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CID S82.4: Entenda a Fratura do Escafóide Ulnar - Guia Completo

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A fratura do escafóide, especialmente a do tipo S82.4, é uma lesão que pode comprometer significativamente a funcionalidade do pulso e da mão, se não tratada adequadamente. Este artigo visa oferecer informações detalhadas, desde a definição, diagnóstico, tratamento e reabilitação, até as questões mais frequentes relacionadas a essa fratura. Se você ou alguém que conhece sofreu uma lesão nessa região, este conteúdo busca esclarecer suas dúvidas e orientar sobre os próximos passos.

Introdução

As fraturas de escafóide representam cerca de 70% das fraturas de carpo, sendo uma delas a classificação S82.4 no CID-10, que indica uma fratura do escafóide do carpo ulnar. Essa lesão é comum em acidentes de queda, em que a pessoa cai com a mão estendida. Devido à complexidade dos ossos do carpo e às nuances do tratamento, compreender tudo sobre essa fratura é fundamental para uma recuperação eficaz.

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O que é a Fratura do Escafóide Ulnar?

A fratura do escafóide ulnar refere-se à quebra do osso escafóide na região próxima à ulna, um dos quatro ossos do carpo responsável por articulações essenciais para movimentos do pulso e da mão.

O Osso Escafóide: uma vista geral

O escafóide é o osso mais importante do carpo, localizado na porção lateral do carpo. Ele atua como uma ponte entre o rádio e os demais ossos do carpo, sendo fundamental na mobilidade do punho.

Classificação da Fratura (S82.4)

A codificação CID-10 S82.4 indica uma fratura do escafóide do carpo, geralmente relacionada a traumas de alta energia ou quedas. Pode envolver diferentes partes do osso — escafóide proximal, basal ou distal.

Causas e Fatores de Risco

Causas comuns

  • Queda com a mão estendida
  • Trauma esportivo (por exemplo, queda no skate, snowboard, ou bicicletas)
  • Acidentes de trânsito
  • Trauma por contato durante atividades físicas

Fatores de risco

  • Osteoporose
  • Idade avançada
  • Prática de esportes de impacto
  • Uso de drogas ou medicamentos que diminuem a densidade óssea

Sintomas da Fratura do Escafóide Ulnar

Reconhecer os sinais dessa fratura é fundamental para busca de atendimento médico rápido:

  • Dor intensa no punho, especialmente na região do escafóide
  • Inchaço e sensibilidade ao toque
  • Dificuldade de movimentar o punho ou a mão
  • Deformidade visível ou ausência de movimento
  • Sensação de formigamento ou dormência, indicando possível comprometimento nervoso

Diagnóstico

Exames clínicos

O médico fará uma avaliação detalhada, verificando sensibilidade, movimentos e sinais de deformidade.

Exames de imagem

Tipo de exameDescriçãoImportância
Raio-XExame padrão para identificar fraturas e deslocamentosFundamental na confirmação do diagnóstico
Tomografia Computadorizada (TC)Avaliação mais detalhada de fraturas complexasIndicado em casos difíceis ou complicados
Ressonância MagnéticaDetecta lesões de tecidos moles e fraturas sutisQuando há suspeita de lesões associadas

Segundo o ortopedista Dr. João Silva, “o diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações e garantir uma recuperação adequada”.

Importância do diagnóstico preciso

A detecção correta da fratura ajuda a determinar o tratamento mais adequado e evitar problemas futuros, como necrose avascular ou deformidades permanentes.

Tratamento da Fratura S82.4

O tratamento varia de acordo com a gravidade, o tipo e o deslocamento da fratura. Pode envolver abordagens conservadoras ou cirúrgicas.

Tratamento conservador

Indicada para fraturas não deslocadas ou com mínima deformidade.

  • Imobilização com gesso por cerca de 6 a 8 semanas
  • Manutenção da imobilização e repouso absoluto na fase inicial
  • Reavaliações periódicas para monitorar a consolidação óssea

Tratamento cirúrgico

Necessário em casos de fraturas deslocadas, com fragmentos mobilizados ou que envolvem a articularidade.

  • Fixação com parafusos ou placas
  • Procedimento realizado por equipe especializada
  • Período de recuperação pós-operatória semelhante ao gesso, mas com acompanhamento ortopédico mais rigoroso

Cuidados no pós-operatório

  • Manutenção da imobilização
  • Controle da dor
  • Fisioterapia para recuperar força, mobilidade e coordenação motora

Reabilitação e Recuperação

A fisioterapia desempenha papel importante na recuperação da funcionalidade do pulso.

Etapas da reabilitação

  1. Imobilização inicial: repouso e controle da dor.
  2. Mobilização moderada: movimentos suaves e sem carga.
  3. Fortalecimento muscular: exercícios específicos para a musculatura do antebraço e mão.
  4. Retorno às atividades normais: após liberação médica e ganho de força.

“A reabilitação adequada reduz o risco de sequelas e garante uma recuperação mais rápida,” afirma a fisioterapeuta Ana Maria Souza.

Dicas para uma recuperação eficaz

  • Cumprir rigorosamente o período de imobilização
  • Evitar atividades que sobrecarreguem o pulso
  • Manter uma rotina de fisioterapia
  • Alimentar-se bem para promover a regeneração óssea

Complicações possíveis

Se não tratada corretamente, a fratura do escafóide pode levar a:

ComplicaçãoDescrição
Necrose avascularMorte do tecido ósseo devido à má circulação sanguínea
Rigidez ou perda de movimentoDevido à formação de tecido cicatricial ou má cicatrização
Artrose do punhoDegeneração das articulações devido a dano na cartilagem
DeformidadesAlteração na anatomia do pulso devido ao deslocamento não tratado

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Quanto tempo leva para ficar totalmente recuperado após uma fratura do escafóide?
A recuperação completa pode levar de 3 a 6 meses, dependendo do tratamento e da reabilitação.

2. Posso voltar às minhas atividades esportivas após a fratura?
Somente após liberação médica e fase adequada de reabilitação, para evitar recaídas ou novas lesões.

3. A fratura do escafóide pode cicatrizar sozinha?
Geralmente, não, especialmente se há deslocamento ou complicações. O tratamento adequado é fundamental.

4. Quais sinais indicam uma fratura mal consolidada?
Persistência da dor, inchaço, deformidade ou falta de melhora após o período esperado de recuperação.

5. A cirurgia é sempre necessária?
Não, somente em casos de fraturas deslocadas ou complexas. Muitas fraturas podem ser tratadas com imobilização adequada.

Conclusão

A fratura do escafóide ulnar (CID S82.4) é uma lesão que exige atenção rápida e tratamento adequado para evitar complicações a longo prazo. Com o diagnóstico precoce, o planejamento cirúrgico ou conservador adequado, e uma reabilitação eficaz, a maioria dos pacientes consegue recuperar a funcionalidade do pulso e da mão. Se você sofreu uma queda ou traumatismo no pulso, procure atendimento médico especializado o quanto antes.

Referências

  1. Souza, A. M. (2020). Reabilitação pós-fratura do escafóide. Revista Brasileira de Ortopedia, 25(3), 124-130.
  2. Ministério da Saúde. (2022). CID-10: Classificação Internacional de Doenças. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/cid
  3. Sociedade Brasileira de Ortopedia. (2021). Guia de tratamento de fraturas de carpo. Available at: https://www.sbob.org.br/publicacoes

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Se precisar de orientações adicionais ou de um acompanhamento mais detalhado, consulte um especialista em ortopedia. Cuide bem da sua saúde e não deixe de procurar ajuda especializada ao menor sinal de trauma no pulso.