CID S143: Classificação e Informações Importantes sobre Essa Condição
A Classificação Internacional de Doenças (CID) é uma ferramenta fundamental utilizada por profissionais de saúde em todo o mundo para codificar, classificar e monitorar diferentes condições de saúde. Entre os inúmeros códigos existentes, o CID S143 refere-se a uma condição específica que merece atenção devido às suas particularidades e implicações para a saúde. Este artigo tem como objetivo apresentar uma análise detalhada sobre o código S143, fornecendo informações essenciais, dados estatísticos, orientações clínicas e contextualizações relevantes para médicos, pacientes e pesquisadores.
Ao longo do texto, responderemos perguntas frequentes, apresentaremos uma tabela explicativa, e incluiremos referências confiáveis para uma compreensão completa e atualizada acerca do assunto.

O que é o CID S143?
Definição e Classificação
O código CID S143 pertence à categoria de lesões e traumatismos de partes específicas do corpo, mais precisamente, refere-se a uma lesão na região do quadril, especificamente da articulação do quadril. A classificação faz parte do capítulo que trata de lesões traumáticas, geralmente associados a acidentes ou quedas que resultam em danos à estrutura óssea ou articular da região.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o código S143 é utilizado para registrar ocorrências de fraturas ou traumatismos na cabeça do fêmur (cabeça do osso do quadril), uma condição que requer atenção clínica especializada devido à sua complexidade e impacto na mobilidade.
Importância do Código CID S143
A correta classificação e codificação são essenciais para o planejamento de tratamentos, elaboração de políticas públicas de saúde, estatísticas de morbidade, além do monitoramento das principais causas de trauma na população.
Anatomia e Fisiopatologia Relacionada ao CID S143
Anatomia da Região do Quadril
A região do quadril é composta por uma articulação sinovial que conecta o fêmur à pelve. Sua estrutura anatômica permite movimentos amplos, essenciais para ações cotidianas como caminhar, sentar e subir escadas.
Fisiopatologia dos Traumatismos na Cabeça do Fêmur
Traumas nessa região podem gerar fraturas ou deslocamentos que comprometem a integridade da articulação, levando à dor intensa, limitação de movimentos e, dependendo da gravidade, necessidade de intervenção cirúrgica. Fatores como a idade, densidade óssea e a violência do impacto influenciam na extensão do dano.
Causas e Fatores de Risco do CID S143
Causas Comuns
- Quedas em idosos
- Acidentes de trânsito
- Esportes de impacto
- Traumas de trabalho ou acidentes domésticos
- Violência ou agressões físicas
Fatores de Risco
| Fatores de risco | Descrição |
|---|---|
| Idade avançada | Densidade óssea diminuída aumenta risco de fraturas |
| Osteoporose | Condição que enfraquece os ossos, facilitando fraturas |
| Uso de medicamentos corticosteroides | Pode reduzir a densidade óssea e aumentar risco de trauma |
| Histórico de quedas | Pessoas que caem frequentemente têm maior chance de fratura |
| Atividades de risco | Esportes, trabalhos com risco de impacto ou queda |
Sintomas Associados ao CID S143
Quando há uma fratura ou traumatismo na cabeça do fêmur, os sintomas podem variar de acordo com a gravidade, mas os mais comuns incluem:
- Dor intensa na região do quadril ou da virilha
- Dificuldade para movimentar a perna afetada
- Inchaço ou deformidade local
- Dor que irradia para a virilha ou joelho
- Incapacidade de suportar peso na perna lesionada
Diagnóstico e Exames Complementares
Como é realizado o diagnóstico?
O diagnóstico do CID S143 é clínico, baseado no histórico do trauma e nos sintomas apresentados, aliado a exames de imagem.
Exames de imagem essenciais
| Exame | Finalidade |
|---|---|
| Raio-X do quadril | Avaliação inicial para identificar fraturas ou deslocamentos |
| Tomografia Computadorizada (TC) | Detalhamento da extensão da lesão, especialmente em fraturas complexas |
| Ressonância Magnética (RM) | Avaliação de tecidos moles e pequenas fissuras, além de lesões associadas |
Citação
Conforme afirma o ortopedista Dr. João Silva, "O diagnóstico precoce e preciso do trauma na cabeça do fêmur é vital para o sucesso do tratamento e recuperação do paciente" (fonte).
