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CID S82.1: Guia Completo sobre Fraturas de Escápula

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As fraturas de escápula representam cerca de 1% a 2% de todas as fraturas ósseas e, apesar de serem relativamente raras, podem resultar em sequelas graves se não forem tratadas corretamente. O código CID S82.1 refere-se especificamente às fraturas da espinha da escápula, um tipo de fratura pouco comum, mas importante, devido às suas implicações funcionais e à complexidade do tratamento. Este guia completo tem como objetivo oferecer uma compreensão aprofundada sobre a classificação, diagnóstico, tratamento e prognóstico das fraturas de escápula, com foco especial na classificação CID S82.1.

O que é o CID S82.1?

O CID S82.1 corresponde a uma classificação internacional que identifica as fraturas da espinha da escápula. A escápula, ou omoplata, é um osso essencial para a mobilidade do ombro e estabilidade do membro superior. A fratura da espinha pode comprometer não só a integridade óssea, mas também estruturas neurovasculares adjacentes, como o plexo braqual e os nervos axilares.

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"Fraturas da escápula, embora raras, requerem atenção específica devido à sua relação com estruturas vitais do ombro e ao potencial de complicações." – Dr. Ricardo Almeida, especialista em ortopedia e Traumatalogia.

Anatomia da Escápula

Estrutura e Componentes

A escápula é um osso triangular que se localiza na região superior das costas, conectando-se ao úmero na articulação do ombro e à clavícula na articulação acromioclavicular. Seus principais componentes incluem:

  • Corpo da escápula
  • Espinha da escápula
  • Processo acromial
  • Processo coracoide
  • Cavidade glenoide

Funções

A escápula atua como ponto de ancoragem para músculos que movimentam o braço, além de fornecer estabilidade para a articulação glenoide.

Classificação das Fraturas de Escápula

As fraturas de escápula podem ser classificadas de diferentes maneiras, sendo uma das mais utilizadas a classificação pelo local da fratura.

Classificação pelo Local da Fratura (CID S82.1)

Tipo de FraturaDescriçãoExemplos
Fratura da espinha da escápulaFratura na projeção que separa a formação da espinhaCID S82.1
Fratura do corpo da escápulaFratura ao longo do corpo principal do ossoCID S42.1
Fratura do côndilo lateralFratura na extremidade lateral da escápulaCID S42.2
Fratura da glenóideFratura na cavidade que articula com o úmeroCID S42.3

Classificação de Campo e Colson

Outra classificação relevante é a de Campo e Colson, que considera a estabilidade e o impacto funcional da fratura.

Causas das Fraturas de Escápula

As fraturas de escápula geralmente estão relacionadas a traumas de alta energia, como:

  • Acidentes automobilísticos
  • Quedas de altura
  • Esportes de contato
  • Traumas por uma queda ou impacto direto na região dorsal

Segundo estudos, aproximadamente 80% das fraturas da escápula estão associadas a outras lesões, como fraturas de costelas, traumas torácicos ou lesões neurológicas.

Diagnóstico

Exame Clínico

Ao avaliar um paciente com suspeita de fratura de escápula, o médico deve observar sintomas como:

  • Dor intensa na região dorsal
  • Edema e equimose
  • Dificuldade de movimentação do ombro
  • Dor à palpação na área da espinha

Exames de Imagem

Para confirmação diagnóstica, são utilizados:

  • Radiografias: inicialmente, o método mais comum para detectar fraturas.
  • Tomografia Computadorizada (TC): indica a extensão da fratura, fragmentos ósseos e possíveis lesões associadas.
  • Ressonância Magnética (RM): avalia lesões de tecidos moles e nervos, principalmente importante em casos de suspeitas de lesões neurovasculares.

Tratamento das Fraturas de Escápula CID S82.1

Tratamento Conservador

Na maioria dos casos de fraturas não deslocadas ou com alinhamento adequado, o tratamento conservador é suficiente.

Cuidados básicos incluem:

  • Imobilização com uso de órteses ou tipóia
  • Analgesia adequada
  • Reabilitação fisioterapêutica precoce para restabelecer a mobilidade e força muscular

Tratamento Cirúrgico

Recomendado em casos de fracturas deslocadas, que comprometam a articulação ou estruturas neurovasculares, incluindo:

  • Fixação com placas e parafusos
  • Artroplastia em casos de lesões severas

Segundo Airton et al. (2021), "a avaliação precoce e o tratamento cirúrgico oportuno aumentam as taxas de sucesso e minimizam as sequelas funcionais."

Recuperação e Reabilitação

O processo de recuperação pode variar dependendo do grau da fratura e do tratamento adotado. Geralmente, o período de imobilização dura cerca de 4 a 6 semanas, seguido de fisioterapia para:

  • Restabelecer amplitude de movimento
  • Fortalecer os músculos do ombro
  • Prevenir rigidez e atrofia muscular

Prognóstico

O prognóstico das fraturas de escápula, especialmente CID S82.1, é geralmente bom, com grande porcentagem de recuperação funcional, principalmente quando o diagnóstico e tratamento são realizados precocemente. No entanto, casos não tratados adequadamente podem evoluir para deformidades, dor crônica e limitação de movimento.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual a principal causa das fraturas da escápula?

A maioria das fraturas ocorre por traumas de alta energia, como acidentes de carro ou quedas de altura.

2. Como é feito o diagnóstico de uma fratura de escápula?

O diagnóstico é confirmado através de exame clínico, radiografias e, em casos complexos, tomografia computadorizada.

3. É necessário tratar cirurgicamente todas as fraturas de escápula?

Não, a maior parte das fraturas pode ser tratada de forma conservadora, dependendo do grau de deslocamento e comprometimento da articulação.

4. Quais as complicações possíveis?

Incluem hematomas, lesões nervosas, rigidez articular, instabilidade e, em alguns casos, deformidades permanentes.

5. Quanto tempo leva para recuperar uma fratura de escápula?

O tempo de recuperação varia, mas geralmente leva de 8 a 12 semanas para uma recuperação completa, incluindo fisioterapia.

Conclusão

As fraturas da escápula, incluindo a classificação CID S82.1, exigem avaliação cuidadosa e tratamento adequado para garantir a recuperação funcional do ombro. Apesar de serem raras, sua abordagem multidisciplinar, que envolve ortopedistas, fisioterapeutas e radiologistas, é fundamental para minimizar complicações. A evolução das técnicas cirúrgicas e o entendimento de suas indicações têm proporcionado melhores prognósticos para os pacientes.

Se você suspeita de uma fratura de escápula ou deseja mais informações, consulte um profissional especializado e busque atendimento imediato.

Referências

  1. Silva, J. A., & Pereira, A. L. (2020). Trauma do Complexo Escápulo-Torácico: Diagnóstico e Tratamento. Revista Brasileira de Ortopedia, 55(3), 265-273.
  2. Airton, T. M., et al. (2021). Fraturas de escápula: abordagem cirúrgica versus conservadora. Journal of Orthopedic Trauma, 35(4), 245-251.
  3. Ministério da Saúde. (2018). CID-10: Classificação Internacional de Doenças. disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cid

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