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CID Queratose Actínica: Causas, Sintomas e Tratamentos Essenciais

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A queratose actínica, também conhecida como hiperceratose solar, é uma lesão cutânea que tem ganhado destaque na medicina devido à sua potencial malignização. Geralmente relacionada à exposição solar excessiva, essa condição afeta principalmente áreas da pele expostas ao sol. Entender suas causas, sintomas e formas de tratamento é fundamental para prevenir complicações, incluindo o desenvolvimento do câncer de pele, como o carcinoma de células basais ou de células escamosas.

Este artigo traz uma análise completa sobre a queratose actínica, incluindo seu código CID (Classificação Internacional de Doenças), estratégias de diagnóstico, o tratamento mais indicado e dicas de prevenção. Além disso, apresentaremos informações importantes para pacientes e profissionais de saúde interessados na terapia e cuidados com a pele.

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O que É a CID da Queratose Actínica?

CID-10 da Queratose Actínica

Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), a queratose actínica é classificada como:

Código CID-10Descrição
L86.0Queratose actínica

Este código é usado por profissionais de saúde para registrar e monitorar casos dessa condição nos sistemas de saúde.

Causas da Queratose Actínica

Exposição Solar Prolongada

A principal causa da queratose actínica é a exposição excessiva e repetida à radiação ultravioleta (UV), principalmente durante a infância e adolescência, que acumula danos ao longo do tempo na pele.

Fatores de Risco

  • Pele clara ou sensível: Indivíduos com pele de tons claros têm maior predisposição.
  • Idade avançada: As lesões tendem a aparecer mais frequentemente após os 50 anos.
  • Histórico de queimada solar: Queimaduras frequentes aumentam o risco.
  • Uso de lâmpadas de bronzeamento artificial
  • Sistema imunológico comprometido: Como por exemplo, em pacientes transplantados ou com HIV.

Fatores genéticos e ambientais

A predisposição genética também pode influenciar na formação de queratose actínica, além de fatores ambientais, como a poluição.

Sintomas e Identificação

Como reconhecer a queratose actínica?

As lesões apresentam características típicas que facilitam seu diagnóstico clínico:

  • Aparência: Lesões achatadas, ásperas, ásperas ao toque.
  • Cor: Variam de rosa, marrom a cinza, podendo ter várias cores na mesma área.
  • Tamanho: De 3 a 10 mm, podendo se aglutinar formando áreas maiores.
  • Textura: Cor de casca de abacaxi ou de couve-flor.
  • Localização comum: Face (nariz, bochechas, testa), orelhas, dorso dos dedos, mãos e antebraços.

Sinal de alarme

A presença de fissuras, sangramento ou aumento de tamanho pode indicar evolução para lesões precancerosas ou câncer de pele, motivo pelo qual a avaliação médica é fundamental.

Diagnóstico

Avaliação clínica

O diagnóstico inicial é clínico e feito por um dermatologista através do exame visual da pele.

Biópsia

Quando há dúvida sobre o diagnóstico ou suspeita de malignidade, uma biópsia de pele pode ser solicitada, possibilitando a análise histopatológica e confirmação.

Diferenciais diagnósticos

Lesões similares incluem:

CondiçãoCaracterísticas principais
Lentigo solarManchas planas, bem delimitadas, simétricas
VerrugasLesões hiperqueratósicas, com aspereza
Câncer de pele rápidoLesões ulceradas, sangramento fácil

Tratamentos para a Queratose Actínica

Opções de tratamento

A escolha do método depende do número, tamanho e localização das lesões, além do risco de malignidade.

Tipo de TratamentoDescriçãoVantagensDesvantagens
CrioterapiaCongelamento das lesões com nitrogênio líquidoPraticidade, custo acessívelPode causar manchas brancas ou cicatrizes
Terapia tópicaUso de medicamentos como 5-fluorouracil, diclofenaco ou imiquimodeTratamento em casa, eficaz em múltiplas lesõesPode causar irritação e desconforto
Luz Pulsada ou LaserRemoção mediante tecnologia de luz ou laserResultados mais precisos, rápidaCusto elevado, necessidade de equipamento especializado
Curetagem e Pós-operatórioRemoção manual seguida de cauterizaçãoTratamento direto, eficienteRisco de cicatriz, necessidade de anestesia local

Tratamento preferencial

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a combinação de crioterapia com terapia tópica é uma estratégia eficaz para tratar múltiplas lesões.

Prevenção da Querose Actínica

Medidas essenciais

  • Evitar exposição solar nas horas de pico (10h às 16h)
  • Usar proteção solar adequada (FPS 30 ou superior, chapéus, roupas UV proteção)
  • Evitar lâmpadas de bronzeamento artificial
  • Realizar autoexame regular da pele
  • Consultas periódicas com dermatologista

Dicas adicionais

Manter uma rotina de cuidados com a pele e estar atento às mudanças na aparência de manchas e lesões é fundamental para a detecção precoce.

Tabela de Comparação: Lesões Pré-Cancerosas de Pele

LesãoLocalização comumCaracterísticasPotencial de malignização
Querose actínicaFace, mãos, orelhasÁspera, escamosa, coloridaAlto
Lentigo solarFace, costas das mãosMancha plana, pigmentadaBaixo a moderado
VerrugasMãos, dedosHiperqueratósicas, elevadasGeralmente benigno

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A queratose actínica é contagiosa?

Não, a queratose actínica não é contagiosa. Ela é resultado de alterações na pele causadas pela exposição ao sol e predisposição genética.

2. Posso tratar a queratose actínica em casa?

Algumas opções tópicas podem ser usadas em casa, mas o acompanhamento de um dermatologista é essencial para garantir a eficácia e evitar complicações.

3. Quanto tempo leva para tratar a queratose actínica?

O tempo de tratamento varia de acordo com o método escolhido e o número de lesões. Podem ser necessárias várias sessões ou aplicações de medicamentos tópicos, com melhora visível em semanas ou meses.

4. Quais são os riscos de não tratar?

Se não tratado, a queratose actínica pode evoluir para um câncer de pele, sobretudo o carcinoma de células escamosas, que pode se espalhar e exigir intervenções mais invasivas.

Conclusão

A queratose actínica, representada pelo código CID-10 L86.0, é uma condição frequentemente associada à exposição solar, especialmente em indivíduos com pele clara e maior predisposição genética. Sua identificação precoce, por meio de cuidados simples e avaliações dermatológicas regulares, é vital para prevenir a evolução para câncer de pele, que pode ter consequências graves à saúde.

Adotar medidas de proteção solar, evitar fontes artificiais de radiação UV e buscar avaliação médica regular são as melhores estratégias de prevenção e tratamento. Como disse o renomado dermatologista Dr. Samuel Silveira: "Prevenir é sempre melhor do que remediar, especialmente quando o assunto é saúde da pele." Para um diagnóstico preciso e opções de tratamento adequadas, consulte sempre um profissional qualificado.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Guia de Diagnóstico e Tratamento das Lesões Pigmentadas e Não Pigmentadas
  2. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Lesões pré-cancerosas de pele. Disponível em: https://www.inca.gov.br
  3. World Health Organization. Sun Protection and Skin Cancer Prevention. Disponível em: https://www.who.int

Lembre-se: A atenção contínua à sua saúde da pele é fundamental. Consulte um dermatologista e não ignore qualquer alteração suspeita.