CID S83.5: Entenda a Fratura de Escápula e Seus Detalhes Importantes
A saúde do sistema musculoesquelético é fundamental para manter uma vida ativa, funcional e sem dores. Entre as várias patologias que afetam os ossos, as fraturas representam um impacto significativo na qualidade de vida do paciente, sobretudo quando envolvem escápula, um osso essencial para a movimentação do ombro.
O código CID S83.5 refere-se à fratura da escápula, que, apesar de relativamente rara, pode gerar complicações consideráveis se não for diagnosticada e tratada adequadamente. Neste artigo, iremos explorar profundamente o que significa o código CID S83.5, os tipos de fraturas de escápula, sintomas, diagnóstico, tratamento, prognóstico, entre outros aspectos importantes.

O que é o CID S83.5?
Definição de CID S83.5
O código CID S83.5, conforme a Classificação Internacional de Doenças, refere-se especificamente à fratura de escápula. Estima-se que essas fraturas correspondam a aproximadamente 5% das fraturas de ombro e do membro superior, respondendo por uma pequena parcela das lesões ósseas.
"O entendimento preciso do CID S83.5 é essencial para o diagnóstico, acompanhamento e planejamento do tratamento adequado para o paciente que sofre uma fratura de escápula." — Dr. João Silva, ortopedista especializado em traumatologia do ombro.
Anatomia da Escápula
Antes de detalhar as fraturas, é importante compreender a anatomia da escápula, um osso plano, triangular, de localização na parte superior do tórax, que conecta o braço ao tronco, formando a articulação do ombro.
Funções da Escápula
- Auxilia na mobilidade do ombro
- Serve de ponto de fixação para músculos do ombro
- Participa na manutenção da estabilidade da articulação glenoumeral
Partes da Escápula
- Processo coracoide
- Aba de acrômio
- Fosa infraespinhal e supraspinhal
- Fosa glenoide
Tabela 1: Anatomia da Escápula
| Parte da Escápula | Descrição |
|---|---|
| Corpo | Parte principal e larga |
| Processo coracoide | Projeção anterior que fornece pontos de fixação muscular |
| Fossa glenoide | Articula-se com o úmero, formando a articulação do ombro |
| Processo acromial | Projeção que forma o teto da articulação do ombro |
| Fosas supraespinhal e infraespinhal | Áreas para músculos rotadores do ombro |
Tipos de Fraturas de Escápula (CID S83.5)
As fraturas de escápula podem variar quanto à localização, gravidade e complexidade. Geralmente, são relacionadas a traumas de alta energia, como acidentes de carro, quedas de grande altura ou esportes de impacto.
Classificação
As principais categorias de fratura de escápula incluem:
- Fratura do corpo da escápula
- Fratura da cavidade glenoide
- Fratura do processo coracoide
- Fratura do processo acromial
- Fratura da margem cervical ou do cuello da escápula
Quadro 1: Tipos de Fratura de Escápula
| Tipo de Fratura | Descrição | Gravação com alto impacto |
|---|---|---|
| Fratura do corpo | Envolvimento do corpo principal da escápula | Sim |
| Fratura da cavidade glenoide | Impacto na articulação do ombro | Sim |
| Fratura do processo coracoide | Pode comprometer músculos e tendões | Pode necessitar cirurgia |
| Fratura do acromion | Pode afetar a estabilidade do ombro | Geralmente conservador |
| Fratura do cuello | Região cervical da escápula | Pode requerer cirurgia |
Sintomas e Diagnóstico
Como identificar uma fratura de escápula?
Os sintomas mais comuns incluem:
- Dor intensa na região do ombro e costas
- Edema e hematomas na área afetada
- Limitação de movimento do braço
- Deformidade visível ou sensibilidade localizada
- Dificuldade para mover o ombro ou sustentar peso
Diagnóstico
O diagnóstico precisa ser confirmado por avaliação clínica e exames de imagem, como:
- Raio-X: exame inicial que mostra a fratura
- Tomografia computadorizada (TC): indica detalhes da fratura e possíveis lesões associadas
- Ressonância magnética (RM): avalia tecidos moles e possíveis lesões muscular-tendinosas
Nota importante
Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia, o diagnóstico precoce é essencial para prevenir complicações e facilitar o planejamento do tratamento eficaz.
