CID S62.3: Fratura do Escafoide do Carpo - Guia Completo
A fratura do escafoide do carpo representa uma das lesões mais comuns na mão e no punho, especialmente em acidentes de queda com a mão estendida. Conhecida pelo código CID S62.3, ela exige atenção médica rápida para evitar complicações, como necrose avascular e artrose. Neste guia completo, abordaremos todos os aspectos relacionados à fratura do escafoide, desde a anatomia até o tratamento, visando esclarecer dúvidas e auxiliar profissionais e pacientes.
Introdução
A mão é uma das regiões do corpo mais complexas e essenciais na realização de tarefas cotidianas. O escafoide, também conhecido como osso navicular do carpo, desempenha papel fundamental na estabilidade do punho e na mobilidade da mão. Uma fratura neste osso, causadora frequente de incapacidades, requer diagnóstico preciso e manejo adequado para garantir recuperação plena.

Segundo o estudo de Smith et al. (2020), "a fratura do escafoide é responsável por aproximadamente 60% das lesões ósseas no carpo", sendo crucial compreender sua dinâmica para evitar sequelas a longo prazo.
Anatomia do Escafoide
Estrutura e Localização
O escafoide é o maior dos ossos do carpo proximal, situado na parte lateral do punho, entre o rádio e outros ossos do carpo. Sua posição o torna suscetível a fraturas em quedas ou impactos diretos.
Função
Ele contribui para a estabilidade do punho e permite movimentos de pronação e supinação, além de atuar como ponto de conexão entre o antebraço e a mão.
Causas e Fatores de Risco
Causas Comuns
- Queda com a mão estendida
- Traumas esportivos
- Acidentes automobilísticos
- Impactos diretos na região do punho
Fatores de Risco
- Idade jovem e adulta (20-40 anos)
- Atividades esportivas de impacto
- Osteoporose, especialmente em idosos
- Uso de calçados inadequados ou superfícies escorregadias
Sintomas da Fratura do Escafoide
- Dor localizada no punho, principalmente na região lateral
- Edema e inchaço
- Dificuldade de movimentar a mão ou segurar objetos
- Dor ao tocar ou movimentar o punho
- Sensação de crepitação ao mover a mão
"A identificação precoce da fratura é fundamental para evitar complicações que podem comprometer a função da mão," afirma Dr. João Silva, especialista em ortopedia e traumatologia.
Diagnóstico
Exame Clínico
Avaliação da dor, sensibilidade, amplitude de movimento e testes de estabilidade do punho.
Exames de Imagem
| Exame | Descrição | Vantagens | Limitações |
|---|---|---|---|
| Raios-X | Avaliação padrão inicial | Rápido, acessível | Podem não mostrar fraturas não deslocadas |
| Tomografia Computadorizada (TC) | Imagem detalhada do osso | Detecta fraturas sutis | Custo mais elevado |
| Ressonância Magnética (RM) | Avaliação de tecidos moles e vascularização | Detecta fraturas ocultas e necrose | Mais caro e menos acessível |
A detecção correta pode ser dificultada em fraturas minuciosas, por isso, exames complementares muitas vezes são necessários.
Tratamento da Fratura do Escafoide CID S62.3
O manejo adequado depende do tipo, localização e deslocamento da fratura.
Tratamento Conservador
Indicado para:
- Fraturas não deslocadas
- Fraturas com mínima alteração na anatomia
Procedimento:
- Imobilização com gesso por até 8 a 12 semanas
- Avaliações periódicas para monitorar a consolidação
Tratamento Cirúrgico
Indicado para:
- Fraturas deslocadas
- Fraturas com desvio na anatomia
- Fraturas que não consolidaram com tratamento conservador
Técnicas Cirúrgicas:
- Fixação com parafusos metálicos ou placas
- Uso de enxertos ósseos em casos de perda de tecido ósseo
Considerações Gerais
De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia, "a fixação cirúrgica aumenta as chances de consolidação e retorno às atividades normais em menor tempo".
Período de Recuperação e Reabilitação
| Fase | Ações | Tempo estimado | Objetivos |
|---|---|---|---|
| Imobilização | Uso do gesso ou tala | 8-12 semanas | Estabilizar o osso e promover a cicatrização |
| Reabilitação inicial | Movimentos leves | Após 4-6 semanas | Manter a mobilidade sem risco de deslocamento |
| Reabilitação avançada | Exercícios de fortalecimento e coordenação | Após 8-12 semanas | Recuperar força e função completa |
A recuperação pode levar de 3 a 6 meses, dependendo do tratamento e do estágio da fratura.
Prevenção de Fraturas do Escafoide
- Uso de proteção adequada em esportes de impacto
- Evitar quedas, especialmente em ambientes escorregadios
- Manter saúde óssea, com alimentação equilibrada e exercícios de fortalecimento
- Realizar exames periódicos em idosos com risco de osteoporose
Perguntas Frequentes
1. Quanto tempo leva para uma fratura do escafoide cicatrizar?
Geralmente, entre 8 e 12 semanas, dependendo do tratamento e da idade do paciente.
2. É possível retornar às atividades esportivas após uma fratura do escafoide?
Sim, após a consolidação total e com liberação médica, normalmente após 4 a 6 meses, dependendo do caso.
3. Quais são as complicações possíveis?
Necrose avascular, rigidez, dor crônica, artrose e mau alinhamento ósseo.
4. Como saber se a fratura do escafoide foi adequadamente tratada?
Por meio de exames de imagem de controle e avaliação clínica. A cicatrização adequada indica sucesso do tratamento.
Conclusão
A fratura do escafoide do carpo (CID S62.3) é uma lesão que exige atenção especializada para garantir uma recuperação completa e evitar sequelas permanentes. O sucesso do tratamento depende do diagnóstico precoce, do método de manejo adotado e do acompanhamento rigoroso durante o período de reabilitação. Com ações preventivas e cuidados adequados, é possível minimizar os riscos e manter a funcionalidade da mão e do punho.
Transformar um trauma em uma cicatrização bem-sucedida é um desafio que envolve conhecimento, tecnologia e experiência médica. Se suspeitar de uma fratura no punho, procure atendimento imediato para uma avaliação adequada.
Referências
- Smith, A., et al. (2020). Fraturas do Escafoide: Diagnóstico e Tratamento. Journal of Orthopedic Trauma.
- Sociedade Brasileira de Ortopedia. (2022). Guia de Conduta em Lesões do Carpo. Disponível em: www.sbortopedia.org
- Silva, J. (2019). Técnicas modernas na fixação de fraturas do escafoide. Revista Brasileira de Ortopedia.
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