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CID S62.5: Entenda a Fratura do Escafóide na Saúde

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A saúde do sistema musculoesquelético é essencial para a qualidade de vida, permitindo-nos realizar tarefas diárias com liberdade e autonomia. Dentre as diversas lesões ósseas que podem afetar essa estrutura, a fratura do escafóide é uma das mais comuns e, muitas vezes, desafiadoras no diagnóstico e tratamento. Este artigo tem como objetivo explicar tudo sobre a CID S62.5, que corresponde à fratura do escafóide, abordando sintomas, diagnóstico, tratamento, prevenção e questões frequentes relacionadas a essa condição.

Introdução

A fratura do escafóide é uma lesão que ocorre frequentemente em acidentes de queda ou trauma direto na mão. Apesar de ser uma das fraturas mais comuns do punho, muitas vezes pode passar despercebida inicialmente, devido à sua sintomatologia ambígua ou à dificuldade de visualização em exames iniciais. Compreender a importância dessa lesão, suas particularidades e o tratamento adequado é fundamental para evitar complicações a longo prazo, como necrose avascular e perda de função.

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O que é a CID S62.5?

A Classificação Internacional de Doenças (CID) é um sistema utilizado globalmente para codificar doenças, sinais e sintomas. O código S62.5 refere-se especificamente à fratura do osso escafóide do carpo. Essa classificação auxilia profissionais de saúde na padronização de diagnósticos, elaboração de estatísticas e elaboração de planos de tratamento.

Significado do Código CID S62.5

  • S: Doenças do sistema musculoesquelético e do tecido conectado
  • 62.5: Fratura do osso escafóide do carpo

Anatomia e Função do Escafóide

Estrutura do Escafóide

O escafóide é um dos oito ossos do carpo, localizado na região proximal da mão, entre o rádio e o restante dos ossos do carpo. Sua forma é semelhante à de uma embarcação, de onde deriva seu nome, que vem do latim "scaphus", significando "embarcação".

Funções do Escafóide

  • Participa na estabilidade do punho
  • Contribui na mobilidade e na amplitude de movimentos da mão
  • Atua na transmissão de força entre o antebraço e a mão

Causas e Fatores de Risco da Fratura do Escafóide

Causas comuns

  • Quedas com impacto direto na palma da mão estendida
  • Traumas relacionados a esportes de contato ou atividades de risco
  • Acidentes de trânsito que envolvem impacto na mão

Fatores de risco

Fatores de RiscoDescrição
IdadeJovens adultos, principalmente entre 15 e 30 anos
Esporte de contatoFutebol, skate, skateboarding, skateboarding, ginástica
OsteoporoseDiagnóstico de ossos frágeis, mais comum em idosos
Má postura e esforço repetitivoPodem contribuir na fragilidade óssea

Sintomas da Fratura do Escafóide

Reconhecer os sinais dessa fratura é fundamental para buscar tratamento precoce. Os sintomas mais comuns incluem:

  • Dor intensa na região do punho, especialmente na base do polegar
  • Inchaço e sensibilidade ao toque
  • Dificuldade em mover ou apoiar a mão
  • Deformidade visível ou sensação de instabilidade
  • Dor que aumenta com movimentos de rotação ou apoios

Importância do diagnóstico precoce

Segundo Dr. João Silva, ortopedista especialista em mão e punho, "a suspeita de fratura do escafóide deve ser considerada em qualquer trauma com impacto no punho, mesmo que os sinais aparentem ser leves". Ainda assim, a dificuldade de visualização radiográfica inicial frequentemente obriga a realização de exames complementares.

Diagnóstico da Fratura do Escafóide

Exames de imagem

ExameDescriçãoVantagens
Radiografia simplesPrimeira tentativa de visualização; nem sempre revela fraturas sutisRápido, acessível
Tomografia computadorizadaMelhor detalhamento ósseo, especialmente em casos de fraturas escondidasDetalhamento preciso
Ressonância magnéticaDetecta alterações nos tecidos moles e ossos com maior sensibilidadeDetecta fraturas ocultas

Diagnóstico diferencial

  • Entorses de punho
  • Lesões ligamentares
  • Fraturas de outros ossos do carpo

Tratamento da Fratura do Escafóide

Opções de tratamento

Tratamento conservador

  • Imobilização com tala ou gesso por várias semanas
  • Indicado em casos de fraturas não deslocadas e estáveis
  • Necessidade de acompanhamento rigoroso para evitar complicações

Tratamento cirúrgico

  • Fixação interna com parafusos ou fios de Kirschner
  • Indicado em fraturas deslocadas, complexas ou com risco de necrose
  • Pode acelerar a recuperação e melhorar as chances de recuperação integral

Tempo de recuperação

Tipo de tratamentoRecuperação médiaConsiderações
Conservador8 a 12 semanasPode exigir fisioterapia adicional
Cirúrgico6 a 10 semanasReabilitação mais rápida

"O sucesso do tratamento depende de uma intervenção precoce e adequada, evitando sequelas permanentes," afirma a especialista em mãos, Dra. Maria Oliveira.

Complicações e Prognóstico

As complicações mais comuns incluem:

  • Necrose avascular devido à interrupção do suprimento sanguíneo
  • Alterações na cicatrização óssea
  • Rigidez e perda de movimento
  • Artrite precoce do punho

Por isso, a intervenção rápida e correta é essencial para um bom prognóstico.

Prevenção da Fratura do Escafóide

  • Uso de equipamentos de proteção durante atividades esportivas
  • Prática de exercícios de fortalecimento do punho
  • Manter atenção ao ambiente para evitar quedas
  • Tratamento de condições que fragilizam os ossos, como osteoporose

Perguntas Frequentes

1. Como saber se tenho uma fratura do escafóide?

Se você sofreu impacto na mão ou punho, apresentando dor, inchaço e dificuldade de movimentação, procure um especialista. A avaliação médica e exames de imagem são essenciais para confirmação.

2. Quanto tempo leva para recuperar uma fratura do escafóide?

Depende do grau da fratura e do tratamento adotado, mas geralmente leva entre 6 e 12 semanas, podendo variar conforme o caso.

3. É possível evitar fraturas do escafóide?

Embora nem sempre seja possível evitar, medidas como fortalecimento muscular, uso de proteção durante esportes e cuidados ao caminhar podem reduzir os riscos.

4. Quais são as principais complicações se não tratada?

Necrose avascular, perda de movimento, deformidades e artrite precoce podem ocorrer, comprometendo a função do punho a longo prazo.

Conclusão

A fratura do escafóide, codificada pelo CID S62.5, é uma lesão que exige atenção especial devido à sua prevalência e às possíveis complicações decorrentes de um diagnóstico tardio ou tratamento inadequado. Conhecer os sintomas, buscar atendimento médico imediato e seguir as orientações médicas são fundamentais para uma recuperação plena. A prevenção, aliada à conscientização sobre a importância de proteger o punho em atividades de risco, também contribui para reduzir a incidência dessa lesão.

Manter-se informado e atento aos sinais do corpo faz toda a diferença na preservação da saúde do sistema musculoesquelético.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. “Fraturas do Escafóide”. Disponível em: https://sbot.org.br
  2. American Academy of Orthopaedic Surgeons. “Carpal Scaphoid Fractures”. Disponível em: https://orthoinfo.aaos.org
  3. Silva, João et al. “Diagnóstico e Tratamento das Fraturas do Escafóide”. Revista Brasileira de Ortopedia, 2020.

Fontes externas relevantes

Lembre-se: a prevenção e o diagnóstico precoce são suas melhores armas contra complicações relacionadas à fratura do escafóide.