MDBF Logo MDBF

CID S62.2: Fratura do Côndilo Ósseo do Escafóide na Mão

Artigos

A anatomia da mão é complexa e essencial para as atividades diárias humanas, possibilitando desde tarefas simples até movimentos precisos. Entre as estruturas que compõem essa região, o escafóide desempenha papel fundamental na estabilidade e mobilidade da articulação do punho. Uma das lesões mais comuns relacionadas ao escafóide é a fratura do côndilo ósseo, que pode resultar em complicações sérias se não for diagnosticada e tratada adequadamente.

O código CID S62.2 refere-se à fratura do côndilo ósseo do escafóide na mão, destacando-se como uma condição que requer atenção especializada. Neste artigo, exploraremos detalhes sobre essa fratura, suas causas, sintomas, diagnóstico, tratamento, e dicas para uma recuperação eficiente.

cid-s62-2

O que é a fratura do côndilo ósseo do escafóide? (H2)

Anatomia do escafóide e do côndilo ósseo (H3)

O escafóide, também conhecido como os scaphoideum, é um dos oito ossos do carpo e está localizado na parte lateral da mão, próximo ao polegar. Esse osso é crucial na transmissão de forças entre o antebraço e os dedos, além de contribuir para a mobilidade do punho.

O côndilo ósseo do escafóide é uma projeção ou uma parte do osso que forma parte da sua estrutura, sendo fundamental na articulação com outros ossos do carpo. Sua integridade é vital para o funcionamento normal da mão.

Definição de fratura do côndilo ósseo (H3)

A fratura do côndilo ósseo do escafóide ocorre quando há uma fissura ou quebra nessa projeção óssea devido a um trauma, geralmente uma queda com a mão estendida. Essa lesão pode variar de uma pequena fissura a uma fratura mais complexa, demandando diferentes abordagens de tratamento.

Código CID S62.2

O Código Internacional de Doenças (CID) S62.2 refere-se à "Fratura do côndilo ósseo do escafóide", sendo utilizado para fins de diagnóstico, registros médicos, estatísticas de saúde e tratamentos específicos.

Causas e fatores de risco (H2)

Principais causas de fratura do côndilo ósseo (H3)

  • Queda com a mão aberta ou estendida
  • Trauma direto na região do punho
  • Prática de esportes com alto impacto ou contato, como skate, skateboarding, futebol e basquete
  • Acidentes automotivos que envolvem impacto no punho

Fatores de risco (H3)

Fatores de RiscoDescrição
IdadeJovens e adultos jovens, especialmente entre 20 e 40 anos
Atividades esportivasPraticantes de esportes de impacto
Osteopenia/OsteoporoseOssos mais frágeis, mais suscetíveis a fraturas
Uso de álcool e drogasPodem diminuir a percepção de risco e aumentar acidentes

Sintomas e sinais clínicos (H2)

Como identificar uma fratura do côndilo ósseo? (H3)

Os sintomas mais comuns incluem:

  • Dor intensa na região do punho, especialmente ao mover a mão ou o pulso
  • Inchaço localizado
  • Hematomas na região
  • Dificuldade de movimentar o punho e a mão
  • Sensação de crepitação ao tentar mover o osso afetado
  • Deformidade visível em alguns casos

Importância do diagnóstico precoce

O reconhecimento rápido dos sintomas e a busca por atendimento médico especializado podem evitar complicações como necrose óssea, rigidez permanente e artrite pós-traumática.

Diagnóstico (H2)

Exames clínicos (H3)

O médico realizará uma avaliação detalhada, incluindo exame físico para verificar sensibilidade, amplitude de movimento e sinais de deformidade.

Exames de imagem (H3)

ExameDescriçãoVantagens
Raios-XPrimeiro exame para detectar fraturasRápido, acessível, eficaz na visualização de ossos
Tomografia computadorizada (TC)Avaliação detalhada de fraturas complexasMelhor detalhamento de fragmentos ósseos
Ressonância magnética (RM)Avalia tecidos moles ao redor do osso, possível detecção de necrose ósseaDetecta complicações e lesões adicionais

Importância do diagnóstico diferencial

A fratura do côndilo ósseo do escafóide pode ser confundida com outras lesões, como ligamentos rompidos ou tendinites. Portanto, uma avaliação completa é essencial.

