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CID Ruptura Prematura de Membranas: Orientações e Cuidados

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A gravidez é um período de grandes mudanças físicas e emocionais na vida da mulher. Entre as situações que podem surgir durante esse período, a ruptura prematura de membranas (RPM) é uma condição que demanda atenção especial. Este artigo vai abordar de forma detalhada o CID, suas implicações, orientações médicas, cuidados e dúvidas frequentes, promovendo uma compreensão ampla e confiável sobre o tema.

Introdução

A ruptura prematura de membranas é uma situação que ocorre quando as membranas que envolvem o bebê, conhecidas como saco amniótico, rompem antes do início do trabalho de parto, ou seja, antes das 37 semanas de gestação. Essa condição pode representar riscos tanto para a mãe quanto para o bebê, exigindo avaliação médica rápida e adequada.

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a RPM está presente em cerca de 10% a 20% dos partos prematuros, sendo uma das principais causas de nascimento antes do termo. Por isso, compreender seus fatores, sinais e cuidados é fundamental para garantir a saúde de toda a família.

O que é CID e qual a classificação da Ruptura Prematura de Membranas?

O que significa CID?

CID (Classificação Internacional de Doenças) é um sistema elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que categoriza as doenças e condições de saúde para padronização e estudo epidemiológico. A CID ajuda profissionais da saúde a registrar, comunicar e monitorar condições médicas de forma consistente.

CID relacionado à ruptuda prematura de membranas

A CID-10, utilizada atualmente mundialmente, classifica a ruptura prematura de membranas como:

  • O42 - Ruptura prematura das membranas ovulares, antes do início do trabalho de parto, antes das 37 semanas de gestação.

Esse código abrange diferentes aspectos da condição, incluindo variações na idade gestacional, fatores de risco e complicações associadas.

Causas e fatores de risco da RPM

Causas possíveis

A ruptura prematura de membranas pode ocorrer por diversos fatores, incluindo:

  • Infecções intrauterinas
  • Anomalias congénitas no útero
  • Traumas ou esforços físicos excessivos
  • Polidrâmnio ou oligodrâmnio
  • Estresse fetal ou materno
  • Fatores ambientais

Fatores de risco

Identificar fatores de risco ajuda na prevenção e no acompanhamento adequado, como:

Fator de RiscoDescrição
Gravidez múltiplaAumenta a pressão sobre o colo do útero e pode precipitar a RPM
História de RPM anteriorMulheres com episódios anteriores têm maior risco de recorrência
Infecções vaginais ou intrauterinasPodem enfraquecer as membranas
Tabagismo e uso de drogasInterferem na saúde do feto e na integridade membranosa
Anomalias cervicaisInsuficiência cervical aumenta risco de ruptura

Sintomas e sinais de ruptura de membranas

Como identificar a RPM?

Os principais sinais incluem:

  • Perda de líquido claro, aquoso ou levemente turvo, por via vaginal
  • Sensação de umidade constante ou gotejamento
  • Alteração na cor ou odor do líquido
  • Cólicas ou contrações leves
  • Diminuição da resistência do colo do útero na consulta médica

Se houver dúvida sobre a ruptura, a gestante deve procurar atendimento médico imediatamente.

Diagnóstico

Quais exames podem confirmar a RPM?

Para confirmar a condição, os profissionais de saúde costumam realizar:

ExameDescrição
Exame físicoAvaliação visual e palpação do colo do útero
Análise do líquido amnióticoCom teste de pH, teste de nitrazina ou exame de microscopia
UltrassonografiaPara verificar a quantidade de líquido e sinais de infecção ou complicações
Testes laboratoriaisPara detectar infecção ou sinais de inflamação

Tratamento e cuidados

Conduta médica

O tratamento depende do tempo de gestação, estado fetal e risco de infecção. Algumas orientações gerais incluem:

  • Monitoramento contínuo da mãe e do bebê
  • Administração de corticoides para acelerar o amadurecimento pulmonar fetal (em gestação prematura)
  • Uso de antibióticos para prevenir infecções ascendentes
  • Repouso relativo ou absoluto, conforme orientação médica
  • Indução do parto ou uma espera vigilante, dependendo da situação

Cuidados após a RPM

  • Manter repouso em ambiente limpo e protegido
  • Evitar relações sexuais até orientação médica
  • Observar sinais de infecção, como febre, mal-estar, dor ou odor desagradável
  • Manter uma dieta equilibrada e hidratação adequada
  • Realizar acompanhamento frequente com o obstetra

Complicações possíveis

ComplicaçãoDescrição
Infecção (amniorrexe)Pode levar à sepse materna ou fetal
Trabalho de parto prematuroPode resultar em nascimento prematuro com riscos associados
Cordão umbilical prolapsadoPode ocorrer se as membranas se romper cedo e o bebê não estiver bem acomodado
Mortalidade neonatalRisco aumentado por prematuridade e infecção

Prevenção e orientações importantes

Embora nem toda situação possa ser evitada, algumas medidas ajudam na prevenção da RPM:

  • Manter cuidados pré-natais regulares
  • Evitar atividades físicas intensas sem orientação médica
  • Controlar infecções vaginais ou cervicais
  • Adotar hábitos de vida saudáveis: alimentação equilibrada, evitar tabaco e drogas
  • Buscar atendimento imediato ao perceber sinais de perda de líquido ou alterações

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A ruptura prematura de membranas sempre leva ao parto imediato?

Nem sempre. Dependendo do tempo de gestação e da condição do bebê, o médico pode optar por maneirar na indução do parto, acompanhando de perto a mãe e o recém-nascido para decidir o melhor momento.

2. Quais são os riscos de uma RPM não tratada?

A não realização de cuidados adequados pode levar a infecções graves, parto prematuro, complicações para o bebê, entre outras consequências sérias.

3. Pode ocorrer RPM após o uso de exames internos ou relações sexuais?

Sim, esses fatores podem aumentar temporariamente o risco de ruptura, especialmente se as membranas estiverem fragilizadas.

4. Como saber se estou com RPM?

Os sinais mais comuns incluem vazamento de líquido, sensação de umidade constante e alterações no odor ou cor do líquido. É essencial procurar atendimento médico imediatamente.

Conclusão

A ruptura prematura de membranas é uma condição que exige atenção imediata e acompanhamento especializado. Conhecer seus sinais, causas e cuidados ajuda a promover uma gestação mais segura, reduzindo riscos para mãe e bebê. Sempre que houver suspeita ou sinal de RPM, procure o seu obstetra com urgência e siga todas as orientações médicas para garantir o melhor desfecho possível.

Referências

  • Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Disponível em: OMS CID-10
  • Ministério da Saúde. Protocolos de cuidados na gestação. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
  • Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO). Orientações para manejo da ruptura prematura de membranas. Available at: SBGO Guidelines
  • World Health Organization. Maternal and Newborn Health. Available at: WHO Maternal Health

Lembre-se: a melhor forma de garantir uma gestação saudável é realizar acompanhamento pré-natal regular e seguir as orientações do seu profissional de saúde.