CID Pubalgia: Causas, Diagnóstico e Tratamento Eficaz
A pubalgia, também conhecida como dor na região púbica, é uma condição que afeta atletas, profissionais que exercem atividades físicas intensas, e até mesmo indivíduos que têm rotinas sedentárias, mas sofrem com dores persistentes na área púbica. Essa condição, registrada na Classificação Internacional de Doenças (CID) sob o código M70.3, pode comprometer a qualidade de vida e o desempenho de quem sofre com ela.
Ao compreender suas causas, métodos diagnósticos precisos e opções de tratamento eficazes, é possível promover uma recuperação mais rápida e evitar complicações futuras. Este artigo aborda de forma aprofundada a CID pubalgia, trazendo informações essenciais para pacientes, profissionais de saúde e interessados no tema.

O que é a CID pubalgia?
A pubalgia é uma condição que provoca dor na região púbica, a área localizada na frente do quadril, envolvendo músculos, tendões, ligamentos e estruturas ósseas próximas ao púbis. Na classificação CID, ela está relacionada ao código M70.3, que abrange patologias relacionadas a músculos e tendões da região do quadril e da pelve.
Essa dor pode variar de leve a intensa, influenciando na mobilidade e na rotina diária de quem apresenta o problema. Apesar de comum em atletas, principalmente jogadores de futebol, corredores e esportistas de alto impacto, ela também pode afetar pessoas que realizam atividades físicas moderadas ou até mesmo sedentários.
Causas da pubalgia
Causas comuns
A pubalgia pode ter diversas origens, que muitas vezes estão relacionadas a sobrecarga ou trauma na região púbica. A seguir, as principais causas:
| Causa | Descrição | Exemplo de atividades relacionadas |
|---|---|---|
| Sobrecarga muscular | Esforço excessivo dos músculos da região pélvica e do quadril sem o devido descanso | Futebol, corrida, atletismo |
| Trauma ou impacto | Lesões causadas por quedas, acidentes ou golpes diretos na região | Futebol, esportes de luta, motociclismo |
| Desequilíbrio muscular | Desigualdade na força e flexibilidade dos músculos da pelve e do quadril | Má postura ao trabalhar ou praticar esportes |
| Instabilidade na Região do Quadril | Alterações na estabilidade pélvica podem gerar compensações musculares | Problemas posturais, vestuário inadequado |
| Desgaste articular | Osteoartrite ou alterações nas articulações do quadril podem irradiar dor até a região púbica | Idade avançada, artrite |
Fatores de risco
- Prática esportiva intensa ou de alta carga
- Mudanças rápidas na rotina de treino
- Má postura durante atividades cotidianas
- Má alimentação e déficit de reposição de nutrientes
- Histórico de lesões anteriores na pelve ou quadril
- Idade: atletas jovens a partir dos 18 anos, mas também adultos de meia-idade
A influência do esporte na pubalgia
Segundo o fisioterapeuta e especialista em medicina esportiva Dr. Paulo Silva, "a pubalgia é uma das lesões mais comuns em atletas de esportes de contato e de alto impacto, sendo agravada por treinamento inadequado, desequilíbrios musculares e ausência de condições ideais de recuperação."
Para prevenir a pubalgia, é importante realizar um treino equilibrado, fortalecer a musculatura do core e adequar a carga de treinos às capacidades do indivíduo.
Como é feito o diagnóstico da pubalgia?
Exame clínico
O diagnóstico de pubalgia começa com uma avaliação clínica detalhada, na qual o profissional de saúde analisa:
- Histórico de atividades físicas
- Localização da dor
- Padrão de dor (ao caminhar, correr, durante o esforço ou repouso)
- Presença de inchaço, calombos ou sensibilidade na região púbica
O médico também realiza testes específicos, como o teste de Valdres, que envolve movimento de abdução e adução das pernas encontrando sinais de dor.