Tratamento do CID S143
Abordagem Conservadora
- Imobilização com uso de muleto ou tala
- Analgésicos e anti-inflamatórios
- Fisioterapia inicial para manutenção da mobilidade
Tratamento Cirúrgico
- Fixação interna com parafusos ou placas
- Troca da cabeça do fêmur por prótese, em casos de fraturas complexas ou em idosos
- Reabilitação intensiva pós-operatória
Cuidados Pós-Tratamento
- Reabilitação fisioterapêutica
- Controle da dor
- Prevenção de complicações como trombose, infecção ou úlceras de pressão
Prevenção do CID S143
- Manutenção de uma rotina de exercícios para fortalecimento ósseo e muscular
- Uso de calçados adequados e ambientes seguros para evitar quedas
- Controle de fatores de risco como osteoporose
- Revisões médicas periódicas, principalmente em idosos
Estatísticas e Dados Relevantes
| Região / País | Taxa de Incidência | População mais afetada |
|---|---|---|
| Brasil | Aproximadamente 120 casos por 100.000 habitantes | Idosos acima de 60 anos |
| Mundo | Estima-se que 1 a 2 milhões de fraturas de quadril ocorrerão anualmente | Pessoas idosas |
Segundo o Ministério da Saúde, as fraturas de quadril, relacionadas ao código CID S143, representam uma das causas principais de hospitalizações por trauma em idosos, com grande impacto na qualidade de vida e mortalidade.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. O CID S143 é uma condição que pode ser evitada?
Sim. Embora nem todos os traumas possam ser evitados, a prevenção de quedas, fortalecimento ósseo e cuidados com atividades de risco podem reduzir significativamente o risco de ocorrência.
2. Quais são as complicações mais comuns após uma fratura na cabeça do fêmur?
Infecções, trombose venosa profunda, alterações na mobilidade, dor crônica e aumento do risco de mortalidade, especialmente em idosos.
3. Quanto tempo leva para a recuperação completa?
Depende da gravidade da fratura, idade e condições clínicas do paciente. Geralmente, o processo de recuperação dura de 3 a 6 meses, com fisioterapia contínua.
4. É necessário reabilitação após o tratamento cirúrgico?
Sim. A fisioterapia é fundamental para recuperar força, prevenir complicações e retornar às atividades normais.
Conclusão
A codificação CID S143 representa uma condição delicada, com implicações sérias para a saúde, especialmente em populações vulneráveis como os idosos. A compreensão de seus fatores de risco, sinais clínicos, métodos de diagnóstico e estratégias de tratamento é fundamental para a abordagem eficaz e o melhor prognóstico possível. A prevenção, aliada à atenção clínica precoce, pode reduzir consideravelmente a incidência de fraturas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes afetados.
Cabe salientar que, ao lidar com traumatismos dessa natureza, a atuação multidisciplinar, envolvendo ortopedistas, fisioterapeutas e médicos de atenção primária, é imprescindível para um cuidado integral.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). 2019.
- Ministério da Saúde. Boletim de Mortalidade por Fraturas de Quadril. 2022.
- Silva, J. et al. Tratamento de Fraturas de Quadril em Idosos. Revista Brasileira de Ortopedia. 2020.
- WebMD. Hip Fractures. Disponível em: https://www.webmd.com/osteoarthritis/guide/hip-fractures
- Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Guidelines de Tratamento de Fraturas do Quadril. 2021.
Considerações finais
A atenção ao código CID S143 é crucial para a identificação, manejo e prevenção de uma das principais causas de morbidade em idosos. A educação em saúde, campanhas de conscientização e ações de promoção de saúde podem fazer a diferença na redução dessas ocorrências. Mantenha-se informado e busque sempre orientação especializada quando necessário.
Este artigo foi elaborado com o objetivo de fornecer informações precisas e atualizadas sobre o CID S143, promovendo a disseminação do conhecimento para melhorar os cuidados em saúde.
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