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CID Preeclampsia: Sintomas, Causas e Tratamentos Essenciais

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A pré-eclâmpsia é uma condição que pode representar riscos sérios para a saúde da gestante e do bebê. Seu reconhecimento precoce, compreensão e tratamento adequado são essenciais para garantir uma gestação segura. No presente artigo, abordaremos tudo o que você precisa saber sobre o CID pré-eclâmpsia, incluindo sintomas, causas, tratamentos e dicas importantes para lidar com essa condição.

Introdução

A pré-eclâmpsia é uma complicação que ocorre durante a gravidez, geralmente após a 20ª semana, caracterizada por hipertensão arterial e sinais de dano a outros órgãos, muitas vezes nos rins ou fígado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pré-eclâmpsia é responsável por cerca de 10% das internações obstétricas, além de ser uma das principais causas de mortalidade materna em todo o mundo.

cid-preeclampsia

A classificação correta e a compreensão sobre o CID pré-eclâmpsia (Classificação Internacional de Doenças) auxiliam na padronização dos registros e no acompanhamento epidemiológico. Este artigo busca esclarecer dúvidas comuns e oferecer orientações essenciais para gestantes, profissionais de saúde e familiares.

O que é o CID Preeclampsia?

O CID é o sistema utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para codificar todas as doenças, sinais e causas de morbidade e mortalidade. A pré-eclâmpsia possui códigos específicos no CID-10, que facilitam o diagnóstico, o registro e a pesquisa clínica.

Código CID para a pré-eclâmpsia

Código CIDDescrição
O14Pré-eclâmpsia e eclâmpsia

Este código inclui a pré-eclâmpsia leve, grave e a eclâmpsia, que é uma evolução grave da pré-eclâmpsia.

Sintomas da Pré-eclâmpsia

Reconhecer os sintomas é fundamental para o diagnóstico precoce. Os sinais podem variar de leves a graves, e muitas vezes são confundidos com os de uma gestação normal, por isso a atenção deve ser constante.

Sintomas comuns

  • Pressão arterial elevada (posterior ao código de hipertensão gestacional)
  • Inchaço excessivo de mãos, rosto ou pernas
  • Dor de cabeça intensa
  • Alterações na visão (vozes, manchas, imagens brilhantes)
  • Dor na região superior do abdome, especialmente do lado direito
  • Náuseas e vômitos
  • Redução da quantidade de urina
  • Ganhos de peso rápidos devido ao acúmulo de líquidos

Sintomas graves

  • Convulsões (eclâmpsia)
  • Dano renal ou hepático
  • Dor abdominal severa
  • Sangramento ou alterações neurológicas

Segundo a obstetra Dra. Maria Silva, “a pré-eclâmpsia pode evoluir silenciosamente, por isso o acompanhamento regular durante a gestação é fundamental”.

Causas e Fatores de Risco

Embora a causa exata da pré-eclâmpsia ainda não seja totalmente compreendida, diversos fatores contribuem para o seu desenvolvimento.

Causas possíveis

  • Alterações na formação dos vasos sanguíneos da placenta
  • Respostas imunológicas inadequadas
  • Deficiências nutricionais, como de cálcio ou vitamina D
  • Predisposição genética
  • Problemas de saúde pré-existentes

Fatores de risco

Fator de riscoDescrição
Primeira gestaçãoMulheres na primeira gravidez têm maior risco
Hipertensão arterial préviaHistórico de hipertensão aumenta as chances
Gestação múltiplaGravidez de gêmeos ou mais aumenta o risco
Idade avançadaMulheres acima de 35 anos ou abaixo de 20 anos
ObesidadeQuanto maior o peso, maior o risco de pré-eclâmpsia
Diabetes mellitusCondição que aumenta as chances de complicações

É importante que as gestantes façam acompanhamento pré-natal regular e sigam as orientações médicas.

Diagnóstico da Pré-eclâmpsia

O diagnóstico é baseado na aferição da pressão arterial, análise de exames laboratoriais e avaliação clínica.

Exames essenciais

  • Medida da pressão arterial (constante)
  • Exame de urina para verificar proteinúria
  • Exames de sangue específicos
  • Avaliação do bem-estar fetal

Quadro comparativo da Pré-eclâmpsia Leve vs. grave

CaracterísticaPré-eclâmpsia levePré-eclâmpsia grave
Pressão arterial≥ 140/90 mmHg≥ 160/110 mmHg
ProteinúriaPresente, mas moderadaPresente e severa
SintomasLeves ou ausentesDor de cabeça intensa, alterações visuais, dor abdominal, edemas severos
Exames laboratoriaisLeves alteraçõesAlterações nos exames hepáticos, renais, entre outros

Tratamentos e Cuidados para a Pré-eclâmpsia

O tratamento visa controlar a pressão arterial, evitar complicações e garantir a saúde da mãe e do bebê. Em alguns casos, a única cura definitiva é a realização do parto.