Exames de imagem
Para confirmar o diagnóstico e descartar outras causas, são solicitados exames de imagem, tais como:
- Ressonância magnética (RNM): Avalia tecidos moles, músculos, tendões e ligamentos, identificando infiltrações, rupturas ou inflamações
- Radiografia: Observa alterações ósseas ou degenerativas na pelve e quadril
- Ultrassonografia: Detecta inflamações ou rupturas em tendões e músculos na região púbica
Questões que auxiliam no diagnóstico
- O padrão de dor melhora ou piora com o repouso?
- Há antecedentes de trauma recente?
- Existe alguma relação da dor com atividades físicas específicas?
Tratamento da pubalgia
Tratamento conservador
Na maioria dos casos, o pubalgia responde bem ao tratamento não invasivo, que inclui:
Reposo e modificação de atividades
Reduzir atividades que agravem a dor é fundamental para diminuir a inflamação e permitir a recuperação.
Fisioterapia
A fisioterapia é o pilar do tratamento, envolvendo:
- Mobilização de tecidos moles
- Fortalecimento do core, abdominal, pélvico e musculatura do quadril
- Alongamentos específicos para músculos encurtados
- Técnicas de liberação miofascial e terapia manual
Medicação
Analgesicos e anti-inflamatórios podem ser utilizados com orientação médica para aliviar a dor e reduzir a inflamação.
Tratamento invasivo
Em casos persistentes ou agravados, podem ser considerados procedimentos como:
- Infiltrações com corticosteroides: Redução de inflamações persistentes
- Cirurgias: Procedimentos para reparar músculos, tendões ou remover tecido inflamado, quando necessário
Importância da reabilitação
Segundo a fisioterapeuta Ana Mendes, "a reabilitação adequada, com um programa de fortalecimento progressivo e controle da carga, é essencial para evitar recaídas e garantir o retorno às atividades com segurança."
Dicas para a prevenção
- Realizar aquecimento adequado antes de exercícios físicos
- Equilibrar treino e descanso
- Manter ótima postura durante atividades diárias
- Praticar exercícios de fortalecimento do abdômen e regiões adjacentes
- Consultar profissionais especializados para orientações específicas
Perguntas frequentes
1. A pubalgia pode desaparecer sozinha?
Em alguns casos leves, pode haver melhora com repouso e cuidados, mas na maioria das vezes, o tratamento adequado, especialmente fisioterapêutico, é necessário para evitar recorrências.
2. Quanto tempo leva para recuperar de pubalgia?
Depende da gravidade da lesão, mas, geralmente, a recuperação pode levar de 4 a 12 semanas com tratamento adequado.
3. É possível prevenir a pubalgia?
Sim. Manter uma rotina de exercícios de fortalecimento, alongamento, evitar sobrecarga e procurar orientação profissional ao iniciar atividades físicas extremas ajuda na prevenção.
4. Quando procurar um profissional?
Ao sentir dor persistente na região púbica que não melhora com repouso ou que interfere na sua rotina, procure um ortopedista ou fisioterapeuta especializado.
Conclusão
A pubalgia, apesar de comum em atletas e atividades de impacto, pode afetar qualquer pessoa que se envolva em esforços físicos repetitivos ou excessivos. Seu diagnóstico precoce, aliado ao tratamento adequado, preferencialmente com fisioterapia e mudanças no estilo de vida, é fundamental para uma recuperação eficiente.
Se você está experimentando dor na região púbica, não ignore o sintoma. Procure um profissional de saúde qualificado para uma avaliação completa, garantindo o melhor tratamento e a retomada segura das suas atividades.
Referências
- Brasil. Ministério da Saúde. CID M70.3 - Tendinite e outras inflamações dos músculos, tendões e ligamentos da região do quadril e do quadril-pélvico. Disponível em: https://www.studioesteticas.com.br
- Sciascia, A. et al. (2019). Pubalgia em atletas: avaliação, diagnóstico e tratamento. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 25(3), 238-244.
- Silva, P. (2021). Cuidados essenciais na prevenção e tratamento da pubalgia. Fisioterapia em movimento, 34(1), 120-128.
MDBF