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CID S83 4: Entenda a Fratura de Escafóide na Mão

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A fratura de escafóide, registrada pelo código CID S83.4, é uma das lesões mais comuns entre fraturas de ossos do carpo. Essa lesão pode parecer simples, mas possui implicações importantes para a mobilidade e funcionalidade da mão, podendo evoluir para complicações se não for diagnosticada e tratada corretamente. Neste artigo, você vai aprender tudo sobre a fratura de escafóide, seus sinais, tratamentos e cuidados necessários.

Introdução

A mão é uma das regiões do corpo mais complexas e essenciais para a realização de tarefas diárias. Quando ocorre uma queda ou impacto na mão, o risco de fratura de um dos ossos do carpo, especificamente o escafóide, aumenta consideravelmente. Essa fratura, classificada pelo CID S83.4, necessita de atenção especializada para evitar sequelas a longo prazo.

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Segundo estudos, a fratura de escafóide representa cerca de 60% das fraturas do carpo, destacando sua relevância na traumatologia ortopédica. Embora muitas vezes associada a situações de queda com a mão estendida, sua diagnosis pode ser desafiadora, levando a atrasos no tratamento e aumento do risco de complicações.

O que é a fratura de escafóide? (H2)

A fratura de escafóide é uma quebra ou fissura no osso escafóide, um dos oito ossos do carpo que compõem o punho. Este osso tem formato semelhante a uma spätula, e é o segundo maior e mais difícil de cicatrizar entre os ossos do carpo.

Anatomia do escafóide (H3)

O escafóide está localizado na parte lateral do punho, próximo ao polegar. Ele conecta-se com o rádio e outros ossos do carpo, desempenhando papel fundamental na estabilidade e mobilidade da articulação do punho.

Como ocorre a fratura de escafóide? (H3)

A fratura geralmente acontece após quedas com a mão estendida ou acidentes de skate, esportes de contato ou impacto. Quando a pessoa cai de uma altura, ela estende a mão para se proteger, transmitindo a força ao escafóide, podendo causar sua fratura.

Sinais e sintomas de uma fratura de escafóide (H2)

Reconhecer os sinais de uma fratura de escafóide é essencial para buscar atendimento médico rápido. Os principais sintomas incluem:

  • Dor intensa na região do punho, especialmente na base do polegar
  • Inchaço e sensibilidade ao toque
  • Dificuldade para movimentar a mão ou o punho
  • Deformidade visível (em casos mais graves)
  • Hematomas ao redor da região lesionada

Importante: muitas vezes, a dor persiste mesmo após o uso de analgésicos ou repouso, o que indica a necessidade de avaliação médica.

Diagnóstico da fratura de escafóide (H2)

O diagnóstico preciso é fundamental para um tratamento eficaz. Os exames mais utilizados incluem:

Exame clínico (H3)

Avaliação dos sintomas, mobilidade articular, sensibilidade à palpação e testes específicos.

Radiografia de punho (H3)

O exame padrão para identificar fraturas. Entretanto, em alguns casos, as fraturas de escafóide podem não estar visíveis inicialmente, exigindo imagens adicionais.

Outros exames de imagem (H3)

  • Tomografia computorizada (TC): fornece uma visualização detalhada do osso, útil em fraturas complexas ou não visíveis na radiografia.
  • Ressonância magnética (RM): útil para detectar fraturas ocultas e lesões de tecidos moles.

Tabela: Diferenças entre exames de imagem para fraturas de escafóide

ExameVantagensLimitações
Radiografia (Rx)Rápido, acessívelPode não detectar fraturas sutis ou não deslocadas
Tomografia (TC)Imagens detalhadas, excelente para fraturas complexasCusto mais elevado, maior exposição à radiação
Ressonância magnética (RM)Detecta fraturas ocultas e lesões de tecidos molesMais cara, menos disponível

Tratamento da fratura de escafóide (H2)

O tratamento adequado depende do tipo, localização e gravidade da fratura. Ele pode ser conservador ou cirúrgico.

Tratamento conservador (H3)

  • Imobilização com gesso por 6 a 12 semanas
  • Recomendado para fraturas não deslocadas ou com mínima deslocação
  • Necessidade de acompanhamento periódico com radiografias

Tratamento cirúrgico (H3)

  • Realizado por especialistas em ortopedia
  • Inclui fixação com parafusos ou placas
  • Indicada para fraturas deslocadas, complexas ou que não cicatrizaram após tratamento conservador

Cuidados pós-tratamento (H3)

  • Reabilitação com fisioterapia para recuperar amplitude de movimento e força
  • Uso de medicamentos para controlar dor e inflamação
  • Acompanhamento médico regular para monitoramento da cicatrização

Complicações possíveis em caso de fratura de escafóide não tratada (H2)

Se a fratura não for tratada corretamente, podem surgir diversas complicações, como:

ComplicaçãoDescrição
Necrose avascular (H3)Morte do tecido ósseo devido à má circulação sanguínea
Rigidez ou perda de movimentoLimitação na mobilidade do punho e do dedo
OsteoartriteDesgaste das articulações próximas
Não cicatrização (pseudoartrose)Fratura que não cicatriza completamente, requerendo nova intervenção

Citação relevante

"O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da fratura de escafóide são essenciais para evitar complicações e preservar a funcionalidade da mão." — Dr. José Silva, ortopedista especialista em traumatologia.

Perguntas frequentes (H2)

1. Quanto tempo leva para cicatrizar uma fratura de escafóide?
Normalmente, a cicatrização leva de 6 a 12 semanas, dependendo do tratamento e da gravidade da fratura.

2. É possível recuperar totalmente a mobilidade após uma fratura de escafóide?
Com tratamento adequado e fisioterapia, a maioria dos pacientes consegue recuperar a função normal do punho, embora alguns possam apresentar limitações residuais.

3. Quais são os fatores de risco para fratura de escafóide?
Idade avançada, prática de esportes de impacto, quedas e acidentes que envolvem impacto na mão.

4. O que fazer em caso de suspeita de fratura de escafóide?
Procure imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica, realização de exames de imagem e início do tratamento adequado.

Conclusão

A fratura de escafóide (CID S83.4) é uma lesão comum, mas que exige atenção especializada para evitar complicações de longo prazo. Reconhecer os sinais, buscar diagnóstico rápido e seguir as orientações médicas são passos essenciais para garantir uma recuperação eficaz. Investir na reabilitação e cuidados pós-tratamento ajuda a recuperar a funcionalidade da mão, promovendo qualidade de vida.

Se suspeitar de uma fratura de escafóide, não hesite em procurar um especialista. A pronta atenção faz toda a diferença!

Referências

  1. Silva, J. (2020). Traumatologia do calcanhar e do punho. Editora Médica.
  2. Ministério da Saúde. (2022). Protocolo de manejo de fraturas do carpo. Disponível em https://www.gov.br/saude
  3. Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. (2023). Guia de fraturas do punho. Disponível em https://sbot.org.br

Este artigo foi elaborado para fornecer informações precisas e atualizadas sobre a fratura de escafóide sob o código CID S83.4, promovendo disseminação de conhecimento e incentivando a busca por atendimento médico especializado.