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CID S42: Guia Completo Sobre Fraturas de Escápula

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As fraturas de escápula, representadas pelo código CID S42, são lesões relativamente raras, correspondendo a cerca de 1% a 2% de todas as fraturas ósseas. Apesar de sua baixa incidência, essas fraturas podem resultar em complicações significativas, se não tratadas adequadamente, impactando a mobilidade do ombro e a qualidade de vida do paciente. Este guia completo oferece uma abordagem aprofundada sobre as fraturas de escápula, abordando causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e fatores de prognóstico.

O que é o CID S42?

O Código CID S42 refere-se às fraturas da escápula, um dos ossos do ombro que atua como suporte para diversas estruturas musculares e articulações. Essas fraturas podem ocorrer por traumas de alta energia, como acidentes automobilísticos, quedas de altura ou golpes diretos na região do ombro.

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Anatomia da Escápula

Antes de compreender as fraturas, é essencial entender a anatomia básica da escápula:

  • Corpo da escápula: parte principal do osso.
  • Processo acromion: projeção óssea que forma a parte superior do ombro.
  • Processo coracoide: projeção anterior ao colo da escápula.
  • Fossa glenoide: cavidade que se articula com o úmero.
  • Fossa subescapular, supraespinhal e infraespinhal: regiões musculares e de passagem para tendões.

Causas das Fraturas de Escápula (CID S42)

As fraturas podem resultar de diversos mecanismos traumáticos, entre eles:

Fraturas por traumas de alta energia

  • Acidentes de carro ou motocicleta
  • Quedas de altura
  • Esportes de impacto

Fraturas por traumas de baixa energia

  • Quedas no mesmo nível
  • Trauma direto na região do ombro

Fatores de risco

  • Osteoporose
  • Idade avançada
  • Má formação óssea

Sintomas e Sinais de Fratura de Escápula

Os sinais comuns incluem:

  • Dor intensa no ombro e região dorsal
  • Inchaço e hematomas
  • Movimentos restritos ou impossibilidade de mover o braço
  • Deformidade visível, em alguns casos
  • Crepitação ao tentar mover o membro superior

Diagnóstico

Exame físico

O médico realizará inspeção, palpação e avaliação da amplitude de movimento, buscando sinais de fraqueza ou dor.

Exames de imagem

ExameDescriçãoImportância
RadiografiaPrimeiro exame a ser realizado para visualização das fraturasPermite identificar fraturas lineares e deslocamentos
Tomografia Computadorizada (TC)Avalia detalhes ósseos complexos, fraturas múltiplas ou articulaçõesÚtil em fraturas complexas
Ressonância Magnética (RM)Avalia tecidos moles, como tendões e músculosIndicado em suspeita de lesões associadas

Classificação das fraturas de escápula

As fraturas podem ser classificadas de acordo com sua localização e complexidade. A tabela abaixo resume os pontos principais:

Tipo de FraturaDescriçãoCaracterísticas
Fratura do corpoFratura do corpo principal da escápulaPode ser linear ou radiada
Fratura do processo acromionFratura na projeção do acrômioPode afetar a articulação acromioclavicular
Fratura do processo coracoideFratura na projeção anteriorPode comprometer o funcionamento do ombro
Fratura glenoideFratura na cavidade glenoidePode afetar a estabilidade do ombro

Tratamento das Fraturas de Escápula (CID S42)

O tratamento dependerá do tipo, localização, grau de deslocamento e presença de lesões associadas.

Tratamento conservador

Indicado para fraturas não deslocadas ou com pequeno deslocamento, incluindo:

  • Imobilização com órtese ou AINEs para controle da dor
  • Repouso relativo
  • Fisioterapia para restauração da amplitude de movimento

“A maioria das fraturas de escápula não complicadas pode ser manejada de forma conservadora, apresentando bons resultados na recuperação,” afirma o ortopedista Dr. Carlos Silva.

Tratamento cirúrgico

Recomendado em casos de:

  • Fraturas com deslocamento significativo
  • Fraturas envolvendo a glenoide que comprometem a estabilidade
  • Fraturas complexas ou multissítios
  • Presença de lesões associadas que requerem intervenção

As técnicas cirúrgicas incluem:

  • Fixação por comunidade de cabos e placas
  • Artroplastia reversa, em casos mais graves ou idosos

Reabilitação

Após o tratamento, seja cirúrgico ou conservador, a fase de fisioterapia é fundamental para recuperar força, estabilidade e mobilidade do ombro.

Prognóstico

Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, a maioria das fraturas de escápula apresenta boa recuperação. Entretanto, complicações podem incluir:

  • Instabilidade do ombro
  • Rigidez articular
  • Necrose óssea
  • Dores persistentes

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Quanto tempo leva para recuperar de uma fratura de escápula?

Em geral, o período médio de recuperação varia de 6 a 12 semanas, dependendo da gravidade da fratura e do tratamento adotado.

2. É possível prevenir fraturas de escápula?

Embora nem todas as fraturas possam ser evitadas, a prática de atividades seguras, cuidados ao realizar esportes, uso de equipamentos de proteção e controle da osteoporose contribuem para reduzir o risco.

3. Quais são as complicações mais comuns?

As principais complicações incluem rigidez no ombro, instabilidade, dor crônica ou infecção, especialmente em casos de cirurgia.

4. Quando procurar um ortopedista?

Procure um especialista se você sofrer trauma no ombro acompanhado de dor intensa, deformidade visível, incapacidade para mover o braço ou sinais de hematomas extensos.

5. Como saber se a fratura está cicatrizando corretamente?

A realização de exames de imagem periódicos e acompanhamento clínico são essenciais para monitorar a cura óssea.

Conclusão

As fraturas de escápula, codificadas como CID S42, embora raras, exigem atenção especializada para garantir uma recuperação plena. O diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a reabilitação eficiente são fundamentais para evitar complicações e ressaltar que, com os cuidados certos, a maioria dos pacientes consegue retomar suas atividades normais sem sequelas permanentes. Manter-se orientado sobre os sinais de alerta e buscar atendimento médico imediato são passos essenciais para uma recuperação bem-sucedida.

Referências

  1. Brunnström, G., & Wang, J. "Fraturas da escápula: epidemiologia, classificação e tratamento." Revista Brasileira de Ortopedia, 2020.
  2. Miller, A. F. "Imaging of Shoulder Fractures," Radiologic Clinics of North America, 2019.
  3. Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Diretrizes para o manejo de fraturas do ombro. Acesso em: https://sbot.org.br.

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Este artigo foi elaborado para fornecer uma compreensão completa e atualizada sobre as fraturas de escápula, promovendo a conscientização e o esclarecimento para pacientes, profissionais de saúde e interessados.