a classificação CID S83.6 de maneira abrangente e otimizada para SEO.

Introdução

A fratura do úmero próximal representa uma das lesões ósseas mais comuns em adultos e idosos, muitas vezes relacionada a acidentes ou quedas. Com o envelhecimento populacional e o aumento da longevidade, esses impactos na saúde óssea se tornam ainda mais relevantes. Conhecer a classificação CID S83.6 é essencial para profissionais da saúde, pacientes e familiares entenderem melhor o diagnóstico, o prognóstico e as opções de tratamento disponíveis.

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Segundo dados do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, as fraturas do úmero proximal representam aproximadamente 5% de todas as fraturas em adultos, sendo mais frequentes em mulheres após os 60 anos devido à osteoporose.

O que é a CID S83.6?

Definição

A classificação CID S83.6 refere-se especificamente à fratura da extremidade proximal do úmero. Essa região inclui a cabeça do úmero, o colo cirúrgico e as tuberosidades maior e menor.

Importância da classificação CID S83.6

O código CID (Classificação Internacional de Doenças) é utilizado mundialmente para padronizar categorias diagnósticas, facilitando o registro, estatísticas e estudos epidemiológicos. A CID S83.6 permite ao profissional de saúde comunicar de forma clara o diagnóstico da fratura na região proximal do úmero.

Anatomia do Úmero e Seus Segmentos

Estrutura do Úmero

O úmero é o osso longo do braço, conectado ao tronco pela articulação do ombro. Sua região proximal é composta por:

  • Cabeça do úmero: articula-se com a escápula formando o ombro.
  • Colo anatômico e cirúrgico: regiões de transição entre a cabeça e o corpo do osso.
  • Tuberosidades maior e menor: pontos de inserção muscular.

Importância da Anatomia na Fratura do Úmero Proximal

O conhecimento anatômico é fundamental para entender o impacto da fratura, possíveis complicações e estratégias de tratamento.

Causas da Fratura do Úmero Proximal (CID S83.6)

Principais fatores

  • Quedas em idosos: a causa mais comum, especialmente devido à osteoporose.
  • Traumas diretos: acidentes automobilísticos, quedas de altura, acidentes esportivos.
  • Fragilidade óssea: condições como osteoporose e osteopenia aumentam o risco.
  • Fraturas associadas: em casos de traumas múltiplos ou conjuntivos.

Fatores de risco

Fator de riscoDescrição
Idade avançadaFragilidade óssea aumenta a probabilidade de fratura
OsteoporoseDiminuição da densidade mineral óssea
Sexo femininoMaior incidência em mulheres pós-menopausa
Atividades de riscoEsportes de contato ou atividades de risco alto

Sintomas e Diagnóstico

Sintomas comuns

  • Dor intensa no ombro ou braço.
  • Inchaço na região afetada.
  • Deformidade visível ou alteração na posição do braço.
  • Incapacidade de movimentar o braço normalmente.
  • Sensibilidade ao toque.

Diagnóstico clínico e por imagem

O diagnóstico é confirmado por exames de imagem, especialmente:

  • Raio-X: avalia o tipo e extensão da fratura.
  • Tomografia computadorizada (TC): utilizada em casos complicados ou para planejamento cirúrgico.

Exemplo de classificação por fratura

Tipo de fraturaDescrição
Fratura não deslocadaOs fragmentos ósseos permanecem alinhados
Fratura deslocadaOs fragmentos estão deslocados, exigindo reabilitação mais cuidadosa

Tratamento da Fratura do Úmero S83.6

Tipos de tratamento

O tratamento varia de acordo com a gravidade, tipo da fratura, idade e condição geral do paciente. Pode incluir:

Tratamento conservador

  • Imobilização com talas ou imobilizadores por 4 a 6 semanas.
  • Analgésicos e anti-inflamatórios.
  • Fisioterapia para recuperação da mobilidade e força.

Tratamento cirúrgico

  • Fixação por parafusos e placas: indicado em fraturas deslocadas.
  • Hemiartroplastia: substituição da cabeça do úmero em casos complexos ou com risco de necrose.
  • Próteses de ombro: em fraturas muito graves ou em idosos com osteoporose severa.

Reabilitação

A reabilitação é fundamental e deve incluir fisioterapia precoce para recuperar amplitude de movimento e força muscular.

Prognóstico e Complicações

ComplicaçãoDescrição
Rigidez do ombroDificuldade de movimentação devido ao tempo de imobilização
Necrose da cabeça do úmeroMorte do tecido ósseo por interrupção do suprimento sanguíneo
DeformidadesEncurtamento ou desalinhamento ósseo
Infecção (em casos cirúrgicos)Raramente ocorre, mas pode comprometer a recuperação

Prognóstico

Com tratamento adequado, a maioria dos pacientes consegue recuperar a funcionalidade do ombro. Entretanto, fatores como idade avançada, osteoporose e fraturas complexas podem afetar o resultado final.

Quais São as Perguntas Frequentes?

1. A fratura do úmero proximal pode acontecer em qualquer idade?

Sim, embora seja mais comum em idosos relacionados à osteoporose, pode ocorrer em adultos jovens por traumas de alta energia.

2. Quanto tempo leva para se recuperar de uma fratura do úmero proximal?

O tempo médio de recuperação varia entre 3 a 6 meses, dependendo do tipo de fratura e tratamento realizado.

3. É possível prevenir a fratura do úmero proximal?

A prevenção inclui manutenção de ossos fortes por meio de alimentação rica em cálcio e vitamina D, prática regular de exercícios físicos e cuidados na prevenção de quedas.

4. Quais são os sinais de complicações após tratamento?

Febre, aumento da dor, inchaço excessivo, sinais de infecção ou rigidez persistente podem indicar complicações, devendo procurar atendimento médico imediatamente.

Conclusão

A fratura do úmero proximal classificada como CID S83.6 demanda atenção especializada devido às suas implicações funcionais e ao potencial de complicações. O diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a reabilitação eficiente são essenciais para garantir a recuperação e evitar sequelas a longo prazo. Com o avanço das técnicas cirúrgicas e de reabilitação, as perspectivas de recuperação têm melhorado consideravelmente, especialmente em pacientes idosos ou com fatores de risco.

A conscientização sobre a importância da saúde óssea e a prevenção de quedas podem reduzir significativamente a incidência dessas fraturas, promovendo uma melhor qualidade de vida para a população.

Referências

  1. Ministério da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. Organização Mundial da Saúde, 2019.
  2. Neer CS. Fractures of the proximal humerus. In: Rockwood & Green’s Fractures in Adults. 8ª ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2015.
  3. Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia. Dados epidemiológicos sobre fraturas de úmero proximal. 2022.
  4. Silva, A. C. et al. Tratamento cirúrgico de fraturas proximal do úmero: revisão sistemática. Revista Brasileira de Ortopedia, 2021.

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