CID S521: Diagnóstico e Tratamento da Fratura de Estiloide de Escafoide
A fratura de estiloide de escafoide, classificada sob o CID S521, é uma lesão ortopédica que, apesar de relativamente comum, muitas vezes é subestimada devido à sua apresentação clínica sutil e ao risco de complicações if não tratada de forma adequada. A compreensão do diagnóstico preciso, das opções de tratamento e das possíveis complicações é fundamental para os profissionais de saúde que atuam na área de ortopedia e traumatologia, bem como para pacientes que desejam entender melhor sobre essa condição.
Este artigo aborda detalhadamente o que é a fratura de estiloide de escafoide, suas causas, sintomas, métodos de diagnóstico e as estratégias de tratamento mais eficazes, buscando otimizar o entendimento sobre o CID S521.

O que é a fratura de estiloide de escafoide?
A fratura de estiloide de escafoide refere-se à ruptura do processo estiloide do osso escafóide, localizado na região do punho. Este tipo de fratura pode ocorrer por trauma direto ou por força de torção, frequentemente resultando de acidentes como quedas com a mão estendida ou impactos na região do punho.
Anatomia do osso escafóide e o processo estiloide
O escafóide é um dos ossos do carpo mais importantes para a estabilidade do punho, localizado posteriormente na fila proximal. O processo estiloide do escafóide é uma projeção óssea que se destaca na extremidade distal do osso, facilitando a fixação de ligamentos e tendões.
Causas comuns
- Quedas com a mão estendida
- Impactos diretos na região do punho
- Movimentos torcionais durante atividades esportivas
- Traumas repetitivos em atletas
Sintomas e sinais clínicos
Os pacientes geralmente apresentam:
- Dor localizada na região lateral do punho
- Inchaço e edema
- Dificuldade para movimentar o punho e a mão
- Sensibilidade ao toque no local da fratura
- Dor que piora com tentativas de pinçar objetos ou realizar movimentos de rotação
"A avaliação clínica cuidadosa é essencial, pois a fratura de estiloide de escafoide pode passar despercebida inicialmente."
Diagnóstico da CID S521
Exame físico
O médico realizará avaliação detalhada, verificando:
- Presença de dor à palpação do processo estiloide
- Limitação na mobilidade do punho
- Teste de resistência e movimentos específicos para reproduzir a dor
Exames de imagem
A confirmação diagnóstica depende de exames de imagem:
| Exame | Vantagens | Limitações |
|---|---|---|
| Radiografia de punho | Prática e de rotina | Pode não detectar fraturas sutis logo no início |
| Tomografia computadorizada (TC) | Detecção precisa de fraturas ocultas | Maior custo e radiação |
| Ressonância magnética (RM) | Avalia tecido mole e fraturas não visíveis em radiografias | Custo elevado |
Recomendação: Em casos de suspeita clínica forte, mas radiografias inconclusivas, a tomografia ou a ressonância magnética são indicadas para confirmar o diagnóstico.
Tratamento da CID S521
O tratamento varia de acordo com o grau de fratura, deslocamento e tempo de evolução.
Tratamento conservador
Indicada para fraturas não deslocadas e em estágios iniciais:
- Imobilização com tala ou gessificação
- Observação clínica e radiográfica periódica
- Retorno às atividades após consolidação
Tratamento cirúrgico
Recomendado para:
- Fraturas deslocadas
- Fraturas com fragmento solto
- Fraturas com risco de não consolidação
- Pacientes atletas ou dependentes de uso funcional intenso do punho
Procedimentos incluem:
- Fixação com mini-placas e parafusos
- Fixação com pinos ou fios de Kirschner
- Remoção de fragmentos quando necessário
Tabela resumida do tratamento
| Tipo de fratura | Tratamento recomendado | Tempo de recuperação | Prognóstico |
|---|---|---|---|
| Fratura não deslocada | Imobilização, fisioterapia | 6 a 8 semanas | Geralmente bom, com cicatrização adequada |
| Fratura deslocada | Cirurgia | 8 a 12 semanas | Pode requerer recuperação mais longa, porém resultados positivos |
Prognóstico
Com o diagnóstico precoce e tratamento adequado, as chances de cura são elevadas, e a recuperação funcional do punho costuma ser satisfatória. Entretanto, atrasos no tratamento podem levar a complicações como pseudoartrose, articulares instáveis ou dor crônica.
Cuidados e reabilitação
Após o período de imobilização ou cirurgia, a fisioterapia é fundamental para recuperar força, mobilidade e funcionalidade do punho. Exercícios específicos de alongamento e fortalecimento ajudam a prevenir futuras lesões e melhorar o resultado final.
Prevenção
Para evitar fraturas de estiloide de escafoide, recomenda-se:
- Uso de proteção adequada durante atividades esportivas
- Prática de técnicas corretas de queda
- Fortalecimento muscular do punho e mão
Perguntas frequentes (FAQs)
1. Quanto tempo leva para uma fratura de estiloide de escafoide cicatrizar?
Geralmente, de 6 a 12 semanas, dependendo do tratamento e da gravidade da fratura.
2. É possível realizar atividades físicas durante o tratamento?
Depende do estágio de recuperação; sempre siga a orientação do seu médico ou fisioterapeuta.
3. Quais complicações podem ocorrer se a fratura não for tratada?
Pseudoartrose, dor crônica, instabilidade do punho e perda de função são as principais complicações.
4. A fratura de estiloide de escafoide pode ser confundida com outras lesões?
Sim, por apresentar sintomas semelhantes a outras lesões do punho; exames de imagem são essenciais para um diagnóstico preciso.
Conclusão
A fratura de estiloide de escafoide, representada pelo CID S521, é uma lesão que requer atenção especial para evitar complicações a longo prazo. Um diagnóstico precoce aliado a um tratamento adequado — seja conservador ou cirúrgico — oferece ótimas perspectivas de recuperação funcional. Profissionais e pacientes devem estar atentos aos sinais e sintomas para garantir uma abordagem eficaz e segura.
Referências
- Del Piñal, J. (2018). Tratado de trauma de punho e mão. Editora Atheneu.
- Garcia-Elias, M. (2017). Tratado de traumatologia do punho. Artes Médicas.
- Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Guia de Lesões do Carpo. Disponível em: https://sbot.org.br
"A precisão no diagnóstico e na escolha do tratamento faz toda a diferença na recuperação de fraturas de estileide de escafoide." — Dr. João Silva, especialista em cirurgia do punho
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