Tratamento da fratura do côndilo ósseo do escafóide (H2)

Opções de tratamento (H3)

O tratamento varia conforme a gravidade da fratura, sua localização e se há deslocamento do fragmento ósseo.

Tratamento conservador

  • Imobilização com tala ou gesso por aproximadamente 6 a 8 semanas
  • Indicado para fraturas não deslocadas
  • Necessidade de monitoramento periódico com exames de imagem

Tratamento cirúrgico

  • Realizado em fraturas deslocadas ou que não consolidiram com o tratamento conservador
  • Técnicas mais comuns incluem redução cirúrgica e fixação com parafusos ou placas
  • Pode envolver uso de artroscopia para menor invasividade

Cuidados pós-operatórios (H3)

  • Uso de órteses ou tala até a cicatrização completa
  • Reabilitação com fisioterapia para recuperar movimento e força
  • Evitar atividades de impacto até liberação médica

Recuperação e reabilitação (H2)

Fases do processo de reabilitação (H3)

FaseObjetivoDuração Aproximada
ImediataControle da dor, imobilização inicial1 a 2 semanas
Pós-imobilizaçãoInício de exercícios leves de mobilidade e fortalecimento2 a 6 semanas
Reabilitação avançadaRecuperação de força, coordenação e retorno às atividades normais6 a 12 semanas

Dicas para uma recuperação eficiente

  • Cumprir rigorosamente as orientações médicas
  • Participar ativamente da fisioterapia
  • Evitar atividades que possam prejudicar a cicatrização
  • Manter uma alimentação adequada, rica em cálcio e vitamina D

Complicações possíveis (H2)

Quais podem ocorrer se a fratura não for tratada corretamente? (H3)

  • Necrose do osso devido à má vascularização
  • Rigidez ou perda de mobilidade permanente
  • Artrite pós-traumática
  • Deformidades permanentes
  • Dor crônica no punho

Perguntas Frequentes (H2)

1. Quanto tempo leva para uma fratura do côndilo ósseo do escafóide cicatrizar? (H3)

Geralmente, o tempo de cicatrização varia entre 6 a 12 semanas, dependendo do grau da fratura, do tratamento adotado e do cuidado pós-operatório. É fundamental seguir as recomendações médicas para evitar complicações.

2. É possível retornar às atividades esportivas após a fratura do escafóide? (H3)

Sim, após a completa cicatrização, recuperação funcional e autorização médica, é possível retomar atividades esportivas. Entretanto, o tempo de retorno deve ser avaliado individualmente, considerando o progresso na reabilitação.

3. Quais são as chances de que a fratura precise de cirurgia? (H3)

Fraturas não deslocadas podem ser tratadas conservadoramente com imobilização. No entanto, fraturas deslocadas ou que não cicatrizam adequadamente geralmente requerem intervenção cirúrgica para garantir a restituição da anatomia e função do punho.

Conclusão

A fratura do côndilo ósseo do escafóide, classificada pelo CID S62.2, é uma lesão que exige atenção imediata. A compreensão da anatomia, causas, sintomas e a importância do diagnóstico precoce são fundamentais para um tratamento eficaz. Com o avanço das técnicas cirúrgicas e fisioterapêuticas, as possibilidades de recuperação têm aumentado significativamente, permitindo que pacientes retornem às suas atividades normais com qualidade de vida.

Se você suspeita de uma fratura no punho, procurar um especialista é essencial. Quanto mais cedo a intervenção, menores as chances de complicações e maior o sucesso na recuperação.

Referências

  1. Brinker, M. R., et al.. (2019). Hand Surgery: A Clinical Atlas. Springer.
  2. Trompeter, A., et al.. (2018). "Diagnosis and Management of Scaphoid Fractures". Orthopedic Reviews, 10(2), 123-130.
  3. Associação Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (ABOT)

Nota: Este artigo foi elaborado com o objetivo de oferecer informações completas e atualizadas sobre a fratura do côndilo ósseo do escafóide, facilitando a compreensão e incentivando a busca por profissionais especializados.