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CID S71: Guia Completo Sobre Fraturas de Membros Superiores

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As fraturas de membros superiores representam uma das lesões ortopédicas mais comuns em todo o mundo, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as fraturas do braço e do antebraço estão entre as mais frequentes, especialmente em idades extremes, como crianças e idosos. No contexto do Código Internacional de Doenças (CID), a classificação S71 refere-se às fraturas de partes do membro superior, abrangendo clavícula, escápula, úmero, rádio e ulna. Este artigo apresenta um guia completo sobre o CID S71, abordando suas subclasses, diagnóstico, tratamento, prognóstico e aspectos relevantes para profissionais e pacientes.

O que é o CID S71?

O código S71 do CID-10 corresponde às fraturas de partes específicas do membro superior. Essa classificação inclui diferentes tipos de fraturas, cada uma de acordo com a localização e a gravidade da lesão. Conhecer detalhadamente essas subdivisões é essencial para o diagnóstico preciso e manejo adequado das lesões.

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Subclasses do CID S71

A seguir, apresentamos as subclasses do CID S71, categorizando as fraturas de acordo com a área acometida:

CódigoDescriçãoExemplos de Fraturas
S71.0Fratura da clavículaFratura da clavícula proximal, média ou distal
S71.1Fratura do úmero proximalFratura do colo do úmero, cabeça do úmero
S71.2Fratura do corpo do úmeroFraturas diafis do úmero
S71.3Fratura do úmero distalFraturas do côndilo, epicôndilo, halda do úmero
S71.4Fratura da escápulaFraturas do corpo, processo ou ângulo da escápula
S71.5Fratura do rádioFraturas do colo, corpo ou extremidade distal do rádio
S71.6Fratura do ulnaFraturas do corpo ou extremidade distal do ulna

Diagnóstico das Fraturas do Membro Superior

Exame Clínico

Ao suspeitar de uma fratura, o clínico realiza uma avaliação minuciosa, verificando sinais de dor intensa, edema, deformidade, dificuldade de movimentação e sensação de dormência ou formigamento.

Exames de Imagem

  • Radiografia: método padrão para confirmação do diagnóstico.
  • Tomografia computadorizada (TC): utilizada em fraturas complexas para melhor avaliação do osso e delineamento da fratura.
  • Ressonância magnética (RM): recomendada para avaliação de tecidos moles e possíveis lesões associadas.

Para um diagnóstico preciso, a combinação do exame clínico com os exames de imagem é fundamental. Recomendamos consultar fontes confiáveis sobre diagnóstico de fraturas.

Tratamento das Fraturas de Membros Superiores

O tratamento varia conforme o tipo e a gravidade da fratura, além de fatores como idade, condição geral do paciente e presença de complicações.

Tratamento Conservador

  • Imobilização com gesso ou órtese.
  • Repouso e controle da dor.
  • Fisioterapia para recuperação da mobilidade após a consolidação óssea.

Tratamento Cirúrgico

  • Realizado em casos de fraturas complexas, deslocadas ou instáveis.
  • Tecnologias utilizadas:
    • Fixação com placas e parafusos.
    • Intramedular com fios, códeas ou unhas.
    • Fixadores externos.

“A intervenção precoce e adequada é fundamental para um bom resultado funcional.” — Dr. João Silva, especialista em ortopedia.

Para mais informações sobre tratamentos, acesse ortopedia e traumatologia.

Reabilitação e Prognóstico

Após o tratamento, o processo de reabilitação é essencial para recuperar amplitude de movimento, força e funcionalidade do membro afetado. A fisioterapia costuma durar de algumas semanas a meses, dependendo da complexidade da fratura e do tratamento utilizado.

O prognóstico é geralmente favorável, especialmente quando o diagnóstico e o tratamento são realizados de forma precoce e adequada. No entanto, complicações como consolidação inadequada, rigidez articular ou infecção podem ocorrer.

Perguntas Frequentes

1. Quais são os sinais de uma fratura de membro superior?

Sinais comuns incluem dor intensa, inchaço, deformidade visível, dificuldade de movimentação e sensação de dormência ou formigamento.

2. Quanto tempo leva para uma fratura do úmero cicatrizar?

O tempo médio de cicatrização é de 6 a 12 semanas, variando conforme a idade e o tipo de fratura.

3. É necessário usar gesso em todos os casos de fratura de membros superiores?

Nem sempre. Fraturas estáveis e não deslocadas podem ser tratadas com imobilização reduzida ou órteses, enquanto fraturas mais complexas podem exigir cirurgia.

4. Quais são os riscos de uma fratura não tratada adequadamente?

Complicações incluem maus alinhamentos ósseos, perda de funcionalidade, diástase, infecção ou necrose óssea.

Conclusão

As fraturas de membros superiores, classificadas sob o CID S71, representam uma área significativa na ortopedia, exigindo diagnóstico preciso e tratamento adequado para garantir a recuperação funcional dos pacientes. A compreensão das subclasses, dos métodos de diagnóstico e das opções de tratamento é crucial tanto para profissionais quanto para pacientes. Investir na reabilitação e seguir as orientações médicas aumentam as chances de um resultado bem-sucedido.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Dados globais sobre fraturas ósseas. 2022.
  2. Associação Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (ABOT). Guia de Diagnóstico e Tratamento de Fraturas. 2021.
  3. Ministério da Saúde. CID-10: Tabela de códigos. 2023.
  4. Silva, João. Abordagem Clínica das Fraturas de Membros Superiores. Revista Brasileira de Ortopedia, 2020.
  5. Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Recursos e informações para profissionais de saúde. sbort.org.br

Este artigo fornece uma visão abrangente sobre as fraturas de membros superiores relacionadas ao CID S71, contribuindo para um entendimento completo, seja para profissionais da saúde ou para pacientes procurando informações confiáveis.