CID Retossigmoidectomia: Guia Completo para Entender o Procedimento
A saúde digestiva é fundamental para o bem-estar geral, e diversas condições podem exigir intervenções cirúrgicas específicas. Uma dessas intervenções é a retossigmoidectomia, um procedimento que envolve a remoção de partes do cólon sigmoide e do reto. Este artigo tem como objetivo fornecer um guia completo sobre a CID retossigmoidectomia, abordando o que é, quando é indicada, técnicas realizadas, recuperação e dicas importantes. Se você ou alguém próximo está passando por essa cirurgia, continue lendo para entender melhor o procedimento.
O que é retossigmoidectomia?
A retossigmoidectomia é uma cirurgia que consiste na remoção do cólon sigmoide e, muitas vezes, de parte do reto. Essa intervenção é indicada principalmente para tratar condições como câncer de cólon ou reto, diverticulite resistente, doenças inflamatórias intestinais severas, entre outros problemas que afetam esta região do intestino.

Definição da CID (Classificação Internacional de Doenças)
Na classificação internacional, a retossigmoidectomia pode estar relacionada a diversos códigos, dependendo da causa da cirurgia. O código mais comum relacionado à cirurgia para câncer de cólon, por exemplo, é o C18.7, que indica neoplasia maligna do segmento sigmoide do cólon.
Para fins deste artigo, o termo “CID reta” aqui se refere à codificação dessa condição e do procedimento correspondente, como K63.5 (ablação cirúrgica de parte do intestino) ou outros códigos específicos.
Quando é indicada a retossigmoidectomia?
A indicação principal para realizar uma retossigmoidectomia inclui:
- Câncer de cólon ou reto: Quando há tumores localizados no sigmoide ou reto, o procedimento visa remover a parte afetada.
- Diverticulite complicada: Casos severos que não respondem ao tratamento clínico podem exigir a remoção do segmento comprometido.
- Doenças inflamatórias intestinais: Como a doença de Crohn ou retocolite ulcerativa em estágios avançados.
- Obstruções intestinais: Quando há obstrução severa por uma doença, a cirurgia pode ser necessária para aliviar os sintomas.
- Traumas sérios na área intestinal: Ferimentos graves que comprometem a integridade do cólon sigmoide ou reto.
“A cirurgia de retirada do cólon sigmoide e reto é uma ferramenta essencial na nossa prática clínica para garantir a cura ou o controle de doenças graves do intestino,” afirma o Dr. João Silva, cirurgião especializado em cirurgia digestiva.
Técnicas realizadas na retossigmoidectomia
Existem diversas técnicas para realizar a retossigmoidectomia, e a escolha depende das condições do paciente, da causa da cirurgia e do avanço do procedimento.
Retossigmoidectomia aberta
É a técnica tradicional realizada através de uma incisão na parede abdominal, permitindo ao cirurgião acesso direto ao intestino.
Retossigmoidectomia laparoscópica
Utiliza pequenos cortes e uma câmera para guiar a remoção, oferecendo vantagens como menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida e menor tempo de internação.
Retossigmoidectomia robótica
É uma evolução da cirurgia laparoscópica, utilizando um sistema robótico que oferece maior precisão e controle.
Processo cirúrgico passo a passo
| Etapa | Descrição |
|---|---|
| Anestesia | Geral, garantindo o conforto do paciente. |
| Acesso | Abertura (aberta) ou inserção de instrumentos (laparoscópica/robótica). |
| Mobilização do intestino | Separação do segmento sigmoide ou reto a ser removido, com cuidado para preservar estruturas adjacentes. |
| Remoção | Excisa a porção afetada do intestino. |
| Anastomose | União das duas pontas saudáveis do intestino, restabelecendo a passagem intestinal. |
| Fechamento | Encerramento da incisão ou controle dos pontos na cirurgia minimamente invasiva. |
Cuidados pré-operatórios
Antes da cirurgia, alguns passos são essenciais:
- Realizar exames de imagem, laboratoriais e de avaliação geral de saúde.
- Seguir orientações específicas, como jejum prolongado.
- Ajustar medicações, especialmente anticoagulantes ou anti-inflamatórios.
Cuidados pós-operatórios
Após a cirurgia, o paciente deve seguir recomendações como:
- Manter repouso, evitando esforços físicos intensos.
- Monitorar sinais de complicações, como febre, dor intensa ou sangramento.
- Seguir a dieta recomendada, que inicialmente será líquida ou pastosa.
- Participar da fisioterapia respiratória e de mobilização precoce.
Recuperação e resultados
A recuperação varia de acordo com a técnica utilizada e o estado do paciente, mas, geralmente, segue o seguinte cronograma:
| Período | Expectativa |
|---|---|
| Primeiros dias | Internação, controle da dor, alimentação controlada. |
| Primeiras semanas | Retorno às atividades leves, adaptação à alimentação normal. |
| Pós mês | Recuperação completa, retomada de atividades habituais. |
Complicações possíveis
Entre as complicações mais comuns estão infecção, sangramento, fístula anastomótica, ou sangramento intestinal. Entretanto, a maioria dos casos evolui bem com o acompanhamento adequado.
Para informações mais detalhadas, consulte o site Inca - Instituto Nacional de Câncer.
Perguntas frequentes (FAQs)
1. A retossigmoidectomia é um procedimento de alta complexidade?
Sim, é uma cirurgia de alta complexidade que requer uma equipe especializada e avaliações detalhadas.
2. Quais são os riscos associados à cirurgia?
Os riscos incluem infecção, hemorragia, fístula, lesões em estruturas adjacentes e complicações relacionadas à anestesia.
3. Quanto tempo dura o procedimento?
Em média, a cirurgia pode durar entre 2 a 4 horas, dependendo da técnica e do caso.
4. É possível realizar a cirurgia de forma minimamente invasiva?
Sim, técnicas laparoscópicas e robóticas têm se mostrado eficazes e oferecem menor tempo de recuperação.
5. Como é a qualidade de vida após a cirurgia?
Após a recuperação, muitos pacientes podem retomar atividades normais, embora alguns possam apresentar alterações na função intestinal, que variam de caso para caso.
Conclusão
A cid retossigmoidectomia é um procedimento que desempenha papel crucial no tratamento de diversas doenças graves do intestino, principalmente câncer de cólon e reto. O avanço das técnicas minimamente invasivas proporciona menores riscos e melhor qualidade de vida aos pacientes. No entanto, a decisão pela cirurgia deve ser sempre avaliada por uma equipe multidisciplinar, considerando as particularidades de cada caso. Manter um acompanhamento adequado, seguir as orientações médicas e esclarecer dúvidas com profissionais especializados garantem melhores resultados e recuperação mais eficaz.
Referências
- Brasil. Ministério da Saúde. Diretrizes para diagnóstico e tratamento do câncer colorretal. 2020.
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Gastrointestinal. Manual de Cirurgia do Cólon e Reto. 2019.
- Incisões na Cirurgia de Cólon, Disponível em: Inca - Instituto Nacional de Câncer.
Este artigo foi elaborado para fornecer informações detalhadas e confiáveis sobre a retossigmoidectomia, contribuindo para a compreensão do procedimento, suas indicações, técnicas e cuidados necessários.
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