Cuidados básicos

  • Acompanhamento médico regular
  • Repouso relativo ou absoluto dependendo da gravidade
  • Dieta equilibrada, com restrição de sal, orientada por um nutricionista
  • Medicamentos antihipertensivos: utilizados sob prescrição médica
  • Monitoração contínua dos sinais vitais

Quando o parto é indicado?

A decisão dependerá do estado de saúde da gestante e do desenvolvimento da gestação:- Gestação de termo (acima de 37 semanas)- Pré-eclâmpsia grave ou eclâmpsia- Deterioração da saúde materna ou fetal

Medicamentos como sulfato de magnésio também são utilizados para prevenir convulsões em casos de eclâmpsia.

Tratamentos específicos

  • Controle da hipertensão
  • Monitoramento do bem-estar fetal
  • Indução do parto ou cesárea quando indicado

Para informações adicionais, consulte Ministério da Saúde.

Complicações da Pré-eclâmpsia

Se não for tratada adequadamente, a pré-eclâmpsia pode evoluir para complicações graves, incluindo:

  • Eclâmpsia (convulsões)
  • síndrome HELLP (hemólise, enzimas hepáticas elevadas, plaquetopenia)
  • Dano renal ou hepático
  • Descolamento prematuro da placenta
  • Morte materna ou fetal

Tabela de complicações

ComplicaçãoDescrição
EclâmpsiaConvulsões durante a gestação
Síndrome HELLPCondição grave envolvendo hemólise, enzimas elevadas e baixa de plaquetas
Pré-eclâmpsia graveHipertensão severa com alterações orgânicas
Nascimento prematuroParto antecipado devido à necessidade de tratamento

Prevenção e Recomendações

Embora nem todas as causas possam ser evitadas, medidas podem reduzir o risco de pré-eclâmpsia:

  • Acompanhamento pré-natal regular
  • Controle do peso
  • Alimentação equilibrada, com foco em nutrientes essenciais
  • Exercícios físicos moderados, sob orientação médica
  • Evitar o tabagismo e o consumo de álcool

Para mais informações, consulte este artigo do Conselho Federal de Medicina.

Perguntas Frequentes

1. A pré-eclâmpsia pode afetar o feto?

Sim. A pré-eclâmpsia pode reduzir o fluxo de sangue para a placenta, levando a baixo peso ao nascer, parto prematuro e complicações neonatais.

2. Como saber se estou com pré-eclâmpsia?

O diagnóstico deve ser feito por um profissional de saúde por meio da aferição da pressão arterial, análise de urina e exames laboratoriais.

3. É possível tratar a pré-eclâmpsia?

Sim, o tratamento controla a hipertensão e previne complicações. Em muitos casos, o parto é necessário para resolver a condição.

4. Quais as medidas de acompanhamento durante a gestação?

Visitas regulares ao obstetra, monitoramento da pressão, exames laboratoriais periódicos e atenção aos sintomas reportados.

Conclusão

A pré-eclâmpsia, codificada no CID como O14, é uma condição que exige atenção e cuidado contínuo durante a gestação. O reconhecimento precoce dos sintomas, o acompanhamento rigoroso e o tratamento adequado podem salvar vidas de mães e bebês. A informação e a prevenção são as melhores armas contra as complicações dessa doença.

Por isso, se você está grávida ou planeja engravidar, lembre-se da importância do acompanhamento pré-natal e de manter um estilo de vida saudável. A saúde da sua gestação está nas suas mãos, e o cuidado adequado faz toda a diferença.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Pré-eclâmpsia e eclâmpsia. Disponível em: OMS - Pré-eclâmpsia

  2. Ministério da Saúde. Guia de assistência pré-natal. Disponível em: Ministério da Saúde

  3. Conselho Federal de Medicina. Pré-eclâmpsia: orientações para o acompanhamento. Disponível em: CFM

“A saúde da gestante deve ser prioridade de toda a sociedade, e o conhecimento sobre condições como a pré-eclâmpsia é essencial para garantir uma gravidez segura.”