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CID Rastreio do Câncer Colorretal: Como Detectar Precocemente

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O câncer colorretal é uma das principais causas de morte por câncer no mundo, e a detecção precoce é fundamental para aumentar as chances de tratamento bem-sucedido e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. No Brasil, a codificação do CID (Código Internacional de Doenças) relacionada ao câncer colorretal é fundamental para a padronização dos registros epidemiológicos e para o planejamento de ações de saúde pública.

Este artigo aborda o rastreamento do câncer colorretal, com foco no uso do CID para identificar casos e direcionar estratégias de diagnóstico precoce. Além disso, exploramos métodos de rastreamento, importância da adesão às recomendações médicas e como a Taxa de Cobre (COD 266) pode ajudar no monitoramento epidemiológico, contribuindo para uma visão ampla sobre a doença.

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O que é o câncer colorretal?

O câncer colorretal é uma neoplasia que se origina no cólon ou no reto, partes do intestino grosso. Geralmente, desenvolve-se lentamente, vindo de pólipos que podem se transformar em tumores malignos ao longo do tempo.

Fatores de risco

  • Idade avançada
  • Histórico familiar
  • Dieta rica em gordura e pobre em fibras
  • Sedentarismo
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool
  • Doenças inflamatórias intestinais

Sintomas comuns

  • Sangramento retal
  • Mudanças no hábito intestinal
  • Perda de peso inexplicada
  • Fraqueza e fadiga

CID e seu papel no rastreamento do câncer colorretal

O que é o CID?

O CID (Código Internacional de Doenças) é uma classificação diagnóstica exigida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e utilizada pelo sistema público de saúde brasileiro (SUS) para padronizar as doenças e condições clínicas registradas nos prontuários e relata­órios epidemiológicos.

CID específico para câncer colorretal

O código C18 refere-se ao Neoplasia Maligna do Cólon e o C19 ao Neoplasia Maligna do Reto, conforme a classificação CID-10.

Código CIDDescriçãoLocalização
C18Neoplasia maligna do cólonCólon
C19Neoplasia maligna do retoReto
C20Neoplasia maligna do ânus e canal analRegião anorretal

Esses códigos são essenciais para a documentação, monitoramento epidemiológico e estratégias de rastreamento populacional.

Importância do rastreamento do câncer colorretal

Como funciona o rastreamento?

O rastreamento consiste em realizar exames de rotina em pessoas assintomáticas, identificando precocemente possíveis lesões ou tumores. As principais estratégias incluem:

  • Colonoscopia: exame que permite visualização direta do intestino, retirada de pólipos e biopsias.
  • Testes de sangue oculto nas fezes (SOH): exame simples e não invasivo que identifica sangramentos ocultos.
  • Sigmoidoscopia: exame que avalia a parte final do intestino.

Quando iniciar o rastreio?

De acordo com o Inca – Instituto Nacional do Câncer, recomenda-se que pessoas com risco médio iniciem o rastreamento aos 50 anos, realizando colonoscopias a cada 10 anos ou exames alternativos, como o teste de sangue oculto. Para quem tem risco elevado, como histórico familiar, o acompanhamento deve começar mais cedo, sob orientação médica.

Benefícios do rastreamento precoce

  • Detectar pólipos antes que evoluam para câncer
  • Diagnosticar tumores em estágios iniciais
  • Aumentar as chances de cura
  • Reduzir a mortalidade

Desafios na implementação do rastreamento

Apesar dos benefícios, diversos fatores podem dificultar a adesão, como falta de acesso a exames, desinformação e medo de procedimentos invasivos.

Como interpretar o CID no rastreamento

O uso de códigos CID é vital no acompanhamento de estratégias de prevenção e na análise epidemiológica. Por exemplo:

  • Número de casos registrados com CID C18 ou C19
  • Taxa de incidência por faixas etárias
  • Taxas de mortalidade

Esses dados ajudam profissionais de saúde a orientar ações específicas, como campanhas de conscientização ou expansão de exames de rastreamento.

Estratégias de rastreamento na prática

Para facilitar a compreensão, apresentamos uma tabela que resume as recomendações de rastreamento:

Perfil do PacienteExame IndicativoFrequênciaObservações
Adultos de 50 anos ou maisColonoscopiaA cada 10 anosSe não houver fatores de risco adicionais
Pessoas com história familiar de câncerColonoscopia ou exame alternativoA partir de 40 anos ou 10 anos antes do diagnóstico familiarA cada 5 a 10 anos, dependendo do risco
SintomáticosColonoscopia ou sigmoidoscopiaImediatamenteSempre que possível
Pessoas com fatores de risco específicosTeste de sangue oculto nas fezesAnual ou conforme orientação médicaComplementa a colonoscopia

Protocolos de rastreamento e prevenção

Além dos exames, recomenda-se mudanças no estilo de vida, como dieta equilibrada, prática regular de exercícios, evitando tabaco e álcool, além de manter controle de doenças inflamatórias intestinais.

Como a tecnologia auxilia no rastreamento

A evolução tecnológica trouxe exames menos invasivos e mais acessíveis, como o Teste de sangue oculto nas fezes digital, e o uso da inteligência artificial na análise de exames de imagem, aumentando a precisão na detecção precoce.

Perguntas Frequentes

1. Qual a idade ideal para iniciar o rastreamento do câncer colorretal?

Segundo o INCA, a partir dos 50 anos para a população geral. Pessoas com risco elevado, como história familiar de câncer, devem iniciar antes, geralmente aos 40 anos.

2. Os exames de rastreamento são dolorosos?

A maioria dos exames, como a colonoscopia, podem causar desconforto, mas o procedimento é realizado com sedação, tornando-o tolerável. Testes simples, como o sangue oculto, não causam dor.

3. O câncer colorretal é curável se detectado cedo?

Sim. Quando diagnosticado em estágio inicial, a taxa de cura ultrapassa 90%.

4. Como o CID ajuda na prevenção?

Ele permite o registro padronizado de casos, facilitando o acompanhamento epidemiológico, implementação de políticas públicas e avaliação de programas de rastreamento.

5. Quais fatores podem dificultar o rastreamento?

Falta de acesso aos exames, medo do procedimento, desinformação e ausência de sintomas são principais obstáculos.

Conclusão

A detecção precoce do câncer colorretal através do rastreamento eficaz é uma estratégia fundamental para reduzir a mortalidade pela doença. Utilizando o CID para registro e monitoramento, os profissionais de saúde podem orientar melhor suas ações e ampliar o acesso às estratégias de diagnóstico precoce.

A adesão às recomendações de rastreamento, mudanças no estilo de vida e conscientização da população são essenciais para combater essa doença que, apesar de sua gravidade, apresenta altas taxas de cura quando diagnosticada a tempo.

A informação apresentada neste artigo reforça a importância do conhecimento e da prevenção, essenciais na luta contra o câncer colorretal no Brasil.

Referências

  • Ministério da Saúde. Prevenção e rastreamento do câncer colorretal. Disponível em: https://saude.gov.br/
  • Instituto Nacional do Câncer (Inca). Protocolo de rastreamento do câncer colorretal. Disponível em: https://www.inca.gov.br/
  • Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças (CID-10).
  • Silva, M. et al. (2022). "Importância do rastreamento precoce no câncer colorretal". Revista Brasileira de Oncologia, 68(3), 245-251.

Lembre-se: a prevenção e o diagnóstico precoce salvam vidas. Consulte sempre seu médico e realize seus exames periódicos.