CID Q67: Entenda Tudo Sobre Essa Classificação Médica
A Classificação Internacional de Doenças (CID) é uma ferramenta fundamental utilizada por profissionais de saúde ao redor do mundo para registrar, classificar e analisar doenças e condições de saúde. Entre as diversas categorias da CID, o código Q67 refere-se a uma condição específica que merece atenção detalhada. Conhecer a fundo o que representa essa classificação é essencial tanto para profissionais de saúde quanto para pacientes que desejam entender seu diagnóstico. Neste artigo, abordaremos tudo sobre o CID Q67, desde sua definição até as implicações clínicas, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o tema.
O que é o CID Q67?
O código Q67 da CID refere-se a "Deformidades congênitas do ouvido externo". Essa classificação engloba diversas condições presentes desde o nascimento, que afetam a estrutura do ouvido externo. Essas deformidades podem variar de leves alterações estéticas até deformidades mais severas que impactam a audição.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as deformidades congênitas podem prejudicar significativamente a qualidade de vida do indivíduo, influenciando aspectos sociais, emocionais e de comunicação. É crucial, portanto, entender as causas, diagnósticos e opções de tratamento dessas condições.
Estrutura do CID Q67
Categoria e Subcategorias
| Código CID | Descrição | Exemplos de condições | Notas adicionais |
|---|---|---|---|
| Q67.0 | Microtia | Orelha pequena ou ausente, deformidade na forma da orelha | Pode estar associada a síndromes genética |
| Q67.1 | Anotia | Ausência total da orelha externa | Geralmente acompanhada de outros defeitos congênitos |
| Q67.2 | Deformidade da orelha externa | Alterações na forma, tamanho ou posição | Pode impactar a audição |
| Q67.3 | Deformidade mista do ouvido externo | Combinação de deformidades variadas | Requer avaliação multidisciplinar |
Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS)
Imagem ilustrativa da orelha com microtia

Causas das Deformidades Congênitas do Ouvido Externo (Q67)
As deformidades congênitas do ouvido externo podem resultar de várias causas, incluindo fatores genéticos, ambientais ou uma combinação de ambos.
Fatores Genéticos
- Mutação em genes específicos relacionados ao desenvolvimento craniofacial.
- Presença de síndromes genéticas, como a síndrome de Goldenhar ou a síndrome de Treacher Collins, que frequentemente associam deformidades auriculares.
Fatores Ambientais
- Exposição a toxinas durante a gestação.
- Uso de medicamentos teratogênicos por parte da mãe.
- Insuficiência nutricional ou doenças maternas durante a gestação.
Outros fatores
- História familiar de deformidades congênitas.
- Complicações durante a gestação ou parto.
Diagnóstico do CID Q67
O diagnóstico das deformidades do ouvido externo é feito inicialmente através do exame clínico detalhado realizado por um otorrinolaringologista ou cirurgião plástico especializado em orelhas. Além do exame físico, podem ser solicitados exames de imagem como tomografia computadorizada (TC) para avaliar a estrutura óssea e cartilaginosa da orelha.
Procedimentos comuns no diagnóstico:
- Avaliação estética e funcional da orelha.
- Audiometria para verificar o impacto na audição.
- Tomografia para planejamento cirúrgico, se necessário.
Tratamentos disponíveis para CID Q67
O tratamento das deformidades do ouvido externo varia de acordo com a gravidade da condição, a idade do paciente e suas necessidades específicas. Os principais enfoques são o tratamento estético, funcional e, em alguns casos, cirúrgico.
Opções de tratamento
A. Cirurgia Reconstrutiva
A cirurgia de reconstrução da orelha, conhecida como otoplastia ou cirurgia de reconstrução auricular, é indicada para deformidades estéticas ou funcionais. O procedimento pode envolver o uso de cartilagem autógena (retirada de uma parte da própria orelha ou costela) ou materiais sintéticos.
B. Próteses Auriculares
Para casos em que a cirurgia não é viável, especialmente em adultos ou em deformidades severas, próteses externas podem ser usadas para melhorar a aparência e favorecer a autoestima do paciente.
C. Acompanhamento e Reabilitação Auditiva
Se houver impacto na audição, é fundamental realizar intervenções que podem incluir aparelhos auditivos ou implantes, bem como terapia de reabilitação da fala.
Considerações importantes
- O diagnóstico precoce favorece melhores resultados cirúrgicos.
- O tratamento deve ser multidisciplinar, envolvendo otorrinolaringologistas, cirurgiões plásticos, fonoaudiólogos e psicólogos.
Prevenção das Deformidades Congênitas do Ouvido Externo
Embora muitas deformidades congênitas tenham causas genéticas ou ambientais difíceis de prevenir, algumas medidas podem ajudar a reduzir fatores de risco durante o período gestacional:
- Alimentação adequada e suplementação de vitaminas durante a gestação.
- Evitar o uso de medicamentos teratogênicos sem orientação médica.
- Realizar acompanhamento pré-natal regular.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. O que é microtia e como ela afeta a pessoa?
A microtia é uma deformidade na qual a orelha externa é pequena ou ausente. Pode afetar a audição e a estética, impactando a autoestima do indivíduo. O tratamento geralmente envolve cirurgia reconstrutiva ou próteses.
2. Qual é a idade ideal para realizar a cirurgia de reconstrução da orelha?
A idade recomendada costuma ser entre 6 a 10 anos, quando o crescimento da orelha já está mais completo, embora o tratamento possa ser realizado em qualquer fase adulta, dependendo do caso.
3. As deformidades do ouvido externo podem ser hereditárias?
Sim, algumas deformidades podem ter origem genética. Histórico familiar é um fator importante na avaliação.
4. Quais profissionais devo procurar se suspeitar de uma deformidade congênita do ouvido?
Procure um otorrinolaringologista, um cirurgião plástico especializado em orelhas e, se necessário, uma equipe multidisciplinar que inclua fonoaudiólogos e psicólogos.
5. Existe prevenção para deformidades congênitas do ouvido externo?
Embora nem todas possam ser prevenidas, cuidados durante a gestação, como evitar toxinas e realizar o acompanhamento pré-natal adequado, podem reduzir o risco.
Conclusão
A classificação CID Q67 representa uma categoria importante no diagnóstico de deformidades congênitas do ouvido externo. Essas condições, embora muitas vezes de origem genética ou ambiental, podem ser tratadas com sucesso por meio de intervenções cirúrgicas, próteses e terapias multidisciplinares. O diagnóstico precoce é fundamental para melhores resultados estéticos e funcionais, contribuindo para a qualidade de vida do paciente. Com avanços na medicina e na tecnologia, as expectativas de correção e reabilitação continuam crescendo, oferecendo esperança e melhorias reais para aqueles afetados por essas deformidades.
Referências
Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID). Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd
Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia. Guia de Diagnóstico e Tratamento das Deformidades Auriculares. Disponível em: https://www.sbot.org.br
Silva, A. C. et al. (2020). "Deformidades congênitas do ouvido externo: aspectos clínicos e cirúrgicos." Revista Brasileira de Otorrinolaringologia.
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