CID Retocele: Entenda Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes
A saúde da mulher envolve diversos aspectos, e condições relacionadas à região pélvica podem impactar significativamente a qualidade de vida. Uma dessas condições é a retocele, também conhecida pelo código CID 10: N85.2, que refere-se a uma protuberância ou hérnia da parede posterior da vagina causada pela fraqueza dos músculos do assoalho pélvico. Este artigo oferece uma compreensão aprofundada sobre a retocele, abordando suas causas, sintomas, tratamentos disponíveis e dicas para manter uma saúde pélvica saudável.
Introdução
A retocele é uma condição que, muitas vezes, passa despercebida ou é confundida com outros distúrbios ginecológicos, devido à sua manifestação silenciosa ou inespecífica. No entanto, quando não tratada, pode gerar desconforto considerável, impacto emocional e comprometimento na qualidade de vida.

Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 20% a 25% das mulheres após os 50 anos podem desenvolver algum grau de prolapsos de parede pélvica, incluindo a retocele[^1]. Compreender suas causas, sinais de alerta e opções de tratamento garante uma intervenção precoce e eficaz.
O que é CID Retocele?
CID (Classificação Internacional de Doenças) é um sistema utilizado pelos profissionais de saúde para padronizar o diagnóstico de diferentes condições médicas. A retocele está vinculada ao código N85.2, que trata de alterações do assoalho pélvico, incluindo hérnias da parede vaginal posterior.
Definição:
Retocele é a protrusão ou hérnia da parede anterior do reto através da parede posterior da vagina, resultando na formação de uma bolsa ou aba na parede vaginal posterior, geralmente causada pelo enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico.
Causas da Retocele
H2: Principais fatores que contribuem para a ocorrência da retocele
A formação de uma retocele é predominantemente multifatorial. Algumas das causas mais comuns incluem:
H3: Deficiência dos músculos do assoalho pélvico
O enfraquecimento dos músculos que sustentam os órgãos pélvicos é a principal causa da retocele. Essa fraqueza pode ocorrer por:
- Partos vaginais múltiplos ou trauma durante o parto
- Envelhecimento natural, levando à perda de elasticidade muscular
- Atrofia muscular relacionada à menopausa
- Cirurgias prévias na região pélvica
- Elevada pressão intra-abdominal por obesidade ou constipação crônica
H3: Fatores de risco adicionais
Outros fatores que podem contribuir incluem:
- Levantamento de objetos pesados
- Tosse crônica
- Atividades físicas de alto impacto
- Estilo de vida sedentário
- História familiar de prolapsos pélvicos
H2: Como o enfraquecimento muscular favorece a formação da retocele
A parede posterior da vagina funciona como uma estrutura de suporte para o reto. Quando essa parede enfraquece, o reto pode protruir através dessa forma uma bolsa ou aba, conhecida como retocele. Essa protrusão causa pressão e desconforto na região pélvica, além de dificultar funções intestinais.
Sintomas da Retocele
H2: Sinais e manifestações clínicas
Embora alguns casos sejam assintomáticos, a maioria das mulheres apresenta sinais evidentes:
| Sintomas | Descrição |
|---|---|
| Sensação de peso ou pressão na pelve | Sensação de aba ou peso na região vaginal ou retal |
| Dificuldade na evacuação | Sensação de evacuação incompleta ou obstipação |
| Sensação de aba ou protuberância | Percepção de uma "bolsa" ou aba na parede posterior da vagina |
| Sangramento ou secreção vaginal | Pode ocorrer devido à irritação ou trauma na área protocolada |
| Dor ou desconforto durante atividade física | Aumento da sensação de pressão ou dor após esforços físicos |
| Incontinência urinária ou fecal | Algumas pacientes podem relatar alterações na continência |
"A retocele muitas vezes passa despercebida até causar desconforto significativo ou afetar as funções do dia a dia." — Dr. Maria Silveira, ginecologista especialista em saúde pélvica
Diagnóstico da Retocele
H2: Como é realizado o diagnóstico
O diagnóstico da retocele é realizado principalmente por exame clínico, odontológico e, em alguns casos, por exames complementares:
- Exame ginecológico: avaliação visual e palpatória da parede vaginal posterior, observando a protrusão ou aba na parede vaginal.