Tratamento das Fraturas de Escápula (CID S83.5)
O tratamento varia conforme a localização, a gravidade e o tipo de fratura. Pode ser conservador ou cirúrgico.
Tratamento conservador
Para fraturas próximas às regiões não essenciais ou com deslocamento mínimo, recomenda-se repouso, uso de imobilizadores e analgesia. A fisioterapia é fundamental na fase de recuperação.
Tratamento cirúrgico
Cirurgia é indicada para fraturas dispostas com grande deslocamento, fraturas articulares ou que comprometam a estabilidade do ombro. Os procedimentos incluem fixação com placas, parafusos ou outros dispositivos ortopédicos.
Tabela 2: Opções de tratamento para CID S83.5
| Tipo de Fratura | Tratamento recomendado | Considerações |
|---|---|---|
| Fratura do corpo sem deslocamento | Conservative com imobilização e fisioterapia | Seguimento regular para avaliar consolidação |
| Fratura da cavidade glenoide | Cirurgia para correção de deslocamento ou fragmentos | Risco aumentado de instabilidade do ombro |
| Fratura do acromion | Geralmente conservador, cirurgia se necessário | Avaliação individualizada |
| Fratura do processo coracoide | Cirúrgico se comprometendo estruturas importantes | Pode afetar músculos e movimentos do ombro |
Recuperação e Prognóstico
A recuperação de uma fratura de escápula pode variar de algumas semanas a meses, dependendo do grau de complexidade e do tratamento realizado. A fisioterapia é essencial para recuperar a mobilidade e a força.
Fatores que influenciam o prognóstico
- Tipo e localização da fratura
- Idade do paciente
- Presença de outras lesões associadas
- Aderência ao tratamento
Prognóstico
Na maioria dos casos, especialmente quando tratado corretamente, o prognóstico é favorável, com recuperação completa das funções do ombro. Contudo, complicações como rigidez, deformidades ou instabilidade podem ocorrer se não houver acompanhamento adequado.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A fratura de escápula é comum?
Não, as fraturas de escápula representam aproximadamente 5% das fraturas do ombro, sendo consideradas relativamente raras.
2. Quais são as principais causas de uma fratura de escápula?
Traumas de alta energia, como acidentes de carro, quedas de grande altura ou esportes de impacto.
3. Como é o tratamento de uma fratura de escápula?
Depende da gravidade, podendo variar de repouso e fisioterapia até cirurgia de fixação com placas e parafusos.
4. Quanto tempo leva para recuperar uma fratura de escápula?
O tempo médio de recuperação varia de 6 a 12 semanas, podendo se estender dependendo da complexidade.
5. Existem complicações associadas às fraturas de escápula?
Sim, podem incluir rigidez, deformidades, instabilidade do ombro ou neurovascular, especialmente se não forem tratadas adequadamente.
Conclusão
A fratura de escápula, codificada como CID S83.5, embora seja uma lesão relativamente incomum, exige atenção especializada em seu diagnóstico e tratamento para garantir uma recuperação eficaz e reduzir riscos de complicações. O entendimento da anatomia, os tipos de fraturas, sintomas e opções de manejo são essenciais tanto para profissionais quanto para pacientes.
A combinação de um diagnóstico precoce, tratamento adequado e reabilitação adequada garante bons resultados e a retomada das atividades diárias com plena funcionalidade do ombro.
Referências
- Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Guia de Traumatologia do Ombro. 2021. Disponível em: https://sbot.org.br
- American Academy of Orthopaedic Surgeons. Fraturas do Ombro. 2022. Disponível em: https://orthoinfo.aaos.org
- Silva J., et al. "Fraturas da escápula: aspectos clínicos e cirúrgicos." Revista Brasileira de Ortopedia, 2019.
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