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CID R462: Câncer de Ovário Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

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O câncer de ovário é uma das formas mais graves de neoplasia que afeta o sistema reprodutor feminino. Apesar de representar uma parcela menor dos cânceres femininos, sua agressividade, diagnóstico tardio e altas taxas de mortalidade o tornam um tema de extrema relevância na área da saúde. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de ovário é responsável por cerca de 2.5% de todos os cânceres em mulheres, sendo considerado um dos mais difíceis de detectar precocemente devido à ausência de sintomas específicos nas fases iniciais.

Este artigo abordará de forma detalhada o CID R462, que é a classificação oficial do CID-10 para o câncer de ovário, incluindo sintomas, diagnóstico, opções de tratamento, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o tema.

cid-r462

O que é o CID R462?

Definição e classificação

O CID R462 corresponde ao código na classificação Internacional de Doenças (CID-10) para o "Tumor de ovário maligno" ou "Câncer de ovário". Essa classificação é utilizada por profissionais de saúde, médicos, hospitais e laboratórios para registrar e monitorar os casos de câncer de ovário.

“A classificação CID ajuda a padronizar os registros epidemiológicos de doenças, facilitando o desenvolvimento de estratégias de prevenção e tratamento.” — Ministério da Saúde

Importância do diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce do câncer de ovário é fundamental para melhorar as taxas de sobrevivência. Infelizmente, nos estágios iniciais, a doença costuma evoluir sem sintomas perceptíveis, o que amplia a importância do monitoramento médico regular e da atenção aos sinais indicativos.

Sintomas do câncer de ovário (CID R462)

Sintomas iniciais e tardios

Sintomas iniciais geralmente são inespecíficos, podendo ser confundidos com outras doenças ginecológicas ou digestivas. É comum que as mulheres não apresentem sintomas claros nos primeiros estágios, o que dificulta o diagnóstico precoce.

Sintomas ComunsDescriçãoFrequência
Inchaço abdominalAcúmulo de líquido na cavidade abdominal, causando distensãoFrequente
Dor abdominal ou pélvicaDesconforto ou dor constante na região inferior do abdômenFrequente
Saciedade rápidaSentir-se cheia após pequenas refeiçõesModerada
Alterações no intestinoPrisão de ventre ou diarreiaVariável
Perda de peso não intencionalPerda de peso sem motivo aparenteRara nos estágios iniciais
FadigaSensação de cansaço constanteComum

Sinais que indicam risco elevado

Mulheres com fatores de risco específicas devem permanecer atentas a sinais adicionais como:

  • Histórico familiar de câncer ginecológico
  • Idade avançada (acima de 50 anos)
  • Obesidade
  • Uso prolongado de terapia hormonal

Diagnóstico do câncer de ovário

Exames e procedimentos utilizados

O diagnóstico do CID R462 envolve várias etapas, incluindo a avaliação clínica, exames de imagem e biópsias.

Avaliação clínica

O médico realizará um exame físico detalhado, palpando o abdômen e a pelve.

Exames de imagem

Ultrassonografia transvaginal: É o primeiro exame de imagem utilizado por sua precisão na visualização dos ovários.

Tomografia computadorizada (TC): Permite avaliar a extensão da doença e identificar possíveis metástases.

Ressonância magnética: Mais detalhada, especialmente em casos complexos.

Marcação de marcadores tumorais

Exames de sangue para avaliar níveis de marcadores específicos, como CA125, que, embora não sejam exclusivos do câncer de ovário, auxiliam no monitoramento.

Biópsia

A confirmação diagnóstica muitas vezes é obtida por biópsia, seja por cirurgia ou procedimentos menos invasivos.

Importância do diagnóstico precoce

Conforme destacado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), detectar o câncer de ovário cedo aumenta significativamente as chances de cura, uma vez que o câncer ainda não se espalhou para outros órgãos.

Tratamento do câncer de ovário (CID R462)

Opções terapêuticas comuns

O tratamento do câncer de ovário é multidisciplinar e pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapias alvo. A escolha do tratamento depende do estágio, tipo histológico e estado geral da paciente.

Cirurgia

  • Objetivo: Remover o máximo possível do tumor (debulking máximo).
  • Procedimentos: histerectomia total, retirada de ovários, trompas de falópio, omentectomia, biópsias de linfonodos.

Quimioterapia

  • Utiliza medicamentos citotóxicos para destruir células cancerígenas.
  • É comum após a cirurgia, especialmente nos casos mais avançados.

Terapia alvo e imunoterapia

  • Novas abordagens que visam alvos específicos nas células tumorais.
  • Em desenvolvimento, com potencial de melhorar os resultados em tratamentos futuros.

Tabela comparativa dos estágios do câncer de ovário

EstágioDescriçãoTratamento típicoChance de cura
Estágio ITumor limitado aos ováriosCirurgia + quimioterapiaAlta (60-80%)
Estágio IIEspalhado para outros órgãos pélvicosCirurgia mais agressiva + quimioterapiaModerada
Estágio IIIDisseminação na cavidade abdominalCircunvoluções extensas + quimioterapiaBaixa
Estágio IVHematogênico ou metástase a distânciaTratamento paliativoVariável

Importância do acompanhamento

Após o tratamento, a vigilância regular é essencial para detectar recidivas precocemente. A orientação médica contínua pode melhorar a qualidade de vida e prolongar a sobrevida.

Perguntas frequentes (FAQs)

1. O que causa o câncer de ovário?

Embora a causa exata seja desconhecida, fatores genéticos, hormônios, obesidade e histórico familiar aumentam o risco.

2. Existe prevenção para o câncer de ovário?

Sim. Uso de contraceptivos orais por longo período, gravidez, amamentação e cirurgia preventiva (quadrante salpingo-ooforectomia) em mulheres de alto risco podem ajudar a reduzir as chances de desenvolver a doença.

3. Quais são as chances de cura?

Depende do estágio ao diagnóstico. Quando detectado precocemente, as taxas de cura podem alcançar até 80%. Nos estágios avançados, a taxa diminui, mas tratamentos podem prolongar a sobrevida.

4. Como é feito o acompanhamento pós-tratamento?

Consultas regulares, exames de imagem e marcadores tumorais ajudam a monitorar possíveis recidivas.

5. Onde buscar ajuda especializada?

Hospitais especializados em oncologia ginecológica, centros de referência e o Inca (Instituto Nacional de Câncer) oferecem suporte e tratamento de alta qualidade.

Conclusão

O câncer de ovário (CID R462) constitui um desafio para a saúde pública devido à sua alta mortalidade e diagnóstico muitas vezes tardio. Reconhecer os sinais e sintomas precocemente, realizar exames preventivos e manter acompanhamento regular são ações essenciais para melhorar os desfechos clínicos. Com avanços na medicina e novas terapias, as possibilidades de cura e controle da doença têm aumentado, proporcionando esperança às pacientes e suas famílias.

A conscientização e o acesso a informações de qualidade são passos fundamentais para que o câncer de ovário seja diagnosticado e tratado de forma eficaz.

Referências

  1. Ministério da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição. Brasília: Ministério da Saúde, 2019.

  2. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer de Ovário. Disponível em: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-ovario

  3. World Health Organization (WHO). Global Cancer Observatory. Disponível em: https://gco.iarc.fr/

  4. Torre L, et al. Ovarian cancer: epidemiology, risk factors, and screening. Clin Obstet Gynecol. 2020;63(3):430-442.

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