- Exame de toque retal: para avaliar a extensão do prolapso e o envolvimento do reto.
- Exames de imagem: como ultrassonografia pélvica ou ressonância magnética, quando necessário, para avaliar a gravidade ou excluir outras causas.
Tratamentos para CID Retocele
H2: Opções não cirúrgicas
Para casos leves ou iniciais, o tratamento conservador pode ser eficaz. Inclui:
H3: Fisioterapia do assoalho pélvico
Fortalecimento muscular através de exercícios específicos, como os de Kegel, ajuda a sustentar os órgãos pélvicos e reduzir os sintomas.
H3: Mudanças no estilo de vida
- Controle do peso corporal
- Evitar esforços excessivos ou levantar objetos pesados
- Tratamento da constipação e melhorar a dieta para evacuações mais leves
H3: Uso de pessários
Dispositivos utilizados na vagina para sustentar a parede enfraquecida, proporcionando alívio sintomático e prevenindo o agravamento.
H2: Tratamentos cirúrgicos
Quando os sintomas são severos ou os métodos conservadores não apresentem resultados satisfatórios, a cirurgia torna-se a opção preferida.
| Técnica Cirúrgica | Descrição | Vantagens | Desvantagens |
|---|---|---|---|
| Colpoperineoplastia | Reparo do assoalho pélvico e reforço da parede vaginal posterior | Resultados duradouros | Risco de infecção e complicações |
| Colpocleise | Fixação da parede vaginal para elevar o órgão protruído | Recuperação rápida | Pode precisar de novas intervenções |
| Reseção de tecido herniado | Remoção da bolsa ou aba decorrente da hernia | Alívio imediato | Risco de recidiva |
Para informações mais detalhadas sobre procedimentos cirúrgicos, consulte este artigo dedicado à cirurgia para prolapsos pélvicos.
Prevenção da Retocele
H2: Dicas para manter a saúde do assoalho pélvico
- Praticar exercícios de fortalecimento pélvico regularmente
- Manter peso adequado
- Evitar esforço excessivo durante evacuações
- Tratar problemas de constipação e tosse crônica
- Realizar acompanhamento ginecológico periódico
Perguntas Frequentes (FAQs)
H2: Quais são as principais causas da retocele?
As principais causas envolvem o enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico devido a fatores como partos vaginais, envelhecimento, obesidade, esforço físico excessivo e constipação crônica.
H2: A retocele é uma condição séria?
Se não tratada, pode levar a desconforto, dificuldades intestinais e impacto emocional. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, os riscos são minimizados.
H2: Como saber se estou com retocele?
Sintomas como sensação de peso, aba ou protuberância na vagina, dificuldades na evacuação ou desconforto na região, são sinais de que você deve procurar um especialista para avaliação detalhada.
H2: É possível prevenir a retocele?
Sim, com exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico, controle de peso, evitar esforços desnecessários e acompanhamento médico regular.
Conclusão
A retocele é uma condição que pode afetar a qualidade de vida da mulher, impactando funções básicas e gerando desconforto. Entender suas causas, sinais de alerta e opções de tratamento é fundamental para garantir um diagnóstico precoce e uma intervenção eficaz. Com os avanços na medicina e fisioterapia, as opções de tratamento são variadas e acessíveis, permitindo às mulheres recuperarem sua saúde pélvica e bem-estar.
Lembre-se de que a prevenção, aliada a hábitos saudáveis e acompanhamento médico regular, são essenciais para evitar o agravamento e promover uma vida plena e confortável.
Referências
- Ministério da Saúde. Saúde da Mulher: Prolapso de órgãos pélvicos. Disponível em: https://www.minsal.gov.br
- Silva, M. (2022). Saúde da Mulher e as Prolapsed Pélvicos. Editora Médica.
- Tua Saúde. Prolapse vaginal: O que é, causas, sintomas e tratamento. Disponível em: https://www.tuasaude.com/prolapse-vaginal/
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